Wizard’s Bane

June 21st, 2003 § 10 comments

Wizard’s Bane é o primeiro livro da série The Wiz Biz, por Rick Cook. A série, como o nome do primeiro livro implica, é de fantasia. Apesar disso, um detalhe torna-a muito mais interessante: o personal principal não é um mago, mas um programador saído diretamente do Vale do Silício. O resultado é uma estória interessante e extremamente engraçada carregada de piadas internas e referências que certamente divertirá fãs do gênero e programadores igualmente. A estória começa em um mundo que não o nosso onde duas grandes facções mágicas batalham pelo futuro da humanidade. De um lado está o bando de magos benignos chamado o Conselho do Norte; do outro, a Liga Negra. Com o poder do Conselho do Norte diminuindo ao longo do conflito, um dos magos do mesmo toma uma medida desesperada e invoca a ajuda de um habitante do nosso mundo, com o auxílio de uma feiticeira menor. Por acaso (ou não) o escolhido é um programador de sistemas chamado William Irving Zumwalt — Wiz, para seus amigos. O mago morre na invocação, atacado pela Liga Negra, e Wiz é deixado no novo mundo sem saber a que veio ou como se virar no novo e estranho ambiente. Sua única ajuda é a bela feiticeira de cabelos ruivos, Moira, sob cujos cuidados Wiz é colocado pelo Conselho. Não muito surpreendentemente, Moira também possui o temperamento de um dragão irado e, por culpá-lo pela morte do mago, despreza Wiz.

Wiz logo descobre que não possui nenhuma mágica e o Conselho fica sem saber o que fazer com ele, já que nenhum deles tem o poder para enviá-lo de volta ao seu mundo. Perdido em um mundo cheio de criaturas perigosas, Wiz volta-se para a única coisa que sabe fazer bem: programação. Ele logo descobre que mágica é real (a menos, é claro, que seja declarada como um inteiro) e aventura começa de verdade. Contra tudo, Wiz só tem como defesa o seu interpretador mágico, baseado em uma linguagem similar ao Lisp, e seu editor de magias, um demônio apropriadamente chamado Emac.

Como eu disse, o livro é muito interessante. Embora tenha pequenas falhas e alguns buracos no enredo, é bem escrito e serve como uma excelente diversão. A estória conseguiu prender a minha atenção e única reclamação real que eu tenho é que o livro é muito curto, o que acaba dando margens a algumas partes onde a narrativa é mais comprimida e não flui tão bem. Mesmo assim, vale a pena. Eu já estou na metade do segundo livro, The Wizardry Compiled, e a estória está ainda mais engraçada e interessante.

O melhor de tudo, porém, é que o primeiro e o segundo livros são grátis. A série faz parte da Baen Free Library, um site da editora do mesmo nome que disponibiliza os primeiros volumes de várias séries online, sem custos e em vários formatos portáteis, para que o leitor possa experimentar se os livros são bons. Se o leitor gostar, os outros livros podem ser adquiridos em várias livrarias online. Essa estratégia me parece bem interessante já que eu nunca tinha ouvido falar do autor e tropecei no site bem por acaso. Eu li o primeiro livro, gostei, estou lendo o segundo e já comprei os dois próximos, que devem chegar em algumas semanas. Como há várias séries no site, há bastante material para leitura futura. No geral, um bom negócio. Se você gosta de fantasia ou ficção científica, não deixe de visitar o site e baixar alguns livros. Se os outros forem tão bons quanto os que estou lendo, eu duvido que você vai se arrepender.

§ 10 Responses to Wizard’s Bane"

  • Caffo says:

    Só uma pergunta: Você disse que já leu o primeiro, e está lendo o segundo, qual a forma empregada por você para ler ? Na tela, PDA ou imprime tudo mesmo ? :)

  • Otávio says:

    É!
    Eu nào tenho muito saco para ler literatura na tela do pc. Artigo técnico é uma coisa, mas livro inteiro é outra completamente diferente.

    Ainda mais para quem tem problema de visão, como o ceguinho aqui :)

  • Ronaldo says:

    Caffo, eu leio na tela do computador mesmo. Realmente é um pouco chato — principalmente quanto você quer relaxar e ler na cama ou no sofá — mas como eu não tenho um PDA e a maioria dos livros gastaria mais que um cartucho de tinta para serem impressos eu não tenho muita opção. Mas para quem tem PDA, o site suporta vários formatos interessantes.

    Otávio, eu também tenho problemas de visão, mas ainda dá para encarar. 😛 O maior problema é que o contraste é mais forte e o olho acaba cansando mais rápido. Mas eu sou viciado demais em leitura para me importar com isso. Às vezes eu leio três ou mais horas direto. 😀

  • Caffo says:

    Depois de ler alguns dois primeiros capítulos, encomendei na livraria cultura os dois primeiros livros. São relativamente baratos (cerca de 20 reais cada um, baseado no dólar de hoje) e compensa bastante pra quem não tem saco de ler na tela.

    Por falar nisso, ler no micro é arte Zen. Tem que praticar MUITO. Hoje eu cheguei no meu recorde pessoal: 2 horas 😀

  • Ronaldo says:

    Como eu já estou quase terminando o segundo, eu decidi comprar os outros mesmo para não ficar esperando — o dinheiro anda meio curto esses dias. Depois que eu comprar o quinto, quando ele sair em paperback, eu compro os primeiros também. Enquanto isso, a minha fila de livros para comprar só vai crescendo… :-)

    Sobre tempo de leitura, o que me cansa realmente não é a tela e sim ficar na cadeira. 😛

  • Também tenho dificuldades em ler textos longos na tela. Uma saída que eu encontrei, numa empresa onde eu trabalhei, foi usar uma impressora matricial em modo ascii pra tranferir tudo pro papel sem gastar muito. Hoje não tenho mais este recurso, mas foi muito útil enquanto durou. Abraços…

  • Ronaldo says:

    Hmmmm. Boa idéia! :-) Meu irmão tem uma matricial. Você tem uma noção de quantas páginas uma fita consegue imprimir?

  • caffo says:

    A idéia realmente é tentadora. Na época de BBS, eu lembro de ter conseguido um programinha que imprimia até 8 páginas em uma única folha, usando um tamanho de fonte pequeno e dividindo a mesma em pequenas páginas. Vou caçar uma matricial por ai e ver o que eu faço :)

  • Ronaldo says:

    Caramba! Oito páginas por folha é muito! Aí até compensa mesmo. Se você tiver como passar esse programinha, eu agradeço. :-)

  • Otávio says:

    Tô dentro :) Eu também vou querer um programinha desses …

    Quando eu estava na faculdade, deixava imprimindo algumas textos na matricial que eu tinha lá. Agora a brincadeira acabou.

    Jetprinter em casa, só para imprimir o curriculo e tabs para guitarra.

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