Smalltalk por exemplo

September 30th, 2004 § Comments Off § permalink

O Guaracy, outro entusiasmado por Smalltalk, Ruby, Lisp e linguagens igualmente poderosas, começou uma série de entradas em seu blog sobre a criação de aplicações GUI em Smalltalk para ilustrar as capacidades da linguagem por exemplo.

As duas primeiras entradas — o indefectível Hello World e outra sobre Edit & Continue — já estão disponíveis em arquivos Flash muito bem explicados.

Ruby on Rails

September 26th, 2004 § 7 comments § permalink

Há uns dois meses, eu estava procurando uma aplicação Wiki simples que eu pudesse rodar localmente e usar como um repositório de idéias, textos em produção, resenhas e material de interesse geral. Eu tinha alguns requerimentos, dois dos quais seriam o suporte ao Markdown e rodar sem a necessidade de um banco de dados. Embora eu tenha completo suporte de desenvolvimento às ferramentas que uso em minha máquina em casa, eu queria alguma coisa mais simples que fosse fácil de configurar e onde backups fossem uma questão de copiar arquivos.

Depois de um busca rápida, eu achei o Instiki. Em alguns minutos, eu percebi que ele era exatamente o que eu estava precisando. Eu baixei a aplicação, rodei o arquivo principal, abri a página principal do navegador e comecei a escrever. E ele suporte Markdown, entre outros tipos de formatação de texto. O Instiki é escrito em Ruby e vem com um servidor Web embutido. Ele pode também ser usado sob o Apache com o suporte das diretivas ProxyPass e ProxyPassReverse. Em resumo, fantasticamente adequado às minhas necessidades.

Quando eu estava lendo sobre o Instiki, eu notei que ele era baseado em um framework para o Ruby chamado Rails. Naquela época, eu não prestei muita atenção a esse framework porque, exceto pelo Wiki, eu não tinha muito interesse em Ruby. Apesar disso, o Ruby continuou em meu radar por causa de alguns leitores e amigos blogueiros. Eu sabia que a linguagem era considerada poderosa e produtivo, muito como o Python e o Smalltalk, mas eu não a investiguei mais porque ela não parecia atrativa para minha, sintática ou semanticamente, apesar dos seus méritos aparentes. O Rails continuou em meu rada também, aparecendo aqui e ali em artigos e blogs.

Um mês depois mais ou menos, eu decidi olhar seriamente o Rails, depois de ver tantas pessoas recomendarem e baixei o vídeo introdutório. Eu devo confessar que o vídeo me deixou boquiaberto. Embora em já tivesse pesquisado, usado e mesmo desenvolvido muitos frameworks Web, o Rails me impressionou mais do que qualquer coisa que eu já vira.

O Rails é tanto um framework Web quanto um framework de persistência. É baseado no conceito de MVC e é o primeiro framework MVC que eu vi que esconde as complexidades de desenvolver desse modo para a Web. Mesmo programadores que nunca ouviram falar em MVC não teria problema algum em entender como o Rails funciona e como ele deve ser usado. Provavelmente mesmo programadores relativamente inexperientes seriam capazes de ser produtivos com ele, considerando o foco do mesmo, que é produzir a aplicação em si.

Ao contrário de frameworks como o WebSnap da Borland e o ASP.NET da Microsoft, ele não afoga o programador em pântano de arquivos de configuração, manutenção de estado e relacionamentos desnecessários e esotéricos entre partes da aplicação. O Rails permite que seu usuário se concentre somente da lógico do domínio do problema de uma maneira legível e compreensível. O usuário não é forçado a ver os detalhes internos do framework para evitar cometer erros.

Como ele é escrito em Ruby, é fácil de instalar e existe em múltiplas plataformas. Muitos provedores de hospedagem possuem versões atuais do Ruby instalado e o Rails pode rodar também sobre o módulo Apache para o Ruby ou sob FastCGI.

Um fato interessante sobre o Rais é o seu tamanho: ele possui pouco mais do que mil linhas de código, um tamanho mínimo para algo que faz tanto. De fato, ele esconde tão bem a complexidade do desenvolvimento que o Basecamp, um gerenciador de projetos bem poderoso escrito nele (na verdade, o Rails foi desenvolvido para o Basecamp) gastou apenas quatro mil linhas de código (não incluindo o Rails) e foi desenvolvido por um único programador em dois meses.

Como você pode ver, eu estou completamente impressionado com o Rails. Eu vou usá-lo agora em uma aplicação que comecei a desenvolver umas semanas atrás, eu estou certo que serei mais produtivo do que se estivesse usando PHP ou outra linguagem similar. Eu tenho que me acostumar com o Ruby, mas duvido que isso vá ser um problema.

Se você nunca ouviu sobre o Rails antes, veja o vídeo. Você só vai gastar dez minutos do seu tempo e conhecerá um framework que será uma adição excelente na próxima vez em que você precisar criar rapidamente um aplicação Web.

404

September 6th, 2004 § 7 comments § permalink

Propagando-me digitalmente entre os mundos virtuais, faço do código a minha morada. Perco-me entre as bilhões de referências da rede global, e multiplico-me à velocidade da luz.

Eu sou o byte mutado e a paridade imperfeita; o dado perdido e a informação incorreta; a busca sem resultados e as questões sem sentido; o fim do que não começou.

O link quebrado.

Todo o spam que você conseguir

September 6th, 2004 § 2 comments § permalink

Um amigo meu ficou sem postar em seu blog nos últimos cinco meses. Quando ele voltou, hoje, ele encontrou mais de 6100 comentários esperando por ele, 6000 dos quais eram spam. Como o blog dele roda no meu servidor, sobre um banco MySQL, eu simplesmente apaguei o bando inteiro de comentários do blog e republiquei as páginas. Eu posso ter removido alguns comentários válidos, então não digam a ele que eu fiz isso…

Quando eu estava verificando a partir de qual comentário eu faria a remção em massa, eu dei uma olhada rápida nos comentários feitos no site dele. Eu ainda estou impressionado com algumas coisas que li. O blog dele é sobre publicidade e propagando e ele escreve muito sobre as empresas e campanhas feitas sobre as mesmas. O número de pessoas que pensa que ele,de alguma forma, tem alguma coisa a ver com essas empresas é impressionante.

Há pessoas que pedem a ajuda dele em seus trabalhos de faculdade, pessoas pedindo que ele descubra o preço de passagens aéreas (tudo por causa de um comentário dele sobre a Gol), pessoas pedindo ajuda em relação aos seus problemas financeiros, pessoas pedindo que ele as ajude a conseguir um emprego nas empresas citadas, pessoas pedindo que ele as apresente às pessoas famosas mencionadas, pessoas achando que ele faz parte do serviço de atendimento ao consumidor das empresas comentadas, e, o mais engraçado de tudo, pessoas perguntando por que o site estava cheio de comentário estranhos, longos e cansativos.

Esses comentários me lembraram de uma entrada recente no blog do Stuart Langridge sobre um problema similar. O cínico em mim se diverte com os perigos da marcação semântica.

O mais interessante sobre os comentários que era spam, entrentato, é que o MovableType usa uma redireção no comentário para evitar que o spam chegue ao Google. Além disso, o blog não estava configurado para suportar HTML, o que prevenia os links nos comentários de serem renderizados. O resultado é que o spam se tornava inócuo. Todo aquele spam por nada. Que desperdício….

Depois disso, eu instalei o MT-Blacklist no servidor. Eu não recebo tanto spam assim então não tinha percebido o quanto o problema era grave nos outros blogs de amigos que hospeda. E é por isso também que eu apaguei os comentários na mão: eu não sabia que o MT-Blacklist fazia isso automaticamente mesmo para comentários antigos.

De qualquer forma, o MT-Blacklist já bloqueou um lote novo de spam que foi postado hoje no blog do meu amigo, o que vai me poupar um bom trabalho no futuro — supondo que eu lembre de atualizar a lista de sites bloqueados, é claro. E a melhor coisa é que ainda sobram os comentários malucos lá.

Pbaivgr

September 5th, 2004 § 3 comments § permalink

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Ganchos

September 1st, 2004 § Comments Off § permalink

Opening Hooks é um site super-interessante cujo propósito é mostrar o parágrago inicial de livros. Depois de ler algumas dessas aberturas, é difícil não ter vontade de sair correndo para comprar o livro. Não tem lá, mas eu fico lembrando da abertura de Ilium, do Dan Simmons, que está na minha lista de compras futuras:

Rage.

Sing, O Muse, of the rage of Achilles, of Peleus’ son, murderous, man-killer, fated to die, sing of the rage that cost the Achaeans so many good men and sent so many vital, hearty souls down to the dreary House of Death. And while you’re at it, O Muse, sing of the rage of the gods themselves, so petulant and so powerful here on their new Olympos, and of the rage of the post-humans, dead and gone though they might be, and of the rage of those few true humans left, self-absorbed and useless though they may have become. While you are singing, O Muse, sing also of the rage of those thoughtful, sentient, serious but not-so-close-to-human beings out there dreaming under the ice of Europa, dying in the sulfur-ash of Io, and being born in the cold folds of Ganymede.

Oh, and sing of me, O Muse, poor born-again-against-his-will Hockenberry — poor dead Thomas Hockenberry, Ph.D., Hockenbush to his friends, to friends long since turned to dust on a world long since left behind. Sing of my rage, yes, of my rage, O Muse, small and insignificant though that rage may be when measured against the anger of the immortal gods, or when compared to the wrath of the god-killer, Achilles.

On second thought, O Muse, sing of nothing to me. I know you. I have been bound and servant to you, O Muse, you incomparable bitch. And I do not trust you, O Muse. Not one little bit.

Where am I?

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