Programação na faca

June 25th, 2003 § 2 comments

Ned Batchelder, um dos blogueiros que eu leio, em uma entrada de hoje em seu blog, comenta sobre sua necessidade recente de desenvolver código em cima de uma tecnologia que ele não domina ou entende muito bem e em um cronograma de urgência. Espirituosamente ele chama essa prática de “modo machete”, comparando o programador a alguém que é deixado em uma selva para tentar sobreviver contando apenas com um facão de mato e sua inteligência.

Eu acredito que qualquer programador pode ser identificar com essa situação. (Na verdade, algumas vezes eu acho que esse é o modus operandi da maioria dos programadores.) Não muito coincidentemente eu passei por uma situação similar no trabalho esses dias. Na última semana eu tive que aprender um bocado sobre o Active Directory para fazer uma interface entre o mesmo e uma aplicação que estou desenvolvendo para um cliente. Eu nunca tinha trabalhado com a tecnologia antes e, embora ela não seja excessivamente complexa, existem algumas coisas que realmente nós só aprendemos com a prática (como, por exemplo, converter entre dois espaços de nome do mesmo). O resultado foi uma surra inicial que deixou algumas cicatrizes na minha honra de programador. Apesar disso, eu consegui concluir a interface e agora é só esperar que ela realmente funcione corretamente nas máquinas do cliente pela primeira vez. 😛

Um coisa que eu acho fundamental nessas horas — como John Topley, outros dos blogueiros que eu leio, já comentou — é contar com a ajuda inestimável do Google Groups. A sabedoria coletiva contida nesse banco de dados é impressionante. É realmente quase que impossível não descobrir pelo menos alguma coisinha que ajude nas horas de aperto, mesmo que seja simplesmente a confirmação da impossibilidade de resolver o problema de um determinado modo.

No mais, como Batchelder disse, a programação em “modo machete” pode ser realmente divertida mesmo que o código resultante não esteja entre os trabalhos que você teria coragem de mostrar para os colegas. Sempre há muito a aprender e levar consigo.

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