Eu não considero o meu nome complicado, mas isso não impede que os outros o confundam na hora de se dirigirem a mim. Herança talvez, do jeito que a coisa começou.
A história é engraçada. Minha mãe tinha um namorado chamado Ronaldo. O carinha parece que não era lá boa peça e minha mãe desgostou dele depois de um tempo. Quando eu estava para nascer, alguns anos depois, ela disse para o meu pai: “Coloca o nome que você achar melhor, contando que não seja Ronaldo”.
Meio que inevitavelmente, Ronaldo cá estou. O que deu na cabeça do meu pai naquele dia, até hoje nem ele mesmo sabe explicar.
Talvez por causa do jeito que o nome foi dado, ele estava destinado a ser confundido eternamente. Tirando os apelidos, o nome sempre muda quando alguém me conhece. E, depois de alguns minutos, quase sempre vem a pergunta: “Como é o seu nome mesmo?”
Uma vez, em um acampamento, eu comecei sendo chamado de Ronaldo. De Ronaldo, eu passei a Reinaldo; de Reinaldo a Renoldo, via um americano que não sabia português direito. E não parou por aÃ. De Renoldo, era inevitável Rodolfo. E se havia Rodolfo, porque não Adolfo? Depois de quatro dias de acampamento, esse era o nome pelo qual eu era mais conhecido. (Para os céticos, essa história é verÃdica).
De Ronaldo para Reinaldo, eu até entendo. Reinaldo e Ronaldo são formas do germano Reginold (que significa aquele que rege por meio de conselhos). Agora, de Renoldo (não muito longe de Reginold) para Rodolfo, a distância é bem maior. Mas se conseguiu mudar tanto, já dá para chegar ao resto: de Rodolfo (lobo famoso) para Adolfo (nobre lobo) já não é tão longe.
Entre os estrangeiros, Renoldo é meu nome mais comum. Mas tem Rolando, que normalmente leva a Orlando. Formas do mesmo nome (terra famosa), ajudam a entender a dislexia alheia. Mas eu não sou um cavaleiro errante e talvez estejam me confundindo com Rinaldo e não com o furioso.
Adolescente, com Ronaldinho no auge da sua fama, era inevitável o mesmo apelido. Considerando que, quando eu jogo futebol, eu acerto mais pernas do que a bola, provavelmente estavam me comparando à feiúra do outro e não aos seus dotes futebolÃsticos.
Ronaldão veio depois do casamento. A circunferência cresceu e o apelido pegou. Se eu não resolver isso rápido, vai ficar para o resto da vida. E eu não sei o que é pior: o nome trocado ou as insinuações nesses apelidos.
Por isso é que o nome do meu filho não começa com R. Traumatizei.

Isso é por que você não se chama Eustáquio.
Na hora que atende o telefone:
_CPD, boa tarde.
_Quem fala?
_Eustáquio.
_Eu quem?
_EUSTÃ?QUIO!
_Ahn?
Eu já nem ligo mais. Mas no começo enche o saco.
Para tentar evitar rolos, começaram a me chamar de Taquinho, e foi o apelido que ficou até na época que comecei a tocar em bandas.
Aà uma vez a gente foi tocar num lugar aà e o lanche era de graça para os caras da banda, e o sujeito do balcão perguntou:
_Tenho que anotar seu nome no pedido.
_Errrr … põe aà “Taquinho”.
_Uhnnn … vou anotar “Caco” tá?
Pior foi o dia que saimos em uma das inúmeras matérias de jornal como: “o Nothing Face é composto por Sérgio ‘Naza’, Beto e Saquinho”. Aà foi o fim ahahaha. Não tinha jeito mesmo.
Resolvi encurtar mais ainda, ainda mais usando o nick direto na net (o pessoal dos Estados Unidos iriam falar “ta-cuim-rou”) e acabou ficando só TaQ.
Agora esses dias chega um email aqui:
_E aÃ, TAG, tudo blz?
Rê. Larga mão né?
Não esquenta com isso não.
Saquinho? TAG? Huahuahuahuahuahuahua!
Isso, ri, maledeto.
uhahuahuauhauhauhahuahuahu
Eu achava que essas coisas só aconteciam comigo:
De Tâmara para Tamára, Talita e Tábata, mas é Pâmela o meu pseudônimo mais comum.
Eu já nem ligo, às vezes dá vontade de adotar uma atitude mais pessimista:
_ Ah! Chama do jeito que você quiser. Você vai errar mesmo.
Mas a pior de todas e a que eu carrego até hoje veio de um gringo:
_ I never met a girl called Tomorrow.
(sorrisinho amarelo)
Eu nunca tive esse tipo de problema, meu nome é Daniel e meu apelido sempre foi “Backz”, foi um apelido que ‘eu me dei’ e taà até hoje, embora eu já tentei mudar algumas vezes.
Tudo começou no cursinho, eu falava bastante e me deram um apelido bem legal: Bocão. Passado um tempo eu já tava usando esse apelido na net, e depois do cursinho vi que precisava mudar, mas ao mesmo tempo eu gostava das letras que compunham o “bocão”, então eu pensei.
Na época eu não era muito ocupado e passava minhas tardes brincando no SDK do Back Orifice 2k (pode), e resolvi então mudar meu nick pra Back Orificer, não deu muito certo, então mudei pra “Back”. Funcionou mas tinha um duplo sentido, algumas pessoas confundiam meu nick com o que elas costumam usar pra sair da realidade. Então, pra resolver o problema, acrecentei um ‘z’.
E ficou: “Backz”. Isso foi uns 5 anos atrás praticamente. A coisa foi pegando e se transformando, de Backz para Backizinho, Backoso, Backzolito, Backzão… Acho que até minha mãe me chama de Backz, mesmo eu preferindo “Daniel”.
Primeira vez que estou comentando aqui, embora já seja leitor acÃduo.
Dêem uma olhada no meu nome, incomum por natureza. A reação das pessoas é sempre imprevisÃvel: há os que parecen não ligar, há as risadinhas e há também o s não raros “o quê?”. Mas já me acostumei.
Quanto as mudanças, elas também são comuns. Me chamam de Daniel, Israel e daà pra adiante. É a vida…
Acontece nas melhores famÃlias
Constantemente pego alguém me chamando de Carlão, Carlos, Darlan e por ai vai, pelo menos consigo distinguir que é comigo, rs.
O meu nome é Kenzo. Poucos sabem que meu segundo nome é Marcelo (ok, ok, uma combinação terrÃvel, concordo). O segundo nome eu uso para pedir pizza:
Atendente: O total é R$ 25,80. Qual o seu nome?
Eu: Kenzo
Atendente: Como?
Eu: Kenzo
Atendente: Não entendi. Pode repetir?
Eu: Marcelo.
Atendente: Obrigado sr. Marcos, a pizza chega em 20 minutos.
Eu mereço!
Meu nome é Gesiel… acho que nem preciso falar nada, né?
Caparica meu caro… Caparica.
Consegue imaginar as derivações?
Esse lance de trocar nomes é mesmo bem comum. Gosto do meu, apesar de, na hora de falar pras pessoas, esse sotaquezinho caipira não ajudar muito – moro no interiorzão de SP.
Sérgio, Tércio, Marcio, Laércio…Antes ficava repetindo, mas agora já desencanei…
Minha mãe achava um jornalista da Globo inteligente, e me batizou com o nome dele.