SCO pirou?

November 29th, 2004 § 9 comments § permalink

O que, alguém me diga, isso quer dizer? (Este é um screenshot tirado do site da SCO hoje de manhã.) Será que eles não perceberam o que está acontecendo ainda?

(via TaQ)

Update: Pena. Já notaram. :-)

Tessitura

November 28th, 2004 § 2 comments § permalink

Tessitura é um novo blog meu. É um coleção de escritos, poesia e prosa, que não têm muito a ver com a linha desse blog e que eu achei melhor colocar em outro. Alguns desses escritos são parte de um blog antigo que eu tinha com dois amigos e eu vou então colocar esses textos lá de pouco em pouco.

O site está meio em construção ainda, então desculpem-me as misturas de idiomas e eventuais problemas no layout.

Por que usar o SCORM?

November 26th, 2004 § 12 comments § permalink

Uma amiga minha, que mexe com a área de educação, me fez as seguintes perguntas sobre o SCORM:

Por que o SCORM? Qual a diferença de ser usar SCORM e toda a parafernália que ele implica ou usar, por exemplo, um weblog mais JavaScript e puxar os objetos de aprendizagem para dentro de um ambiente de curso comum ou artesanal?

Faço esta pergunta pensando em escolas estaduais sem apoio ou suporte técnico, laboratórios pequenos sem servidor, professores sem muito conhecimento, etc.

Estas são questões muito pertinentes e eu já as considerei várias vezes durante os anos em que venho prestando consultoria no SCORM, embora ainda não tivesse pensando no contexto que ela menciona acima.

Qual é a justificativa para a adoção do SCORM? Como acontece com muitas tecnologias, às vezes a adoção ocorre somente porque é o que o mercado dita, sem considerações para o que a mudança representa.

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A via dolorosa

November 25th, 2004 § 7 comments § permalink

Décimo dia de academia. Depois de mais de dez anos sem fazer nenhum exercício físico regular. No começo, cada sessão parecia um massacre. Na hora de descer a escada, só o corrimão para agüentar as pernas. Pelo menos, como o instrutor disse — e eu não acreditei — as piores dores passaram depois do quinto dia.

A última vez em que em pratiquei algum esporte em uma base mais regular foi no segundo grau, nas aulas de educação física. E mesmo assim, só forçado, já que eu detestava quase tudo que se referia a esporte. Exceto por um basquete ocasional, o resto só me fazia usar a minha cota de faltas permitidas.

Eu me lembro do teste Cooper que fiz na época. Dois quilômetros em meio em doze minutos. Cheguei bufando, todo orgulhoso de completar o exercício. Só depois descobri que isso era o mínimo requerido. E a partir daí, o caminho só foi para baixa. Quando você chega no ponto de que qualquer escada deixa você meio sem fôlego, você sabe que esta na hora de fazer alguma coisa.

Eu não sei o que é pior: acordar cedo, algo totalmente incompatível com meus hábitos noturnos, ou me destruir na esteira e bicicleta. Pensando bem, tem uma coisa pior do que as duas combinadas: ver uma mulher com o dobro da minha idade levantar quatro vezes mais peso do que eu consigo e sem suar a camisa. Pelo menos eu já estou vendo algum progresso resultando dos meus esforços.

Mas, depois de dez dias, eu já estou melhor. Consigo terminar todas séries que o instrutor me passa e me esticar mais. Músculos que eu nem sabia que tinha estão doendo, mas me ajudando também. A coisa que me incomoda mesmo é a bicicleta. São só vinte minutos, mas que sufoco. Eu não consigo tirar os olhos do relógio, contando cada segundo e termino com as pernas bambas e ardendo. Dureza.

O negócio todo agora é persistência. Como diz a velha máxima: se não doer, não está funcionando. Agora, sério, academia não é tão ruim — principalmente depois dos exercícios, quando você está cheio de endorfina. Falando em endorfina, um dia desses, esperando no consultório da minha dentista e folheando uma revista de saúde, eu vi um artigo que dizia que fazer sexo dia sim, dia não é equivalente a um programa aeróbico regular. Pelo menos os resultados vão ser em dobro agora…

😛

Corre como uma raposa…

November 24th, 2004 § 2 comments § permalink

O pessoal do Spread Firefox, preparando o anúncio de página inteira que vai aparecer no jornal The New York Times, está pedindo que os participantes do site criem frases curtas para aparecer no anúncio como pequenas histórias para convencer as pessoas lendo o anúncio a mudarem de navegador. As três melhores frases serão selecionadas.

Dando uma olhada nas frases já sugeridas, dá para se divertir bastante. Existem algumas realmente interessantes e outras que você só consegue rir quando lê. (Como se eu pudesse falar alguma coisa: não consigo nem pensar em uma boa. Mas, sério, têm umas que não dá para saber o que a pessoa está pensando na hora.)

Veja essa:

“I use Firefox because it’s so self-contained. Everything it installs goes into one folder.”

Como se os leitores do jornal fossem saber o que isso significa… Aliás, o fato de que o Firefox instala em uma única pasta também não tem nenhuma revelância. Não entendi mesmo o que a pessoa imaginou demonstrar com isso.

Outra, de alguém que quer dominar o mundo:

“Would you be a puppet, if you could be a puppeteer? Use Firefox and get control back!”

Da série “não faz o menor sentido”:

“Spreads like wildfire. Runs like a fox. Firefox.”

Essa embaixo deu um nó na minha cabeça. Parece com aquela frase que o Bilbo fala na sua festa de aniversário — você pensa que entendeu, mas não entendeu foi nada.

“It does what you want it to do, and it doesn’t do what you don’t want it to do.”

As próximas me fizeram rir em voz alta. Metáforas misturadas são dose.

“Stop just exploring the web, grab it by the tail. Download Firefox!”

“The web is a jungle. Don’t explore it; dominate it. Be a Firefox. Free.”

Momento Zen, ou Yoda, dependendo do que você prefere:

“Spreading I am, Fire I can be, Fox here I come”

Sabe uma coisa que me ocorreu? Se formos julgar por essas pesquisas recentes sobre pornografia, indicando que grande parte do tráfego da Internet é desse tipo e que muitas pessoas são viciadas nisso, uma frase sugerindo que o Firefox é bom para esse tipo de atividade vai ser um sucesso.

Brincadeirinha, brincadeirinha.

Tudo bem. Eu estou tirando um pouco de onda. O esforço do pessoal é bem válido. Se eu pudesse pensar em alguma frase que resumisse a minha predileção, eu a colocaria lá. Mas, por enquanto, estou deixando a tarefa a outros. Para não dizer que eu não gostei de algumas, as duas abaixo, por exemplo, são até interessantes:

“Freedom of Information starts with the freedom to access it. Use Firefox!”

“We gave them the product. We asked them for $50,000. They gave us $250,000. Any idea why? Get Firefox.”

Agora é só ficar esperando pelo anúncio. Eu continuo impressionado tanto com a dedicação da comunidade como com os resultados que o Firefox está obtendo. Mais de 8 milhões de downloads de um beta e 5 milhões de downloads da versão oficial são muita coisa. Aqui no Brasil, eu estou gostando de ver a dedicação de alguém na Folha de São Paulo. Já vi quase uns dez artigos sobre o navegador e uma pesquisa muito positiva (apesar do título enganador). Se as coisas continuarem assim, eu vou começar a acreditar que os padrões Web ainda têm uma chance.

Vício

November 23rd, 2004 § 6 comments § permalink

Internet cai no trabalho. As quarenta e cinco abas que você tem abertas no navegador se tornam parcialmente inúteis, já que você não pode seguir nenhum link. A notícia chega do suporte: a conexão com o provedor está com problemas e não deve voltar tão cedo. Você pensa se isso não é uma conspiração para acabar com a sagrada procrastinação, direito de todo programador. O tempo passa.

Você precisa de saber alguma coisa para continuar o programa que está fazendo. Você abre mais uma aba no navegador, sem pensar, e todos os sites dão conexão recusada. Você verifica rigorosamente os parâmetros de conexão do navegador antes de se lembrar que o impensável aconteceu. O desespero toma conta. Você nem se lembra de que a aplicação tem uma ajuda tão compreensiva quando a que você está tentando encontrar no site da empresa. Mais tempo se passa.

Sem e-mail, grupos de discussão e blogs, você começa a se sentir isolado do mundo. No escritório, até então silencioso — o único barulho sendo o do ar condicionado e o do eventual som de um e-mail chegando a uma caixa de entrada — vozes começam a sor, uma cacofonia rara no local. O tempo continua a passar.

Depois de um tempo, até suas mãos começam a tremer — sinal seguro de síndrome de abstinência. Você decidi que é hora de ir para casa antes que a coisa pior. Em casa, há pelo menos uma conexão dial-up. Você fecha os programas e se preparar para desligar o computador.

De repente, uma janela solitária do instant messenger pipoca na tela. A conexão está de volta. Suspiros aliviados soam ao redor. O silêncio é quase que instantâneo. Êxtase — e saturação da rede também.

Lies, damned lies, and statistics

November 22nd, 2004 § 2 comments § permalink

Isso provavelmente deve ser comum a todos os blogs com um perfil mais voltado para tecnologia, mas eu fiquei surpreso ao verificar os logs do meu site esses dias e perceber que mais de 50% dos acessos provém de leitores RSS. Parte disso deve ter a ver com o fato de que todos os feeds desse blog contém o texto completo das entradas, mas é um número mais alto do que eu esperava intuitivamente.

Os maiores leitores RSS são os agregadores gerais como Bloglines e Kinja, o que é óbvio, mas a margem não é tão grande. O resto é distribuído entre dezenas de agregadores offline, dos quais Newsgator, FeedDemon e NetNewsWire são os mais usados. Há até acessos de uma applet do Konfabulator. Interessante.

No que se refere aos navegadores, que perfazem 40% dos acessos restantes, o Internet Explorer ainda domina o quadro. O IE fica com 50% dos acessos e as variantes do Mozilla com 35%. Pelo perfil do meu site, os números parecem lógicos. Nos últimos dois meses, os acessos com o Mozilla aumentaram em 20%. O alto número de acesso com o IE deve-se provavelmente ao fato de que uma boa parte dos visitantes chega pelo Google. Mas o Mozilla está subindo. Pela curva de acesso, não vai demorar muito para ele ultrapassar o IE.

No lado das frases de busca que levaram ao meu site, eu fiquei até decepcionado. Não tem nenhuma curiosa. Acho que não estou escrevendo coisas estranhas o suficiente para atrair esse tipo de busca maluca. E acho que a maioria dos visitantes procurando alguma coisa no site saem decepcionados. São tantas buscas pela solução de problemas técnicos que dá até dó. A maioria das entradas relacionadas são apenas comentários que geralmente não tem nada a ver com o que a pessoa está procurando. E quem chega no site procurando por análises de filmes e livros também se desaponta, já que eu não gosto de fazer resenhas com spoilers e falo somente o que acho necessário da obra.

Uma coisa que há tempo eu não via e que voltou a crescer é o spam de referrers. As mesmas URLs que aparecem em spam de comentários estão aparecendo nos logs. O chato é ter que ficar fazendo regras no Apache para combater o problema. Dá preguiça de ter que ficar mantendo mais uma blacklist. Por enquanto, eu estou até ignorando a questão já que o número ainda não é suficiente para atrapalhar.

Bem, chega de estatísticas de logs. Eu devia estar fazendo alguma coisa mais proveitosa no momento, mas tal é a natureza dos blogueiros. Narcisistas até o fim… :-)

Leituras

November 19th, 2004 § 13 comments § permalink

Viciado em leitura que sou, não pude deixar de ficar contante ao chegar em casa anteontem e me deparar com seis livros novinhos me esperando. Eu não posso comparar o cheiro de livro novo a cocaína, porque nunca usei a mesma, mas, pelos efeitos reportados acho que o cheiro de livros tem o mesmo efeito em mim.

Dos livros que chegaram, dois eu até tinha lido, emprestados. Resolvi comprar porque minha esposa queria ler e os mesmos estavam em um promoção (que virou preço oficial depois). O nome dos livros, que não devem ser surpresa para ninguém, são O Código Da Vinci e Anjos e Demônios do Dan Brown.

Alguns meses atrás, depois de tanto ouvir falar nesses livros, eu resolvi arrumá-los emprestado. Li os dois de uma sentada só e gostei. Os dois livros têm seus méritos (eu gostei mais do Anjos e Demônios) e cumprem bem a sua função de entreter o leitor. Não são profundos, tem suas falhas de estilo, mas o passo deles é mais do que suficiente para manter o leitor interessado até a última página. E isso é o mais importante em uma história.

O que mais me impressionou nos dois livros é, obviamente, o sucesso que eles continuam fazendo. O Código da Vinci já vai para sua 86ª semana consecutiva na lista dos mais vendidos do New York Times. Quase todos os dias, em qualquer lugar que eu vá, eu vejo pessoas lendo ou carregando um dos dois. Pelo que dá para ver, teorias de conspirações sempre vendem bem. O Dan Brown sem dúvida está rindo até a orelha da hora que acorda até a hora que dorme todo dia. E considerando que o livro é uma mistura de teorias malucas (a maior parte delas incorretas, pelo que sabemos do contexto histórico), ele se deu muito bem.

Com a promoção, veio “grátis” um dos milhares de livros criticando O Código da Vinci. Eu até não estava interessado, mas a promoção não permitia excluir o outro livro e eu acabei pedindo assim mesmo. O engraçado é que esse livro é escrito por um pastor do Seminário Teológico de Dallas, um dos seminários batistas mais conceituados do mundo. Considerando que eu também sou batista, eu estou até curioso para ver o que o autor tem a dizer sobre o assunto.

Os outros três livros são a nova trilogia completa do Neal Stephenson, The Baroque Cycle. O Neal Stephenson é um dos autores difíceis de se encontrar no Brasil e, apesar da fama dele, eu ainda não li nenhum livro dele. Eu até tenho o Cryptonomicon, em formato digital, comprado na Fictionwise, mas ainda não tive tempo de ler.

Os livros de passam nos séculos XVII e XVIII, em meio às grandes mudanças políticas e sociais que dominaram esse período, incluindo os grandes avanços científicos que aconteceram na época. Muitos dos personagens são históricos, como Isaac Newton e Gottfried Leibniz, cujos duelos na fundação da ciência moderna são parte da trama. O enredo, inclusive, é gigantesco, pelo que eu li, o que até assustou alguns leitores, mas é justamente o tipo de coisa que eu gosto.

Agora tenho quatro calhamaços do autor (o menor dos livros tem 800 páginas) para encarar nas (prováveis) férias de fim de ano. Pelas resenhas, acho que vou gostar. Só os títulos dos livros da trilogia já são bem interessantes: Quicksilver, The Confusion e The System of the World. As capas, curiosamente, são das cores prata, bronze e ouro, respectivamente.

Assim que eu terminar de ler esses quatro, coloco as resenhas aqui. Recentemente, eu estou meio que ignorando a vontade de resenhar os livros que estou lendo, pela falta de tempo, mas há alguns autores interessantes que eu achei recentemente que merecem o trabalho. Philip Pullman e China Miéville são dois nomes que me vêem à mente no momento.

E vocês, o que andam lendo?

Apache caindo

November 17th, 2004 § Comments Off on Apache caindo § permalink

Outro dia, eu mencionei que estava com um problema não identificado no Apache que fazia com que o servidor morresse subitamente. Depois de algumas fuçadas no log do mesmo, eu descobri que o problema estava em uma chamada do logrotate, o serviço que faz a rotação periódica dos logs dos serviços no Linux.

Depois de algumas pesquisas infrutíferas na Web, baseando-me na mensagem de erro, eu concluí que devia ter configurado alguma coisa errada. Eu fiz uma gambiarra para resolver temporariamente a questão e deixei por isso mesmo.

Hoje, procurando por uns detalhes do pacote do Apache no Debia, eu descobri que o problema é causado por um bug conhecido e bem antigo do Apache. Não tem solução, mas existem gambiarras como a que eu já tinha feito para manter o serviço no ar.

Pelo menos desta vez a culpa não foi minha.

Koders

November 17th, 2004 § 3 comments § permalink

Eu já tinha ouvido falar do Koders, um mecanismo de busca para código, mas ainda não tinha ido até o site para verificar.

A idéia é bem interessante: você pode pesquisar o código de milhares de projetos de código aberto em várias linguagens. Fiz algumas buscas e os resultados são realmente úteis — principalmente quando você precisa de descobrir como fazer algo e os exemplos são parcos do Google ou Google Groups.

Boa adição para o kit de ferramentas de qualquer programador.

Where am I?

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