Conjugador de verbos

O Verbix é uma utilidade excelente para ser manter à mão. É um conjugador online que não só é capaz de dar a conjugação verbal completa de milhares de verbos em centenas de idiomas como também mostrar verbos conjugados da mesma maneira no idioma escolhida e o verbo equivalente em outros idiomas disponíveis.

Star Trek: Nemesis

Minha e esposa e eu fomos ao cinema sexta-feira para a estréia de Star Trek: Nemesis. Como eu escrevi anteriormente, eu estava aguardando o filme com uma certa expectativa principalmente por que Jornada nas Estrelas é uma das coisas relacionadas com ficção científica das quais eu mais gosto. Eu também fui com um pouco de medo em relação ao enredo do filme já que o mesmo fracassou bombasticamente na bilheteria nos Estados Unidos. Continue reading “Star Trek: Nemesis”

Horizonte Perdido

Semana passada reli Horizonte Perdido, de James Hilton, uma das clássicas utopias descritas na literatura. De fato, o local em que a estória se passa, Shangri-Lá, tornou-se, graças a um filme de Frank Capra baseado no livro, um sinônimo próprio de Utopia, ao lado de Pala e tantos outros locais similares descritos em incontáveis livros.

A estória é relativamente bem conhecida. Para os que nunca ouviram falar, o livro narra a aventura de quatro pessoas (um americanos e três ingleses) que ao escaparem de uma revolta em terras indianas, descobrem que o avião que deveria estar transportando-os de volta à Inglaterra foi raptado e está sendo levado para um local desconhecido. O vôo termina nas altas montanhas do Tibet onde, após um pouso brusco, o piloto morre e os quatro companheiros sequestrados são deixados à própria sorte para tentar sobreviver e retornar à civilização. Nesse momento, porém, aparece o misterioso Chang que os convida a visitar um monastério nas vizinhaças. Sem muito opção, os viajantes concordam e em algumas horas se defrontam com o idílico vale de Shangri-Lá, onde depararão com segredos espantosos.

Sem contar o final do livro, basta dizer que a estória é mais sobre a perda da utopia e as contradições humanas na busca da mesma do que uma pregação sobre os benefícios de tal sociedade, como ocorre na maioria dos livros que tratam do tema. Ainda assim, o livro segue o padrão clássico em que um personagem descreve a outro as características da sociedade através do usual infodump. Fiel ao contexto em que foi escrito, o livro ainda avisa contra a luta humana pelo poder que poderia eventualmente acabar destruindo a própria civilização.

Embora eu tenha gostado do livro, alguns pontos fracos me chamaram a atenção. O mais forte é em relação aos personagens que me pareceram um tanto ou quanto superficiais. O personagem principal, Hugh Conway, ainda escapa um pouco da unidimensionalidade, mas acaba sendo tão fracamente caracterizado quando os demais no final da história. Desse modo, embora o livro consiga construir a atmosfera local de Shangri-Lá, as interações dos personagens soam um pouco forçadas.

Não vou entrar em detalhes sobre a filosofia apresentada no livro por que acho que cada leitor deve tirar suas própria conclusões em relação ao que o autor mostra. Apenas como ilustração, reproduzo aqui a fala de um personagem que resume completamente a mesma: “Nós governamos como moderada rigorosidade, e em retorno ficamos satisfeitos com uma obediência moderada. E eu acredito poder dizer que nosso povo é moderadamente sóbrio, moderadamente casto e moderadamente honesto.”

Para resumir, embora o livro tenha seus defeitos, é uma leitura agradável e Hilton consegue conduzir o leitor pelo caminho que ele propõe. Mesmo com personagens pouco convincentes em determinadas partes, é possível sentir o encanto de Shangri-Lá e simpatizar com os acontecimentos do livro. De qualquer forma, como mencionado anteriormente, o livro é uma das utopias mais conhecida e assim, leitura obrigatória para qualquer amante das letras.

Cansado

A atividade vai ser pequena aqui por alguns dias. Depois de uma maratona de três semanas em três projetos diferentes, estou cansado até a alma. Principalmente por duas das três que passei tentando fazer um ActiveX funcionar (desisti por falta de tempo e arquivei para outra ocasião) e outra forçando uma biblioteca COM a funcionar (pelo menos essa submeteu-se às minhas ordens).

Semana que vem estou em outro projeto; e na outra, pelo que dá para ver, estarei em mais um outro. Eu já disse que odeio mudanças de tarefas tão rápidas? Férias! Eu preciso de férias.

Patriot II

Deus tenha piedade dos cidadãos dos Estados Unidos. Ben Hammersley aponta para um artigo assustador sobre algumas novas leis sendo criadas nos Estados Unidos visando o controle de supostas ameaças à ordem no país. Como Hammersley disse, é provavelmente uma das coisas mais assustadoras a serem feitas pelos legisladores de lá.

O que me impressiona é como um país sempre considerado a terra da liberdade está se tornando tão repressor quanto as ditaduras que aterrorizaram a América do Sul nos últimos 50 anos.

Oddpost

Oddpost é um aplicação de webmail impressionante. A interface é tão bem feita e completa que quase dá para esquecer que você está em um navegador. Embora o programa em si seja praticamente uma cópia do Outlook Express e só funcione no IE 5, ele é com certeza uma mostra de como aplicações deveriam ser desenvolvidas para um navegador. Eu não sou muito chegado em nenhum tipo de aplicação que rode via Web, mas se é para fazer pelo menos que seja direito.

(via RTFM)

Google compra Pyra

Em um movimento que surpreendeu muitos, o Google compra a Pyra Labs, a companhia por trás do Blogger e Blog*Spot.

Como o Google ainda não anunciou nada, há bastante especulação sobre o motivo e intenções por trás da compra. A ficha ainda vai demorar cair um pouco, mas eu espero que isso represente algo positivo. O Google tem sido alvo de muitas críticas recentemente por causa de algumas práticas questionáveis, e esta é a primeira vez em que eles entram no negócio de produção de conteúdo, algo que eles sempre declararam não ser o alvo da empresa.

Com a entrada de grandes nomes no negócio de blogs (o Terra entrou, a AOL parece estar entrando e o Yahoo é uma falta notória) pode-se dizer que weblogs atingiram massa crítica. O que muitos já diziam passa a ser parte real do mercado. Resta saber quais são os modelos através dos quais essas empresas tencionam fazer dinheiro.

Atualização: Cory Doctorow postou alguns pensamentos interessantes sobre as notícias.

Atualização: Nick Denton faz uma proposta para o Boogle.

Os comentários abundam pela Web:

  • Nick Denton: A more interesting question: will Google use weblog links to improve Google News?
  • Matt Webb: Google are building the Memex
  • Ben Hammersley: It’s a distributed early warning system for Google’s spiders. One million zeitgeist monitors just signed on to Google’s staff. A bargain for them, whatever the cost.
  • Shelley Powers: Google + Blogger = What?
  • Karl Martino: Google is attempting to swallow the web. It will get a belly ache.
  • Anil Dash: Once Google’s plan becomes clearer, it’ll be possible to see whether Google’s adoption of part of the blogosphere is prescient or unfortunately incomplete.
  • Jason Shellen: Well, looks like someone scooped us on our own story.
  • Cory Doctorow: Holy crap!
  • Evan Williams: Holy crap!
  • Joi Ito: This is going to be tricky.
  • Jeremy Zawodny: Cool. Go Google!

Outros:

Problemas com a hospedagem

Nas últimas semanas este site experimentou algumas interrupções de serviço. Há três dias atrás, ele ficou fora a maior parte da madrugada. Eu conversei com o pessoal do meu provedor e eles disseram que era um outro cliente que estava disparando algum programa com bugs que fazia o servidor MySQL entrar em loop. Estranho, mas é o que eles disseram.

Hoje recebi um comunicado deles dizendo que uma manutenção emergencial será feita hoje a partir das 23 horas. O serviço está previsto para terminar às 6 horas de amanhã. Por isso, se o site desaparecer e não voltar tão cedo, você já sabe o que aconteceu…

Novo design da DevEdge

O DevEdge, o site de tecnologia Web e relacionadas da Netscape, estreou seu novo design baseado em XHTML 1.0 e CSS. A intenção é trazer o site para os padrões Web mais modernos, compatibilizando a teoria com a prática, e mostrar os ganhos que desenvolvedores podem obter com tal mudança. Além dos padrões, o site mostra também como criar menus e ferramentas de customização compatíveis com os navegadores mais usados no mercado atualmente, e como degradar a interface graciosamente para que o site pode ser usado em navegadores mais antigos.

O documento que explica os motivos e desafios por trás da mudança é uma boa leitura para qualquer profissional interessado em conhecer e aplicar melhor os padrões modernos da Web.