Tela para textos eletrônicos

May 8th, 2003 § 5 comments

Um amigo meu me passou um link para um artigo super-interessante na CNN: criaram um tela finíssima e flexível para textos eletrônicos. O negócio é do caramba! A tela tem a espessura de três fios de cabelo humano e pode ser dobrada, retorcida e enrolada sem que o texto perca a nitidez. O processo de exibição do texto então, que você pode conferir no artigo, é simplesmente incrível!

As possibilidades da tela também são enormes e não se limitam somente a livros. Mesmo ainda sendo somente preto e branco já dá para pensar em um monte de aplicações. Colorida então, as possibilidades são inimagináveis. Essa é realmente um tecnologia que pode revolucionar o mercado.

Um dos meus sonhos é que chegue um dia em que você possa carregar sua biblioteca, ou pelo menos uma parte dela, em um aparelho eletrônico portátil como esse. Hoje, o maior problema parece ser a resolução das telas que é muito baixa e dificulta a leitura por cansar o olho mais rápido do que o equivalente impresso. Eu já até olhei alguns aparelhos que tem essa função, embora usem tecnologia diferente, mas, além de serem caros, normalmente usam formatos proprietários de modo que os títulos são muito limitados.

O maior problema para a difusão de livros eletrônicos será provavelmente a mesma dificuldade enfrentados pelo mercado de música hoje, com a briga por causa da pirataria. Mas esse também é um problema que só o tempo dirá como será resolvido.

Por enquanto, o jeito é ficar na expectativa por mais alguns anos…

§ 5 Responses to Tela para textos eletrônicos"

  • Félix F. says:

    O medo da pirataria ainda afasta boa parte do mercado editorial; sem contar o ceticismo sobre um mercado que está entre a inexistência dum aparelho de custo razoável e arraigados hábitos de leitura em papel.

    Hoje em dia, a maior parte desse pequeno mercado se volta aos usuários de palmtops (que me parecem a melhor opção atualmente). Como os editores não querem seguir os passos da indústria da música, correm acirrados debates sobre DRM (Digital Rights Management).

    Já compilei uma extensa lista de links relacionados a ebooks. Quatro endereços que podem ser de interesse são:

    http://www.writingonyourpalm.net/columns.htm
    http://cebooks.blogspot.com/
    http://ebook.com/
    http://www.ebooksbrasil.com/

  • Félix F. says:

    Quanto aos formatos, o que se vê em muitos “e-books” atuais é a tendência aos “formatos abertos”, como HTML ou XML, ou similares. Realmente, produtos como o finado Rocket eBook Reader contavam com formatos proprietários; mas o pensamento hoje vai em direção diferente.

  • Ronaldo says:

    Félix,

    Realmente os problemas com a tecnologia são ainda bem grandes. O problema que a indústria de música enfrenta atualmente ainda pode muito bem acabar se repetindo se uma solução não surgir logo que mostre um bom caminho para o novo mercado. Mas seria realmente interessante se o mercado de livros se movesse para uma direção mais eletrônica o mais rápido possível. Alguém precisa criar um aparelho simples, de baixo custo, mas com uma qualidade razoável de exibição que permita sondar as águas.

    Aqui no Brasil eu acho que a situação será mais difícil. Um livro comum é considerado bem sucedido se vende 15 mil exemplares. Um livro eletrônico teoricamente seria de aquisição mais fácil, mas o brasileira não tem o hábito de ler e acho difícil que um aparelho venda bem. A não ser que muitos livros didáticos sejam produzidos para o mesmo. :-) De qualquer forma, eu não estou muito antenado no mercado de ebooks e não sei qual a situação brasileira na área. Vou verificar os links que você forneceu para ter um idéia melhor.

    Quando ao formato, se as empresas estão caminhando para padrões abertos, ótimo! Isso só melhora a coisa. Vamos esperar e ver no que dá. :-)

  • Celso says:

    Acho que a questão dos livros eletrônicos tem sido vista de modo muito limitado. Para mim, o ponto é menos o conteúdo do que o meio. Se houver um leitor eletrônico barato, de qualidade e tamanho razoáveis (o que uma página semi-dobrável já resolveria), o mais interessante seria ler qualquer coisa nele – livros, revistas, jornais, weblogs 😉 .

    Você teria UM leitor, para o qual haveria um download do monte de papel que você recebe diariamente. Imagine deixar o leitor ligado ao computador durante a noite e pela manhã já ter todos os jornais carregados, sem depender de entregadores, ou carregar 10 livros nele e sair de férias.

  • Ronaldo says:

    Celso,

    Eu acho que o mercado ainda está muito novo. Por exemplo, outro dia eu estava em um site que vende e-books, o FictionWise. Os títulos são muito poucos e para plataformas limitadas. Existe ainda muita desconfiança em relação à pirataria, que é notadamente mais difícil de fazer com livros de papel. Mas acho que as coisas estão se encaminhando.

    Eu também concordo que o fundamental seria um aparelho muito barato. Se tivéssemos alguma coisa que ficasse bem abaixo dos atuais 300-1000 dólares que são necessários, talvez a difusão fosse bem maior. Daí para frente seria só conseguir que produtores de conteúdo concordassem em um formato bom e seguro.

    Outra coisa que seria interessante ver mais é a impressão sob demanda. Se isso se tornasse mais comum, seria uma revolução também. Principalmente em um país com o Brasil.

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