Incoerência

June 14th, 2005 § 6 comments § permalink

Se há uma coisa que eu não entendo até hoje é porque o cara que montou o meu computador colocou um mouse de cinco reais em uma máquina que custou quase seiscentas vezes isso.

Números

June 13th, 2005 § 4 comments § permalink

Foi um quadrado, e então simplesmente o dobro. É um cubo, e logo será perfeito.

Superman, Superman…

June 12th, 2005 § Comments Off on Superman, Superman… § permalink

Comprei esses dias a coleção do Superman, que estava sendo vendida por um preço bem camarada da Submarino. Apesar de pouco ter lido dos quadrinhos — eu estou me convencendo de que quadrinhos realmente não são a minha área — eu sempre gostei dos filmes (com exceção do quarto, que é um lixo completo e absoluto).

Mesmo com os efeitos especiais tão ultrapassados que dá até dó e com uns enredozinhos bem fracos, eu ainda gosto da idéia em si. O Lex Luthor de Gene Hackman é muito bom, inclusive.

Tinha tanto tempo que eu nem me lembrava mais dos filmes direito. Com exceção de algumas cenas chaves, que deixaram um impressão bem nítida na minha memória de criança, até a trama básica dos filmes tinha sumido da minha mente (com exceção novamente do quarto que, de tão ruim, acabou grudando na memória). Nem lembrava muito da parte do Marlon Brando — “oh, o horror, o horror” — no filme e nem do “vim para defender a justiça, a ordem e o ideal americano”.

O engraçado hoje é perceber o ambiente do filme e os valores passados pelo mesmo. Eu me lembrei, indiretamente, do que o Bill fala em Kill Bill: Volume 2 sobre o Homem de Aço: o Clark Kent é como o Superman nos vê, seres dignos de pena, fracos e incapazes de se virarem sozinhos. O que contrasta nitidamente com um dos poucos quadrinhos que eu li do Homem de Aço, uma história chamada “Paz na Terra”, onde Superman tenta aliviar a fome na Terra por um dia, no Natal, falhando miseravelmente no processo não só por causa de suas próprias limitações mas também por causa da ganância e orgulho humano. Visões interessantes sobre um mesmo personagem.

Eu não vou me arriscar a analisar o assunto, até porque não é isso o que eu quero ressaltar nesta entrada. Depois do ensaio de Larry Niven, Men of Steel, Woman of Kleenex, eu confesso que nunca mais vi o kryptoniano na mesma luz.

E, dessa vez, ao assistir o primeiro filme, o seguinte diálogo rolou lá em casa:

“Esse filme é de 1978, não? Olhe só o vestido da Lois Lane, decente, bonitinho. Todo família, não é?”

“Sim.”

“Então o que é que o Superman está fazendo com essa protuberância explícita por baixa da cuequinha vermelha?”

“…”

“E o lance da calcinha cor-de-rosa? Sem contar que, pelo visto, ele anda olhando calcinha de mais de uma.”

“…”

“E ele ainda é meio sádico. Que apaixonado solta o seu amor daquela altura?”

“Sem comentários…”

Mobilidade

June 10th, 2005 § 9 comments § permalink

Com o crescimento da minha (nano-)empresa, minha necessidade de mobilidade de dados está crescendo. Eu preciso gerenciar o meu servidor, ler e enviar e-mail, corrigir problemas em páginas e aplicações Web muitas vezes fora do meu ambiente de trabalho usual.

Como eu ainda não me sinto preparado para comprar um laptop (várias razões incluindo preço do que eu quero, tamanho, segurança e transporte), acabei optando por uma solução menor: um handheld e um celular que se conectasse ao mesmo, permitindo que eu acessasse a Internet via GPRS.

Como eu já tinha um Tungsten E, que não possui Bluetooth, fui forçado a escolher um celular com suporte a IrDA. No começo, eu pensei em comprar um Siemens CX65, que parecia interessante, mas acabei optando por um Nokia 6600 que consegui por um excelente preço.

O 6600 é um celular Symbian, ou seja, um smartphone capaz de fazer muito do que o meu Palm faz. A redundância compensa porque há horas em que eu estou só com o meu celular e algumas aplicações funcionam até melhor no 6600 que no Tungsten. Por exemplo, há uma versão do PuTTY, o excelente cliente SSH, para o 6600 mas não para o Palm.

(Falando em PuTTY, nada mais interessante que receber uma ligação de um cliente, entrar no seu servidor enquanto pelo próprio celular enquanto ele está falando com você, resolver o problema, e já dar o retorno na hora.)

O resultado dessa combinação, surpreendentemente, é uma boa mistura de flexibilidade e portabilidade. Os aparelhos são pequenos e fáceis de carregar e, embora ambos consumam energia o suficiente para precisar de recarga quase diária (ambos possuem cartões de memória e é no acesso aos mesmos que a maior parte da energia é gasta), a minha experiência com ambos tem sido muito boa.

A grande dificuldade de portáveis, em minha opinião, é a inserção rápida de dados. É a única hora, em minha opinião, que o tamanho reduzido prejudica.

No celular, você fica limitado ao sistema de previsão de escrita que o mesmo possui. O da Nokia é bom (não tão bom quanto o dos Motorola mais recentes, entretanto), e como o 6600 roda Symbian, as opções relacionadas para copiar, colar e editar texto são relativamente boas. Como o celular também é razoavelmente grande, é possível entrar texto com as duas mãos com facilidade, simplificando a tarefa. Mas existem sempre problemas como aplicações que não respeitam as convenções do sistema e a freqüente necessidade, da minha parte, de mudar entre dois idiomas dependendo do tipo de atividade que estou fazendo.

No Palm, o sistema de reconhecimento de escrita é a melhor opção e, com um pouco de prática, é possível ganhar uma boa velocidade na entrada de dados. Mas, para a edição de textos maiores, a velocidade é ainda baixa por causa das pausas freqüentes para a entrada de caracteres de pontuação, especiais e acentuados. O ideal talvez fosse ter um teclado infravermelho e eu estou considerando a opção, embora isso represente outra coisa para carregar.

Com o Palm e o 6600, eu estou coberto nas principais atividades que preciso desempenhar fora do escritório: envio e recebimento de e-mails, eventual navegação (internet banking, teste de sistemas), edição de documentos (texto, planilhas, apresentações), manutenção de listas de coisas a fazer, agenda de compromissos, acesso remoto ao servidor, leitura de e-books, instant messaging, controle financeiro e por aí vai. Até mesmo como plataformas multimídia ambos os aparelhos funcionam: eu posso ouvir música e livros em áudio e ver vídeos sem precisar de um desktop, além de poder também sincronizar informações, notícias e RSS para ler quanto estiver em trânsito.

Infelizmente, a velocidade de conexão via GPRS ainda é baixa — na maioria das vezes inferior a 56kbps — e o preço não é muito amigável. Até onde eu sei, nenhuma das operadoras que atuam aqui na cidade oferece um plano ilimitado por um valor decente.

Mas o mercado parece estar evoluindo e esse tipo de combinação está se tornando cada vez mais comum.

Eu vi esses dias o anúncio para um serviço de celular que ouve uma música qualquer que está tocando e depois devolve uma mensagem de texto para o usuário informando qual é a música provável. Esse serviço já estava disponível na Europa há um bom tempo, se eu não me engano, e chega agora no Brasil. Isso é interessante porque mostra que o mercado de celulares no Brasil está evoluindo rapidamente, algo que é corroborado pela forte oferta de aparelhos dos mais diversos níveis, incluindo vários tipos de smartphones e celulares equipados com conexões GSM/EDGE, com maior velocidade.

Um mercado crescente para smartphones pode eventualmente prejudicar o mercado de handhelds, mas a Palm parece estar se preparando justamente para isso como produtos como o Treo. As telas dos celulares estão ficando maiores, os programas estão aparecendo e com um pouco mais de esforço, até mesmo o problema de entradas de dados pode ser resolvido, como celulares recentes da Nokia estão demonstrando.

No geral, apesar das limitações, a combinação está literalmente salvando a minha vida, permitindo que eu fique a par da situação da empresa e resolva problemas mesmo com minha movimentação constante. Se as tecnologias melhorarem um pouco mais, eu vou acabar nem mesmo precisando do meu desktop para trabalho.

Desastre

June 9th, 2005 § 4 comments § permalink

Tem gente que é desastrada mesmo. Um colega meu de trabalho contou a seguinte história sobre outro colega de trabalho:

O carinha estava em uma reunião e, de repente, chegou a parte dele na apresentação. Ele começou a falar, foi se empolgando, e, na hora em que uma questão foi dirigida a ele, começou a gesticular.

Gesto vai, gesto vem, e o braço dele acerta um copo de café à sua direita. O copo decola e espalha uma trilha de café pela mesa, miraculosamente não molhando ninguém.

Completamente sem graça — e meio desesperado — o carinha tenta corrigir a gafe. Infelizmente, ao tentar pedir desculpas para as pessoas perto das quais o café aterrissara, ele acerta o copo que está à sua esquerda.

Estamos rindo disso até hoje.

Por que o Ubuntu e não o Debian?

June 8th, 2005 § 12 comments § permalink

Meu caríssimo amigo Metal questionou a minha escolha do Ubuntu nos comentários da entrada que eu escrevi sobre essa distribuição.

Essa questão de forks é mais velha do que o próprio código aberto e não vou entrar nos méritos da mesma agora. Basta dizer que eu acredito que forks são uma parte essencial do processo de código aberto e benéficos na maioria dos casos.

Dito isso, porque usar então o Ubuntu, que é um fork e não a árvore original? Só acreditar na mecânica de forks não justifica a decisão. Duas das minhas razões são dadas na entrada anterior: primeiro, o Ubuntu é mais fácil de instalar do que o Debian; segundo, ele é mais bem acabado, mostrando que um cuidado especial foi empregado na criação do mesmo.

Obviamente, considerando as posições da Debian Foundation e da Canonical, isso não é uma surpresa. Os recursos da segunda são superiores e ela pode ser dar ao luxo de fazer coisas que não são factíveis para projeto Debian.

A primeira coisa que o Metal colocou no comentário é que o Ubuntu (e outros forks similares) não retorna nada para o Debian. Eu discordo. O Ubuntu está dando ao Debian algo que ele estava perdendo: usuários. E isso é mais importante do que qualquer outra coisa, mesmo código. Se o Ubuntu fosse um mero empacotamento no Debian com mais eye candy, ainda assim eu o consideraria um esforço válido.

Mas o Ubuntu é obviamente mais do que isso. Até onde eu sei, e do que acompanhei da história do Linux, o Ubuntu é o primeiro esforço coerente e em larga escala de criar uma distribuição que atenda aos usuários finais preservando os alvos do código aberto e sem perder qualidade. O Debian atende os critérios de qualidade e de adesão ao código aberto, mas não atende usuários finais. O Ubuntu resolve esse problema elegantemente. Nem Mandriva, nem Linspire ou Suse chegaram perto desse alvo.

É claro que não foi esse o sentido que o Metal usou para se referir a devolver algo à comunidade. Mas, mesmo no critério de código, o Ubuntu certamente retornará algo.

Eu não sei como está a situação atual de troca de código entre o Debian e seus forks, mas é só uma questão de tempo até que um processo mais coerente surja. Isso é fácil de perceber nas decisões tomadas pelo novo diretor do projeto Debian. A mudança para um foco mais específico no que tange a arquiteturas suportadas e a aceleração do processo de versionamento é indicativa de que o Debian está disposto a aprender a lição. Afinal de contas, ninguém deseja usar uma distribuição em que os pacotes estejam com dois ou três anos de defasagem em relação à suas versões mais recentes. E nem me venham falar em testing ou unstable porque eu não aceito nada que não seja suportado pelo grupo de segurança de uma distribuição ou que me force, como usuário final, a ficar quebrando a cabeça com conflitos e configurações.

O segundo ponto do Metal é que o Ubuntu não é compatível com o Debian. Novamente, eu vejo isso em duas direções.

Primeiro, a compatibilidade é um processo gradual. As mudanças que o Ubuntu introduziu eram necessárias o suficiente para que essa incompatibilidade fosse aceitável. De certa forma, o Debian é que precisa se adequar. O Ubuntu é muito mais agradável do que o Debian e esse é um caso em que o ramo principal poderia aprender uma lição ou duas com o fork. Afinal de contas, o fork obviamente não existiria se o ramo principal atendesse as necessidades que levaram à criação da divergência inicial.

Por outro lado, eu não me importo com incompatibilidade. O Ubuntu e o Mandriva são igualmente incompatíveis. No Debian, o Apache está em /etc/apache. No Mandriva, em /etc/httpd. As variações são as mesmas para os arquivos de log e outras configurações do sistema. Isso afeta qualquer coisa que eu desenvolver para a duas plataformas. O motivo pelo qual coisas como ./configure existem é justamente esse. Mesmo que o Ubuntu seja diretamente derivado do Debian, ele não é obrigado a seguir o processo Debian se suas necessidades são outras.

Para todos os propósitos práticos, em casa eu sou um usuário comum do Linux e quero o maior e melhor. O Ubuntu me dá isso agora. Se o Debian também o fizer no futuro, tanto melhor — pode ser até que eu decida usá-lo e deixar o Ubuntu de lado. Se não, eu vou continuá-lo a usar no meu servidor até que uma distribuição melhor para esse contexto surja. O que eu espero, porém, é que o Debian cresça com o Ubuntu. E isso só vai acontecer se houver coerência entre os alvos e ausência desse zelo incandescente que às vezes caracteriza esse tipo de discussão.

No fim do dia e no final das contas, uma distribuição Linux que queira ganhar o mercado tem um público alvo a atender primeiro: o das avós dos usuários comuns. No dia em que esse público puder usar uma distribuição Linux com não mais tropeços que no Windows, o desktop Linux será uma realidade. Do que eu vejo hoje, o Ubuntu está mais próximo disso do que o Debian. E nenhuma ideologia vai mudar minha mente.

De empregado a patrão

June 8th, 2005 § 9 comments § permalink

Começar uma empresa sua é um negócio complicado, com perdão do trocadilho. São tantas coisas preocupando a sua mente que você fica sem saber o que faz primeiro, tanto na questão da organização da empresa em si como no dia-a-dia do trabalho. Passar do mindset de um engenheiro para o mindset de um gerente é um desafio e tanto.

Nos últimos meses, eu venho tentando me adaptar a essa situação, lentamente estabelecendo as bases para o meu negócio. Acho que eu nunca tive um tempo tão apertado em minha vida, parecendo um malabarista que tenta equilibrar as demandas de administração de contas e gerenciamento de projetos.

Mas, a despeito das complicações, eu estou gostando muito da experiência. Existe, por um lado, a necessidade de ficar muito mais atento aos pequenos problemas que surgem diariamente e que demandam uma forte priorização para evitar que as demandas se acumulem, e, por outro lado, a liberdade de tomar suas próprias decisões no que concerne ao rumo dos seus projetos. É um aprendizado contínuo já que a prática da administração de uma empresa, em termos do tipo de problemas que surgem, é qualitativamente diferente da prática da análise de sistemas.

De certa forma, é a mesma diferença entre humanas e exatas. Você não lida com quantidade precisas que podem ser medidas e repetidas de acordo com a necessidade, mas com variáveis dinâmicas que oscilam entre fatores cujo balanço muitas vezes é bem delicado.

Existe também uma certa ironia quando você passa de empregado a patrão. Eu imagino que isso seja comum a todos empregados em qualquer parte do mundo e em qualquer período histórico, mas o fato é que estamos sempre reclamando das condições de trabalho. Algumas vezes com razão e outras vezes não, embora as coisas em que não temos razão acabem sempre mascaradas pelas reclamações válidas. Quando você passa para o outro lado dessa equação é que fica claro como é difícil manter todos os lados satisfeitos. Uma empresa tem tantas necessidades quanto seus funcionários e conciliar as duas coisas requer bastante trabalho.

Por outro lado, é possível ver também quantas decisões simples poderiam ser tomadas que facilitariam a vida dos funcionários com retornos bem interessantes. Como eu já estou precisando de funcionários, eu estou tentando criar um estilo diferente de trabalho que beneficie os funcionários e os mantenha satisfeitos. O objetivo é provar que, algumas vezes, o que vai contra o senso comum empresarial é, na verdade, o melhor caminho. Algumas experiências estão funcionando muito bem.

Maldito seja Murphy…

June 7th, 2005 § 10 comments § permalink

E aconteceu que eu instalei o Ubuntu e esqueci o CD de instalação (que eu estava usando para instalar pacotes adicionais) no drive. E aconteceu, também, que minha cunhada quis usar o computador quando eu não estava em casa, como ela costuma fazer quando visita minha esposa. E aconteceu, em terceiro lugar, que o CD de instalação iniciou automaticamente como conseqüência do meu esquecimento.

Agora, junte o fato de que ela não entende inglês com o fato de a primeira opção de particionamento é remover a particão primária. Deu para sentir o drama?

Essa entrada foi trazida a vocês via Live CD. Tenham um bom dia, ou boa noite, ou seja lá a hora que for na zona horária de vocês.

Respostas absurdas para perguntas absurdas

June 6th, 2005 § 6 comments § permalink

Quem foi a mulher de Caim?
Obviamente, uma de suas irmãs. O que você esperava: concepção assexuada, filhos saindo da cabeça de Caim? Antes que você pergunte, incesto e drifting genético são conceitos mutuamente exclusivos.
Deus é capaz de criar uma pedra tão pesada que ele não consiga levantar?
Sim. Lembra da pessoa que era Deus e homem ao mesmo tempo? Havia muitas e muitas pedras que ele não conseguia levantar, todas elas criadas por Deus.
Quem criou Deus?
Olá, sua lesma temporal.
O que existia antes de Deus criar o universo?
Obviamente, somente Deus. Nem mesmo o nada existia, já que o nada é uma função física. Energia do ponto zero e tudo isso.
O que é o inferno?
O inferno é a percepção da ausência de Deus. O fogo o e enxofre são só efeitos colaterais.

Ubuntu

June 5th, 2005 § 13 comments § permalink

Um tempo atrás, eu escrevi sobre o Debian e disse que tinha ficado impressionado com a minha primeira experiência com o mesmo mas que não pensava em usá-lo para meu desktop por causa dos longos ciclos de atualização que forçavam o usuário a utilizar versões mais antigas da maioria dos aplicativos suportados pela distribuição.

O tempo passou e surgiu o Ubuntu, um fork do Debian cujo propósito é unir a estabilidade e filosofia do Debian com a facilidade de uso e atualidade de distribuições como Mandrake e Linspire.

Eu decidi experimentar o Ubuntu na primeira oportunidade possível, quando ouvi falar do mesmo, mas só essa semana pude fazer isso. Uma hora usando o Live D e o Mandrake virou história em minha máquina. Instalei hoje e fiquei muito satisfeito com a facilidade do processo.

As impressões até o momento são muito boas também. Ao instalar pacotes adicionais, a facilidade que o Debian provê é bem evidente. E o sistema parece tão polido quanto o Mandrake, privilegiando bastante a experiência do usuário. Da instalação à configuração, tudo funcionou de maneira quase perfeita.

O único problema que eu tive na instalação foi acertar as configurações da minha placa de vídeo, mas nada que uma corrida ao Wiki da distribuição não resolvesse. A importação dos dados dos programas existentes teve suas complicações, mas nada que impedisse o processo.

Pode-se dizer que o Ubuntu é um sistema que prova que o desktop para o Linux é completamente possível e está quase no local devido. As novas distribuições escondem tão bem o sistema por baixo que um usuário que não conhece nada de sistemas Unix poderia usá-las sem problemas, e os tipos de erros que ocorrem ocasionalmente são tão crípticos quando seus equivalentes no Windows.

Algumas pessoas criticaram o uso que o Ubuntu faz do sudo. Eu acho que foi uma decisão bem acertada, mantendo a segurança sem perder a usabilidade. Considerando o tipo de usuário comum, é algo que torna a distribuição tão flexível do que o próprio Windows sem que o usuário precise de tomar decisões esotérias toda hora que precisar adicionar um novo programa. A propósito, os assistentes e painéis de controle do Ubuntu são realmente muito bons.

Só ficou uma pergunta: como é que se pronuncia Ubuntu corretamente? Úbuntu, Ubúntu ou Ubuntú?

Where am I?

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