Gerenciamento de Conteúdo

October 23rd, 2003 § 17 comments

Por causa de um projeto pessoal, eu estou pesquisando uma nova ferramenta para gerenciamento de sites cujo foco principal é o conteúdo, mas que também permita uma boa interação entre os participantes.

Pesquisando, achei um site chamado OpenSourceCMS que permite experimentar com dezenas de ferramentas relacionadas à gestão de conteúdo diretamente no site, sem necessidade de instalação de qualquer coisa. Basta entrar no site, logar em uma ferramenta, e avaliá-la. Excelente recurso.

No site, uma das ferramentas mais interessantes que eu achei é o Typo3, um CMS completo, com uma excelente extensibilidade e possibilidades de configuração. Pretendo fazer um teste com o mesmo tão logo quanto possível, ja que ele parece bem adequado ao que estou pensando. A ferramenta me pareceu tão interessante que vou considerá-la para gerenciar este blog, já que estou há muito tempo querendo algo mais poderoso e flexível que o MovableType.

O OpenSourceCMS também me convenceu, até onde posso ver, de que não preciso escrever minha própria aplicação. Existe muita coisa boa e funcional, e que também pode ser extendida para necessidades que eu não vejo agora. Não há necessidade de reinventar a roda quando minhas necessidades não são tão inusitadas.

§ 17 Responses to Gerenciamento de Conteúdo"

  • Dennis says:

    Pra se pensar…

  • caffo says:

    Já testei o Typo3, e ele é bem legal, tirando um único problema: é bem pesado.

  • Ronaldo says:

    Eu testei o Typo3 ontem e gostei muito do que vi. Realmente muito flexível, embora seja uma ferramenta bem complicada. A performance é um pouco inferior, como você apontou. Será que ele aguenta um site grande?

    O maior problema que eu vi é a questão das URLs que ele gera. Como a maioria dos CMSs, muito limitadas. Aparentemente dá para melhorar com o uso de plugins, mas não muito. Depois tenho que investigar a questão melhor.

  • Marcos says:

    Não é meio estranho fazer uma app deste porte em php? Imagine fazer um negócio deste tamanho sem strong types, debug, herança, fazendo includes pra lá e pra cá…

  • Ôooo Marcos, nunca fez falta. O que você está dizendo é o equivalente a alguém sugerir que um poema não pode ser escrito em japonês ou que uma letra de rock não pode ser escrita em algo que não seja inglês. O poder está na mão do “poeta” e não do idioma.

    Quanto à ferramenta eu só posso dizer que Drupal comanda o batatal. 😉

  • Dennis says:

    Discordo parcialmente do Cris. Acho que o ganho que se pode obter aproveitando recursos mais eficientes de certas linguagens, em última análise pode fazer a diferença entre o software sair ou não.

    Também trabalho com php, a 3 anos, e já fiz coisas *bem* grandes com ele. Recentemente comecei a estudar Java e OO e percebi que alguns projetos que simplesmente não aconteceram poderiam ter saído se eu tivesse um esquema de reaproveitamento de código tão eficiente assim.

    Tudo bem que dá pra reaproveitar código em php, mas com que flexibilidade? Com que facilidade? Com que eficiência?

    Concordo com o poder do poeta, mas quando o poeta fica sobrecarregado com poesias demais pra fazer em pouco tempo, bem que ele gostaria de fazer uma nova apenas extendendo uma antiga pronta!

  • Ronaldo says:

    Respondendo aos três comentários, eu concordo parcialmente com os três. 😛

    Eu acredito que cada ferramenta (seja linguagem de programação ou produtos relacionados) tem o seu papel. Obviamente, como o Cris disse, a qualidade de um programa depende muito mais do programador do que da linguagem em si. Um bom programador pode produzir coisas melhores em linguagens inferiores do que um programador medíocre usando um excelente linguagem.

    Dito isso, existem linguagens que realmente se sobreassem. Eu, como mencionando em outras entradas no meu blog, acredito que o poder de uma linguagem cresce em função direta de sua simplicidade e expressividade. Se eu pudesse, usaria Lisp, Haskell ou Smalltalk para minhas aplicações, já que as considero muito melhores que quaisquer outras linguagens em uso hoje.

    Por outro lado, tendo que me adaptar às realidades do mercardo, procuro escolher aquelas que vão mais como o meu estilo e modo do programar. Nesse ponto, eu escolheria Python sobre PHP, mesmo tendo usado mais a última, por causa do modo como a primeira é construída.

    Resumindo, todos os fatores devem ser pesados na hora de escolher uma linguagem e, em especial, as características primárias de uma linguagem.

    Quanto ao Drupal, não usei o suficiente para formar uma opinião, mas vou investigar também.

  • Recomendo uma avaliação do WebGUI (http://www.plainblack.com). É bom para sites dinâmicos com até 1000 páginas. Roda melhor em mod_perl, ficando mais rápido que sistemas em PHP que testei. Para ensinar a leigos colocarem conteúdo, é barbada.

  • Ronaldo says:

    Valeu pela dica. Já criei um demo lá e vou dar uma investigada na solução. Como eu estou investigando esse assunto agora, qualquer novidade é bem-vinda. 😀

  • moraes says:

    Recomendo o Nucleus (http://www.nucleuscms.org), um sistema open source extremamente leve, bem construído e em franca evolução – código em PHP mas orientado a objetos, muito bonito.

  • Ronaldo says:

    Eu testei o Nucleus uma vez e gostei muito. Inclusive estava para usar em um projeto interno na empresa onde eu trabalhava. Mas como eu CMS genérico, não sei se ele funcionaria bem. Você tem experiência com ele nesse sentido?

  • OFF-TOPIC says:

    Parece que as URLs nos comentários estão saindo com defeito. As do WebGUI e Nucleus (acima) apresentam o mesmo erro.

    Um formulariozinho de contato ajudaria hein…

  • moraes says:

    Desconsidere o parêntesis e a vírgula na url do Nucleus: http://www.nucleuscms.org

    esses caracteres deveriam ser excluídos pelo gerador de links nos comentários… qualquer caractere que viesse depois do um “)” deveria ficar de fora do link gerado. sugestão pra galerinha do movable type. 😉

  • Ronaldo says:

    Por incrível que pareça, esse problema de reconhecer links é meio complicado já que vírgula e parêntese são caracteres válidos para URLs. É um probleminha, então, que ainda não tem solução definitiva. Cada aplicação faz uma coisa, mas todas falham em algum ponto.

  • moraes says:

    parêntese é válido, é? que coisa. quem foi que inventou isso? 😛

  • Ronaldo says:

    Diretamente não é válido, precisa ser escapado. Mas como é obrigação do navegador escapar, dá na mesma. Assim, fica difícil reconhecer o que é uma URL e o que não é. Probleminha chato mesmo… :-)

  • Fernando says:

    Pessoal, alguém conhece um bom artigo ou matéria sobre vantagens e desvantagens de CMS?
    Devido à pressa (grande novidade) preciso pesquisar “conceitualmente” antes de experimentar ferramentas exaustivamente.
    Gostei muito das opiniões dadas aqui.
    Muito grato,
    Fernando.

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