Gentoo Linux

September 30th, 2003 § 13 comments § permalink

Eu estou impressionado! Eu estou escrevendo esta entrada de um Gentoo Linux bootado diretamente de um LiveCD, sem que qualquer coisa tenha sido instalada para o disco. Eu estou pensando em mudar do Red Hat para o Gentoo e resolvi conferir. Muito interessante mesmo. Agora preciso conseguir uma release mais nova — no caso a 1.4, que saiu recentemente. Mas fazer um download de quase 900MB sob dial-up é complicado. O jeito vai ser conseguir os CDs em algum lugar, ou comprar na loja online deles (23 doletas americanas, com frete).

Implementando SCORM: Construindo a API

September 23rd, 2003 § 1 comment § permalink

Continuando a minha série de entradas sobre o SCORM, este artigo discute alguns aspectos específicos da implementação da própria API, tanto no lado cliente como no lado servidor, focando também na resolução de alguns dificuldades encontradas.

Como eu mencionei nos textos anteriores, o padrão ainda apresenta uma grande imaturidade em alguns aspectos. A própria API, embora possua uma interface bem estabelecida, tem algumas falhas que tornam uma implementação rigorosa um trabalho um tanto ou quanto complicado.

Dos problemas causados por estas falhas, os maiores que eu encontrei na implementação foram três: o modelo de segurança do JavaScript, a criação de um cliente HTTP JavaScript que funcionasse nos vários navegadores que eu precisava suportar, e o gerenciamento da sessão de execução da API. » Read the rest of this entry «

O Dia do Curinga

September 19th, 2003 § 25 comments § permalink

O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder, é um interessante conto de fadas moderno escrito em um estilo capaz de agradar tanto crianças e adolescentes como adultos. Para os mais jovens, ele serve também como uma leve introdução à filosofia. Gaarder, que é o autor do conhecido sucesso O Mundo de Sofia, possui um estilo literário leve e agradável que rende um bom tempo de diversão.

O livro conta a história do garoto norueguês Hans-Thomas, que, com seu pai, parte de sua terra natal para a terra dos filósofos — a Grécia — em busca da mãe que o abandonou oito anos antes para “encontrar a si mesma”. O pai de Hans-Thomas, um filósofo amador que aprecia excessivamente a bebida e coleciona curingas de baralho, aproveita a ocasião para introduzir o filho nos rudimentos dessa ciência. Na viagem, passando por uma pequena vila nos Alpes, o garoto recebe um minúsculo livro e uma providencial luneta que permite que ele leia o conteúdo do livro. A estória contada pelo livro vai se revelar fundamental para o garoto, relacionando-se com sua vida e viagem. O autor constrói a partir daí uma boa aventura que pula entre a viagem de Hans-Thomas e a narrativa do livro que lhe foi dado até a conclusão conjunta das duas, lidando com temas como destino e existência. O livro é dividido em 53 capítulos — um para cada carta do baralho e mais um para o curinga — que rendem uma boa diversão.

Embora eu não goste muito da estórias contadas em primeira pessoa, Gaarder consegue tornar esse ponto de vista interessante, identificando o leitor com o garoto que narra a viagem, lê o livro e relembra sua vida. Eu gostei muito do estilo que o autor escolheu para o texto, meio introspectivo mas sem soar falso.

Resumindo, leitura recomendada. A narrativa é divertida e interessante. E mesmo que algumas coisas sejam previsíveis, o autor consegue colocar algumas surpresas agradáveis no texto que compensam as eventuais falhas. Para um tarde preguiçosa, é um livro que vale a pena.

NTFS no Red Hat

September 13th, 2003 § 4 comments § permalink

Eu instalei o Red Hat e para minha surpresa descobri que o kernel não suportava o formato NTFS do Windows diretamente. Meu sistema é dual boot e eu precisava copiar alguns arquivos do Windows para estabelecer o ambiente que eu vou usar no Linux, como e-mail, bookmarks, etc.

Acostumado com o Mandrake, que suporta o formato na instalação padrão, eu já fiquei imaginando que teria que recompilar o kernel para obter acesso aos drives que o Windows usa. Felizmente, o Google salvou a parada mais uma vez. Descobri que existe um projeto NTFS para o Linux, com drivers atualizados. No caso do Red Hat, a instalação é ainda mais simples, bastando baixar um RPM. Fica aí a dica para que precisar da mesma coisa.

Mais notícias sobre o caso da patente sobre plugins

September 12th, 2003 § 2 comments § permalink

Mais notícias sobre o caso da patente que a Eolas detém sobre a tecnologia de plugins em documentos de hipertexto: a Microsoft perdeu a primeira apelação pós-julgamento que procurava mostrar que a Eolas representou incorretamente os fatos durante o mesmo. A empresa já está planejando apelar da decisão novamente.

A notícia é péssima, já que implica que, em um futuro próximo, a Microsoft pode ser obrigada a mudar o IE para acatar a decisão judicial, removendo o suporte a plugins no navegador que são embutidos na página. Não é nem necessário lembrar que, se isso realmente acontecer, o custo de modificação dos sites que empregam tais tecnologias será imenso. Sem contar que muitas empresas cujos negócios dependem disso, como a Macromedia, serão tremendamente prejudicadas. E outras empresas e organizações que produzem navegadores também terão que fazer ajustes, como é o caso da Opera e do projeto Mozilla.

Por outro lado, a patente é bem específica e, como o artigo mostra, soluções podem vir a ser desenvolvidas que burlariam a patente sem prejudicar muito o uso de programas externos. Obviamente isso traria outros problemas, mas seria melhor do que simplesmente eliminar completamente o uso de plugins. Um exemplo seria o uso de uma caixa de diálogo antes da exibição do plugin propriamente dito, o que não cairia sob a patente que especifica execução automatizada. O artigo aponta também outra solução pensada que seria embutir os dados na página, já que a patente especifica o uso de uma fonte externa. Todas as soluções potenciais tem problemas, mas se a patente for realmente aplicada, esses problemas terão que ser resolvidos ou aceitos.

Uma coisa benéfica que talvez resulte disso é uma expansão dos mecanismos DHTML presentes nos navegadores modernos. Muita coisa poderia ser feita diretamente em DHTML se houvesse mais flexibilidade nas interfaces. Diversas aplicações que hoje só são possíveis com Flash e/ou ActiveX poderiam ser possíveis no próprio HTML se a DOM e os mecanismos acessórios fossem melhores.

O caso também levanta novas questões sobre como o W3C e as organizações e empresas criando tecnologia Web devem lidar com as patentes. Em um mundo ideal, as tecnologias seriam abertas e qualquer parte interessada poderia utilizá-las sem problemas. Mas é claro que negócios não funcionam assim e uma política melhor terá que ser desenvolvida. Ironicamente, não faz muito tempo que o W3C publicou sua posição quanto a patentes para evitar justamente esse tipo de problemas. O problema é que a política cobre somente os membros do consórcio, e a Eolas, além de não ser, não tem a menor preocupação com o futuro da Web.

De qualquer forma, o barco ainda está correndo e será necessário esperar um pouco para ver o que acontece. Mas uma coisa é certa, a Internet possui uma incrível capacidade para rotear em volta de qualquer problema e esse pode ser um caso em que uma dificuldade inicial se converta em melhores condições para o desenvolvimento no futuro.

Lista de discussão sobre o padrão SCORM

September 11th, 2003 § 1 comment § permalink

Para os interessados no assunto, eu criei ontem uma lista de discussão sobre o padrão SCORM. A lista tem como objetivo permitir uma conversa livre sobre quaisquer assuntos relacionados ao tópico e, principalmente, à implementação real do mesmo, seja qual a tecnologia adotada para isto.

Se você tem interesse, fique à vontade para se inscrever.

Mudanças

September 10th, 2003 § 14 comments § permalink

Após vários meses procurando por um modem real (hardmodem) que funcionasse sob o Linux, eu finalmente consegui encontrar um. Instalei e estou escrevendo esta entrada diretamente de um Mandrake Linux 9.2, usando o Mozilla.

Embora a instalação do modem tenha sido um pouco problemática, um pouco de pesquisa no Google resolveu tudo. A velocidade de conexão que eu estou alcançando é aparentemente menor do que a do modem anterior, embora ambos sejam 56K, mas eu não notei nenhuma diferença real nos downloads que fiz — talvez o modem antigo não exibisse a velocidade nominal de conexão, e sim a máxima possível. De qualquer forma, estou conectado.

Agora é só fazer uma instalação apropriada de uma boa distribuição (provavelmente vou usar a Red Hat 9) e migrar todos os meus dados para a mesma. Essa mudança esteve nos meus planos por um longo tempo mas a falta de um modem impedia uma migração definitiva. E como é impossível conseguir banda larga onde eu moro, o único jeito era continuar procurando um modem. Bom, a situação está resolvida.

Daqui para a frente, como diz o comercial recenete da IBM, o futuro é aberto.

Seu nome é Linux

September 8th, 2003 § 2 comments § permalink

A IBM soltou um comercial novo sobre o Linux no fim de semana passado. É um dos melhores comerciais de tecnologia que eu já vi. Muito boa a sacada e muito legal o jeito que o produto foi mostrado. Eu não tenho a menor idéia de quão efetivo o comercial será para um audiência que não conheça o Linx e o movimento open source, mas as referências e mensagens subjacentes soaram muito bem. Vale a pena dar uma conferida.

SurferBar, ou, a hora certa para trocar de cliente de e-mail

September 3rd, 2003 § 24 comments § permalink

Apesar de usar o Mozilla Firebird como navegador principal, ainda estou usando o Outlook Express como cliente de e-mail. Mesmo com as vulnerabilidades que o cercam, eu sempre tomei cuidado e nunca tive problemas. Sempre tive planos de migrar os meus e-mails para o cliente do projeto Mozilla — ou, mais recentemente, o Mozilla Thunderbird — mas ainda não havia me dado o trabalho.

Então, hoje, eu recebi um spam estranho, que não continha nenhum link ou e-mail que pudesse levar a um site. Fiquei curioso, principalmente porque o texto era bem banal e não anunciava coisa alguma. O e-mail havia passado pelo filtro no provedor (que não é lá essas coisas) e eu simplesmente o deletei, imaginando que nada acontecera. Qual não foi minha surpresa ao abrir o menu Iniciar do Windows mais tarde e contemplar centenas de links para sites pornográficos e de compras. Quando vi aquilo, a primeira coisa que me veio à cabeça foi que o e-mail estava de alguma forma ligado aos links, que estavam não só no menu Iniciar mas espalhados pelo sistema inteiro, em várias outras localizações. Além disso, a páginal inicial do Internet Explorer fora mudada, como eu logo descobri, e uma barra nova, substituindo a barra de navegação, fora instalada também.

Pela barra foi fácil descobrir que o responsável pelo estrago era o SurferBar, que já existe há um bom tempo e está agora estava utilizando uma nova vulnerabilidade do renderizador HTML do Internet Explorer através do tag object. A vulnerabilidade é recente e eu não me lembro de ter lido sobre ela em nenhum lugar. A remoção, manual, foi tranqüila mas trabalhosa. Uma correção já está disponível no site da Microsoft.

Depois dessa, é hora de tomar vergonha na cara e mudar de cliente de e-mail definitivamente.

Where am I?

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