Graus de separação

June 4th, 2005 § 2 comments § permalink

Esse lance de graus de separação é muito engraçado. Esses dias, eu descobri que estou a apenas dois graus de separação do Mel Gibson e um grau de separação do Gilberto Gil. Não que isso faça alguma diferença, é claro, mas não deixa de ser divertido.

Aliás, aqui em Belo Horizonte, eu acho que todo mundo está a no máximo dois graus de separação de qualquer outra pessoa na cidade. Belo Horizonte é uma roça mesmo.

Ironia em propaganda

June 3rd, 2005 § 6 comments § permalink

Esses dias eu estava escutando uma rádio quando passou um anúncio para um provedor de Internet. Em um dado momento, um dos personagens do comercial pergunta ao outro se ele pode baixar músicas acessando o serviço de banda larga do mesmo.

Considerando que no Brasil eu nunca ouvi ninguém falar em comprar música pela Internet — e muitos desses serviços nem mesmo são suportados diretamente no país, acessíveis somente para quem fala e/ou negocia em inglês — eu achei de uma suma ironia a sugestão do provedor.

De certa forma, eles estão pouco se importando com a legalidade ou não de baixar música. Sem entrar nos méritos da questão, eu queria só ver o que aconteceria se um desses comerciais passasse nos EUA. Ia ser um caos.

Batuta

June 2nd, 2005 § 3 comments § permalink

Kev Spencer me passou a batuta. Vamos lá:

Volume Total De Música No Meu Computador: parcos 1.99GB

Último CD Que Comprei: Petra — Revival

Música Tocando No Momento: Tears of the Dragon — Bruce Dickinson

Cinco Músicas Que Eu Escuto Bastante:

  1. Petra — Song of Moses
  2. Legião Urbana — ?ndios
  3. Dire Straits — Sultans of Swing
  4. Sting — Fields of Gold
  5. The Alan Parsons Project — Days are Numbers

Cinco Pessoas Para Quem Estou Passando A Batuta:

(Vamos ver como isso funciona da blogosfera brasileira.)

Banda larga, finalmente!

June 1st, 2005 § 4 comments § permalink

Até que enfim, até que enfim… Depois de dois anos chorando no pé de três companhias, finalmente decidiram que a minha rua, umas das principais do bairro, era merecedora da uma instalação de Internet banda larga.

Uma das companhias de TV a cabo daqui de Belo Horizonte está oferecendo o serviço e eu peguei um pacote de 600Kbps — a diferença para o pacote imediatamente abaixo, de 300Kbps, é pequena o suficiente para o fazer o dobro de velocidade valer a pena.

O preço é bom, mas eu sou obrigado a adquirir um pacote de TV em conjunto (como nem TV em tenho em casa, dá para imaginar a minha satisfação com isso). Mesmo assim, vale a pena para me livrar das velocidades abissais a que sou forçado normalmente — e, de qualquer forma, se eu quiser depois, posso enviar o sinal para o computador. Pelo menos o modem é de graça — ou quase.

Ufa!

Erros no uso de Ajax

June 1st, 2005 § 6 comments § permalink

Alguns dias atrás, Alex Bosworth escreveu sobre problemas que resultam do uso indiscriminado do Ajax, listando alguns dos erros mais comuns em sites que utilizam as tecnologias relacionadas.

É uma boa lista e mostra que o Ajax deve ser usado com o mesmo cuidado que dedicamos aos padrões Web, procurando manter uma uniformidade de experiência que se traduz em usabilidade e acessibilidade. Como eu já disse em outras ocasiões, o Ajax faz com que alguns desses objetivos sejam mais complicados de se atingir — é muito fácil, por exemplo, esquecer da acessibilidade nessas horas, já que ela é traduzida em demandas mais complexas do que o usual.

Eu estou experimentando bastante com o uso de Internet em dispositivos móveis (escreverei mais sobre isso em breve) e a única aplicação Ajax que degradou bem, das que usei em alguns dispositivos diferentes, foi o Google Mail, que se manteve completamente usável e acessível.

O maior problema do Ajax, nesse sentido, é que ele requer mais um passo de degradação graciosa. Uma aplicação Web comum, construída com formulários e páginas normais, já possui suas próprias necessidades para degradar adequadamente (por exemplo, em navegadores que não suportam CSS ou JavaScript, ou que possuem resoluções bem menores que as normais). O Ajax acrescenta mais uma camada sobre isso, exigindo que a aplicação funcione em condições completamente diversas — por um lado, como uma página normal, construída com formulários normais, e por outro lado, como uma aplicação rica, capaz de se modificar dinamicamente, bem mais flexível.

Esses requerimentos conflitantes geram quase todos os problemas citados por Bosworth. Outros, como a quebra do botão “Voltar” são um resultado natural de aplicações Web em si, maximizados com o uso do Ajax. Inclusive, no caso do botão “Voltar”, eu ainda estou para ver uma biblioteca Web popular que trate isso adequadamente. Talvez seja a hora de esquecer desse botão e procurar alternativas mais interessantes como a possibilidade de desfazer alterações cumulativas em uma aplicação Web qualquer.

De qualquer forma, continua sendo interessante ver o Ajax ganhar popularidade como um novo nome para uma velha coleção de tecnologias que chega finalmente à maturidade agora, com o surgimento de bibliotecas, aplicativos e técnicas. Só espero realmente que o que ganhamos com os padrões não seja perdido.

Where am I?

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