Histórias do Windows

August 25th, 2003 § 14 comments

Raymond Chen, um dos desenvolvedores do Windows, tem um blog onde ele conta histórias esclarecedoras (e em alguns casos, hilariantes) sobre esse sistema operacional. Uma leitura interessante para qualquer pessoa interessada em casos da área de desenvolvimento de sistemas.

§ 14 Responses to Histórias do Windows"

  • Dennis says:

    Claro que o site dele num fica perfeito no Mozilla né ?!

  • Dennis says:

    Gostei do post dobre o Windows 95 Special Edition Box! Esse cara ainda vai ser despedido 😉

  • Ronaldo says:

    Hehe! :-) ‘Cê sabe que eu nem tinha reparado no probleminha com o Mozilla. Mas a diferença é tão pequena que nem dá para notar direito. E faz tanto tempo que eu não abro o Internet Explorer para navegar que me acostumei com pequenos problemas de exibição. Mas também, o que você esperaria de uma ferramenta desenvolvida em .NET?

    Os textos do cara são realmente na lata. Mas acho que tudo o que ele falou é bem seguro para a empresa. Acho que ninguém ia se importar com algumas das revelações.

  • Dennis says:

    Sabe que eu também estou tendo um pouco esse “problema”… Antes tinha que me lembrar de testar as páginas no Netscape/Mozilla, agora quase esqueço de “testar no IE”.

  • Ronaldo says:

    Isso é um bom sinal. :-)

  • sean says:

    Eu não entendo vocês; ao invés de simplesmente curtir o site (o que, aliás, é fácil), dar um pouco de risada com as histórias, ficam nessa de “ah, mas é lógico que no mozilla…”. Nem tudo no mundo gira em torno do linux, essa evangelização do código livre é um saco.

  • Dennis says:

    Sean, a evangelização pró-software-livre a que vc se refere faz parte de um “movimento maior”, não se trata apenas de fazer propaganda gratuita desse ou daquele browser ou SO. Trata-se de valorizar o individuo, não a mega-corporação. Dar valor às pessoas que “fazem-o-computador-funcionar” é um pouco diferente de dar dinheiro para “a-empresa-que-faz-tudo-pra-você”. Basicamente ao invez de canalizar todo o investimento para Redmond, podemos deixar uma parte do tutu com nossos amigos do Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Valinhos… sacou?!

    Entendo que pode parecer um pouco enfadonho ouvir falar em Linux, Mozilla, etc quando não se tem uma dimensão exata de o que estes softwares significam.

    Não leve a mal. Não pretendo ser deselegante, apenas explicar porque vira-e-mexe estamos as voltas com “ah, mas é lógico que no mozilla…” 😉

  • Ronaldo says:

    Como o Dennis disse, não nos leve a mal. :-) Na verdade, eu nem interpretei o comentário do Dennis como evangelização — para mim foi simplesmente um comentário fortuito, ligado com o fato de que o cara é da Microsoft. E eu me diverti bastante com as histórias do cara, sim. Tanto é que já me subscrevi ao feed RSS dele.

    O mundo realmente não gira em torno do Linux, Mozilla ou qualquer outra coisa de código aberto. Como o Dennis disse, é uma mera questão de escolha. Eu confesso que gosto de espicaçar os usuários de outras plataformas com as vantagens do que uso. Mas faço isso não para avacalhar esses usuários, mas para mostrar as vantagens de um alternativa que considero melhor. Por exemplo, hoje, no trabalho, várias pessoas tiveram um alerta de vírus no IE quando acessaram um certo site. Eu nem percebi, já que o vírus estava em uma popup. E mesmo quando abri a popup por curiosidade, o vírus (ou seja lá o que era) nem rodou. Por isso, defendo o Mozilla. Não por ódio à Microsoft, mas por prezar a liberdade de escolha e detestar monopólios que só geram problemas ao usuário.

  • Fala Ronaldo. Tava dando uma olhada nos seus links e fiquei curioso. O ‘Recall’ e o ‘Blog na Rede’ são mantidos por vc mesmo ?! Mais versão Reflective em inglês ?! Vc é um super-blogger-man !!!

  • Ronaldo says:

    O “Recall” e o “Blog na Rede” são de amigos meus (dois trabalham comigo aqui e outra trabalhava). O “Recall” é de um, e o “Blog na Rede” é dos três. Há mais um, o “Caipira in Blues” — também de um deles — mas esse está desativado. Eu mesmo só mantenho dois, embora viva pensando em criar outros. Se bem que, com o tempo que eu estou tento, não estou conseguindo dar conta de nenhum dos dois. :-)

  • Dennis says:

    Hehe… sei bem como é isso!
    As vezes penso também em produzir um segundo blog mas ainda não criei coragem :-)

  • sean says:

    Como assim, vc entende que isso pode acontecer quando eu não tenho a dimensão do que são estes softwares? Vc nem sequer sabe se eu trabalho com ou batalho por estes softwares! Por outro lado, quem é que tem a dimensão exata do que eles significam? Vc? Está entendendo o que é “evangelização”? Em uma coisa tem razão: eu não tenho a dimensão exata. E não creio que qq um a tenha. Nem vc, nem o Ronaldo, nem ninguém que possua esse sentimento falso de comunidade, “nossos companheiros na luta pelo software livre sabem extamente o que significa A ESCOLHA pura, e ela é o melhor para todos, sem dúvida alguma, e ai de quem discordar!!”. Sabe quem eu vejo nesse discurso? Eu vejo a Microsoft, por exemplo. Ou vc acha que a “evangelização” é unilateral? Essa é a evangelização de que falo, e ela é um saco. E, só para reforçar, isso não tem NADA a ver com o fato do software livre ser bom ou os da Microsoft serem ruins ou ao contrário, eu não entrei nesta discussão agora tampouco antes. O site de histórias do windows é um site legal, engraçado e que bom que ele é assim.

  • Ronaldo says:

    Eu não estou bem certo de que entendi o que você quiz dizer, mas vou tentar responder.

    Quando eu “critiquei” o blog do Chen, por ter sido escrito em .NET (na verdade, não foi ele quem escreveu), eu estava simplesmente brincando com a rivalidade entre a comunidade de código aberto e a comunidade de código fechado. A intenção não foi criticar o site do Chen ou dizer que as histórias eram legais mas o site não. Mas o problema que o Dennis mencionou tem sua razão. O pessoal que criou a ferramenta provavelmente jamais pensou em testar no Mozilla, deixando de lado uma parte substancial e válida da audiência que prefere outras alternativas, independentemente de suas razões.

    Eu sou um programador. Em meu trabalho, eu procuro criar aplicações que possam dar o máximo de valor agregado a seus usuários. Para isso eu estou disposto a fazer o que for preciso para que a experiência do usuário seja a melhor possível. Nesse ponto eu sou um seguidor do Alan Cooper. O que isso tem a ver com software livre e com o site? Tem a ver que, software livre geralmente leva a aplicações que satisfazem melhor seus usuários, mesmo que eles nem estejam conscientes disso. Tome por exemplo o Apache e o Mozilla, respectivamente, contra o IIS e o Internet Explorer. Os primeiros estão anos luz à frente de seus competidores, mas a maior parte dos usuários nem percebi isso. O exemplo do vírus é um caso clássico. Eu tenho um amigo que convenci a usar o Mozilla, deixando de lado o Explorer. Ele está simplesmente adorando a experiência. Entrando no site que eu citei anteriormente, ele nem teve a consciência de que não precisava se preocupar. E, mesmo que o software livre simplesmente produzisse aplicações iguais, com os mesmos problemas, ainda assim ele seria algo a ser considerado. A escolha, eu acredito, é fundamental, sim. Independemente das razões para ela. Eu já usei o Internet Explorer por anos, quando não havia outra alternativa melhor.

    Mas, onde entra a questão de evangelização? Entra no fato de que, já que o único modo de passar a qualidade do software livre para a frente é boca a boca., a evangelização é necessária. Não há orçamento de marketing para software livre (exceto alguns, talvez). Eu não me considero parte de uma comunidade no sentido lato. Eu não discurso, nem discuto. Há tempos atrás, esse mesmo amigo que usa o Mozilla agora me disse que eu não via o lado da Microsoft e só o da comunidade de código aberto, que estava interessada em destruir a Microsoft. Isso tudo porque eu procurei mostrar que havia alternativas melhores para os produtos dela. Eu não consegui convencê-lo do contrário na época, mas agora ele está usando o Mozilla. Por que eu bati da tecla da ideologia? Não. Simplesmente porque eu mostrei que o produto tinha coisas melhores a oferecer. Evangelização, então, como eu a veja, é meramente o oferencimento de opções ao usuário. Eu não estou aqui para ser um zelote.

    Resumindo, o site do Chen é legal e eu realmente gostei das histórias. Se o site não funciona bem no Mozilla, isso é um problema para mim que sou usuário desse navegador. Entretanto, posso muito bem aceitar as desvantagens da minha opção e seguir em frente. Eu sei porque o site dele falha e não estou preocupado. Quando eu critiquei o problema, foi mais para ironizar do que para implicar. Não pertenço a nenhuma comunidade, mas subscrevo-me a muito da filosofia de código aberto pelos próprios méritos da mesma.

    Espero que isso tenha esclarecido a questão. O Dennis provavelmente vai querer falar um pouco sobre a parte que lhe toca também.

  • Dennis says:

    Caro (ocean)Sean, realmente não te conheço (vc é oceanólogo ?!) Quero apenas esclarecer que não tenho a pretensão de conhecer absolutamente todos os aspectos envolvidos na questão do software livre. Posso te garantir que não estou nessa estrada por acaso nem a pouco tempo, mas isso não vem ao caso aqui.

    A questão fundamental me parece ser a do “sentimento falso de comunidade”. Não sei se entendi bem o que vc quer dizer com isso mas penso que vc está se colocando contra alguma forma de radicalismo.

    Estamos vivendo a pós-modernidade e não somos mais “contra tudo e contra todos”, portanto concordo contigo quanto ao perigo de alimentarmos ainda mais o preconceito, que já existe em algumas esferas, contra os produtos da Microsoft. Eu não gostaria de ver a Microsoft sumir do mapa porque daí voltaríamos à falta de escolha.

    Quanto à evangelização acho que é normal que o software livre seja divulgado dessa forma. Tem muito a ver com as origens desse movimento e com sua menor parcela de investimento formal em comunicação do que os concorrentes “comerciais”.

    Pra fechar, apenas quero registrar que achei seu tom um pouco exacerbado e terei enorme prazer em prosseguir com essa discussão no mesmo nível das outras que já aconteceram por aqui. Um abraço.

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