Plugins em navegadores

August 28th, 2003 § 5 comments § permalink

O Jonas Galvez comentou hoje em seu blog sobre a recente decisão judicial referente ao caso Microsoft vs. Eolas, sobre o uso de plugins em navegadores, ou seja, a inserção de objetos externos que rodam no contexto de um página como applets Java, objetos ActiveX, Flash e outros. A Microsoft perdeu o caso e, segundo informações divulgadas em uma nota oficial do W3C (a Microsoft é parte do consórcio e o caso afeta a todos outros membros), vai fazer mudanças em seu navegador em um futuro próximo para conformar-se à decisão.

Eu acho muito estranho esse acontecimento. Eu duvido que não exista prior art, ou seja, implementações anteriores, em um caso como esse. Acho muito difícil que uma patente de 1998, concedida à Eolas, seja a primeira idéia de algo como um sistema de plugins. O W3C obviamente está levando o caso a sério e já até criou uma lista para discutir o assunto, além de convocar uma reunião com seus membros. Uma decisão deve sair logo, considerando a importância da tecnologia para a Web.

Será interessante também ver com as outras empresas e grupos que desenvolvem navegadores — a maioria das quais implementa tecnologias similares — responderão à decisão. Principalmente no caso de grupos que lidam com código aberto.

Agora, o que eu fico pensando é por que a Microsoft não comprou a tal empresa. Provavelmente seria a decisão mais fácil e daria à Microsoft uma boa vantagem no assunto. O pior de tudo, porém, é constatar a ignorância do juiz que permitiu tal decisão.

Histórias do Windows

August 25th, 2003 § 14 comments § permalink

Raymond Chen, um dos desenvolvedores do Windows, tem um blog onde ele conta histórias esclarecedoras (e em alguns casos, hilariantes) sobre esse sistema operacional. Uma leitura interessante para qualquer pessoa interessada em casos da área de desenvolvimento de sistemas.

Compreendendo a acessibilidade

August 14th, 2003 § 1 comment § permalink

Uma das coisas mais difíceis para um desenvolvedor Web, seja ele um programador ou um designer, é se colocar na pele de uma pessoa com problemas de acessibilidade e entender realmente como é difícil usar a Web com esses problemas.

Dave Shea, do CSS Zen Garden, dá a dica de uma excelente demonstração sobre isso, através de uma exibição de como um site seria inacessível dependendo de várias deficiências físicas. O site é bem elucidativo, principalmente no que se refere a sinterizadores de fala (experimente fazer o teste de olhos fechados).

Resposta ao "Razões pelas quais não leio seu blog"

August 11th, 2003 § 9 comments § permalink

O Nemo Nox (um dos mais famosos integrantes da blogosfera brasileira) topou indiretamente com o meu texto sobre as “Razões pelas quais não leio seu blog” e o comentou graciosamente em seu blog, dando uma visão alternativa sobre os pontos que eu levantei. Os seus comentários foram muito pertinentes e abaixo seguem algumas considerações e esclarecimentos sobre o meu texto em relação ao que ele disse. (Só lembrando mais uma vez, as razões que eu dei anteriormente são inteiramente pessoais, embora eu realmente acredite que elas melhoram a experiência com blogs.)

Em relação os feeds RSS, eu não acredito que um agregador atrapalhe a experiência de visitar um blog e interagir com seu layout, voz ou outros aspectos. Para quem não sabe, um agregador é um programa que lê um blog (através de um arquivo específico que pode ser gerado pela maioria das ferramentas) a intervalos regulares para saber se houve alguma atualização. Mas, como o próprio nome indica, além de fazer essa leitura regular, a aplicação pode agregar mais informações e cruzar referências entre vários blogs (como é o caso do SharpReader). Eu uso um agregador porque me interesso por muitos assuntos e acabo me subscrevendo a dezenas de blogs. Um agregador me poupa o trabalho de visitar cada site a procura de novidades. O tempo para fazer isso seria muito grande já que eu (pessoalmente) não consigo me lembrar da freqüência de atualização de dezenas de sites. Do momento em que eu sei que um site foi atualizado, pelo agregador, a decisão sobre o que fazer em seguida é minha. E, na maioria das vezes, eu não leio os novos textos escritos pelos blogueiros no agregador (embora isso seja possível). A maioria dos agregadores interage muito bem com os navegadores e eu posso simplesmente clicar no título da nova entrada e ser levado diretamente ao site. E do site, ser levado a outros e por aí em diante sem prejuízo nenhum. O meu agregador também não pisca, nem apita. :-) Ele simplesmente roda duas ou três vezes por dia e coleta as novidades. Eu decido a hora em quero lê-las. Resumindo, o agregador se presta a funções muito específicas e facilita um aspecto da experiência de ler blogs, sem atrapalhar as outras.

Sobre os comentários, eu realmente prefiro que o site forneça algum sistema de interação explícita que não o e-mail. Eu não sei sobre a experiência da maioria dos blogueiros, mas nos blogs que eu costumo visitar os comentários contém muita informação interessante servindo para validar, confrontar e acrescentar mais informações em cima que o blogueiro escreveu. Um exemplo da utilidade de um sistema de comentários. O meu blog suporta Trackbacks. O blog do Nemo Nox também. Para chamar a minha atenção e a atenção de meus leitores para a resposta dele ao meu texto, bastaria que ele enviasse um Trackback para o meu texto, algo que a ferramenta que ele usa faria rápida e facilmente. No meu texto seria registrada a resposta dele e todo mundo ganharia com o cruzamento de opiniões diversas. Da mesma forma, a não ser que ele comente minha resposta, ninguém vai saber se eu respondi. E não é necessário um sistema de comentários direto. Existem vários, como o próprio Trackback, com um nível de ruído bem baixo. O Trackback é especialmente útil quando você quer comentar em seu próprio blog e meramente notificar a outra pessoa. Obviamente, blogueiros famosos (como é o caso do Mark Pilgrim, citado por Nemo Nox) acabam tendo problemas quando abrem seus comentários, recebendo muitas vezes um dilúvio de respostas inúteis e ofensivas. Mesmo assim, na minha experiência, o resultado é melhor quando existem comentários. E você sempre pode deletar comentários inapropriados.

Quanto aos permalinks, é uma coisa que eu não abro mão. Permalinks são parte da essência de blogs. Por exemplo, nesse próprio texto eu sou incapaz de referenciar diretamente a resposta do Nemo Nox. Isso, ao contrário do que o Nemo Nox disse, não chama atenção para o blog como um todo. Ao contrário, pode até frustrar o usuário. Daqui a meses, alguém lerá essa minha resposta. Vai seguir o link para o blog do Nemo Nox e cair no arquivo de agosto, sem contexto nenhum em relação ao que eu estou comentando. A pessoa pode até se dar ao trabalho de procurar a parte que eu referenciei, mas o paradigma de hipertexto foi quebrado. Permalinks, na minha opinião, são essenciais ao ato de blogar. Eu acho que a maioria dos outros blogueiros concordaria com isso.

Sobre o blogroll, eu tendo a concordar com o questionamento do Nemo Nox. De certa forma eles acabam sendo vistos com algo separatista: “Essa é a minha comunidade”. Eu acompanhei, há alguns meses, um grande discussão em vários blogs sobre delinking (ou seja, a remoção de pessoas de um blogroll) e vi toda a bagunça que isso pode acarretar quando egos acabam sendo feridos. Isso pode se tornar um grande ponto negativo. Por outro lado, eu acredito que os links ajudam a formar redes interessantes que expressam relações entre blogueiros. Nesse ponto, o fato de que eu tenho o Mark Pilgrim no meu blogroll não significa que eu concordo com tudo o que ele diz ou tenho a mesma visão dele quando à Web. Signifca simplesmente que eu gosto do que ele escreve e recomendo a outros. Muitas vezes realmente o blogroll de um site só linka a “patotinha” do blogueiro e acaba acontecendo o que o Nemo Nox diz. Mas, de uma maneira mais ampla, eu acho que há benefícios em um blogroll — especialmente para serviços online como o Technorati.

Finalizando, eu quero reforçar o ponto de que as opiniões que eu dei no primeiro texto são simplesmente a minha visão do que torna um blog legal e interessante para a participação. Eu não penso em blogs como ilhas de conteúdo isolado mas como redes de informações que estão inseridas em um contexto maior. As minhas observações refletiram isso.

Falando pessoalmente, Nemo, eu leio o seu blog, e pelo RSS. :-) E gosto muito dos assuntos que você aborda, embora nem sempre concorde com eles. As suas opiniões sobre política internacional, filmes, livros e outros são intessantes para que gosta dos mesmos. Você não está em meu blogroll por uma mera questão técnica. Ele é atualizado automaticamente pelas subscrições do meu agregador e eu sempre estou em atraso com a carga das mesmas para o site. Mea culpa. 😛 Para você ver que eu realmente leio, recentemente o seu site me levou ao blog do Crawford Kilian e eu acabei encetando uma interessante correspondência virtual com ele. Obrigado pela dica.

Espero que esse texto tenha esclarecido algumas questões e espero também poder continuar a discussão.

Vulnerabilidade no Internet Explorer pelo Notepad

August 8th, 2003 § 8 comments § permalink

Simon Willison chama a atenção para um outro problema ridículo do Internet Explorer: popups via Notepad.

Como se não bastasse não ter nenhum suporte ao bloqueio de popups a não ser que você instale programas de terceiros, o Internet Explorer possui um vulnerabilidade que permite o uso de popups via Notepad, ou seja, ele abre o Notepad se uma URL especial é construída. Pior ainda, ele também permite que qualquer arquivo do sistema possa ser aberto, o que pode causar efeitos colaterais que vão desde instabilidade à corrupção do próprio sistema.

Bem, como o próprio Simon diz, são coisas como essas que me lembram como o Mozilla Firebird é muito melhor e mais seguro do que o Internet Explorer.

Implementando SCORM: Vantagens e Desvantagens

August 7th, 2003 § Comments Off on Implementando SCORM: Vantagens e Desvantagens § permalink

Continuando a minha série de entradas sobre a implementação do SCORM em um LMS, esta entrada discute algumas das vantagens e desvantagens do padrão. O texto se resume a apresentar as dificuldades sem entrar em muitos detalhes de implementação. Assim, é mais uma introdução às questões que a implementação envolveu. Em outras entradas eu discutirei pontos específicos dessas implementações.

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Razões pelas quais não leio seu blog

August 4th, 2003 § 15 comments § permalink

Algumas razões pelas quais eu não leio o seu blog:

O seu blog não tem um feed RSS

Se o seu blog não tem um feed RSS, eu não tenho tempo para lê-lo. Eu leio dezenas de blogs diariamente e se fosse visitar cada um deles usando um bookmark gastaria todo o dia. Assim, eu uso um agregador e sei exatamente quando um site foi atualizado e se eu quero ou não ler as novas entradas, sem precisar de me dar ao trabalho de visitar o site diretamente. Criar um feed RSS para o seu blog não é difícil e pode ser conseguido mesmo em ferramentas que não suportam o formato diretamente, como o Blogger.

Para entender melhor o que é RSS e como utilizá-lo, visite o Projeto RSSficado.

O seu blog não suporta algum tipo de comentários

Se o seu blog não suporta comentários, você não me dá a oportunidade de responder aos seus argumentos ou, de uma maneira geral, reagir ao que você diz. Mesmo que você não queria permitir comentários diretos, existem outras maneiras de abrir o seu blog à contribuição. Um blog sem comentários é um monólogo e eu dificilmente me interesso por eles.

O seu blog não tem permalinks

Se o seu blog não tem permalinks, ou seja, um link permanente para cada entrada no mesmo, eu não consigo linkar suas entradas quando acho um assunto interessante. Se isso acontece várias vezes, eu perco a vontade de ler, já que não posso comentar. Praticamente todas as ferramentas para blogs suportam permalinks mas alguns blogueiros tiram o permalink da página.

O seu blog não tem conteúdo

Se o seu blog é meramente uma compilação de outros blogs, ou uma repetição das notícias do dia, ou ainda, uma coleção de testes cansativos e links ao acaso, eu não tenho tempo para acompanhá-lo. Seja criativo e escreva algo que seja só seu. Não precisa ser exclusivamente seu. Comentários, críticas e reações a outros assuntos são interessantes também. Por que você acha um determinado assunto curioso ou controverso ou ridículo é o que é interessante, não o assunto em si.

Um bom site sobre o assunto é o Patterns for Personal Web Sites.

O seu blog só fala sobre você

Tudo bem que blogs são pessoais. Ainda assim, se o único assunto do seu blog é você, provavelmente você me cansará rapidamente com a rotina do seu dia. A menos que você faça algo realmente interessante e tenha criatividade para expor essa coisa, eu não tenho tempo para acompanhar seu blog. Eu espero ver, no seu blog, como você reage ao mundo ao seu redor, não o que aconteceu. Eu quero ver como e o que você pensa, não uma mera fotografia de um evento. Afinal de contas, a maioria das coisas que acontece com você acontece comigo também.

O layout do seu blog só funciona no IE

Se o layout do seu blog só funciona no Internet Explorer, eu não vou visitá-lo já que uso um navegador diferente. Eu não tenho a menor vontade de abrir o Internet Explorer para ver o seu último JavaScript que usa código proprietário e não funciona corretamente em nenhuma outra aplicação. Principalmente hoje em dia, com o aumento do uso de navegadores como o Mozilla Firebird e o Opera, é imprescindível que seu layout seja mostrado corretamente em todos eles.

O seu blog não tem um blogroll

Um blogroll me permite saber quais outros blogs você lê e quais tipos de coisas interessam você. Também me dá a oportunidade de descobrir outras coisas interessantes e ver como você reage aos acontecimentos. Sem um blogroll, você se torna uma voz isolada; um blogroll mostra que você participa de uma comunidade, mesmo que indiretamente. Na verdade, isso beneficia mais você do que a mim, já que chama atenção para o seu blog.

O seu blog tem mais imagens que texto

A menos que o seu blog seja um fotolog, um excesso de imagens irrelevantes não vai me fazer visitá-lo com mais freqüência. Na verdade, depois de um certo número de imagens, eu nem vou me dar ao trabalho de abrir a página. Banda e tempo custam.

Conclusão

Não considere as razões acima como afrontas pessoais — imagine que o narrador acima é um leitor qualquer. Muitas das razões podem parecer arbitrárias, mas a intenção é mostrar como você pode melhor a comunicação entre o seu blog e outros para formar comunidades. Obviamente, o blog é seu e você tem direito de fazer o que quiser com ele. Assim, sinta-se à vontade para usar ou ignorar os conselhos acima.

Novo operador no Google

August 4th, 2003 § 2 comments § permalink

O Google introduziu um novo operador de pesquisa para facilitar ainda mais as buscas: o sinal ~. Se você colocar esse sinal na frente de uma palavra, a busca incluirá não só a palavra mas também os seus sinônimos. Aparentemente, o novo operador só funciona para buscas em inglês atualmente, mas, conhecendo o jeito como o Google funciona, não deve demorar muito para aparecer em outros idiomas também. Para um exemplo da nova função, faça a seguinte pesquisa: browser ~help.

Where am I?

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