Também, né?

March 30th, 2006 § 1 comment § permalink

Tudo bem. A conectividade está péssima aqui e não estou conseguindo postar coisas mais longas. Mas não pude resistir o comentário. Lendo o blog do Paul Graham, vi que em uma das entradas, ele mencionava a companhia Textpayme. Curioso para saber mais sobre a empresa, cliquei no link da mesma. Não funcionou. Olhei para a URL e descobri imediatamente a causa: ela terminava em TPM. Não é de se espantar que não funcionasse.

Abuso de Força

March 27th, 2006 § 1 comment § permalink

Na metade da viagem, a bateria do tocador de MP3 acaba. Desespero total. Solução: Ligar o notebook, plugar o tocador na porta USB e mandar bala. Nem copiar os arquivos dava, já que estávamos sem fone de ouvido, exceto o diretamente embutido no tocador, sem conexão. De qualquer forma, bom demais.

Apresentando aplicações

March 25th, 2006 § 2 comments § permalink

Recentemente, passei uma semana ajudando na apresentação de uma aplicação desenvolvida para uso interno de um cliente. O projeto, apesar de bem especificado, sofreu com a mudança de pessoal ao longo da implementação do mesmo e, por causa disso, eu não estava muito confiante no resultado da apresentação.

Felizmente, apesar das telas de erro nos momentos mais inapropriados da apresentação, a impressão geral do usuário foi bem positiva e acredito que as correções a serem implementadas na próxima fase do projeto serão suficientes para levá-lo a uma conclusão satisfatória.

O que mais me chamou a atenção na apresentação foi o uso de dados de teste na mesma. Depois de ver as dúvidas e problemas gerados por essa falha, minha lição primária para apresentações passou a ser: nunca, jamais, de forma alguma, use dados fictícios em uma apresentação. É um regra bem óbvia, mas eu acho que a ficha não tinha caído para mim até o momento. Além de confundir o usuário, por não dar uma idéia real do ssitema, há uma enorme possibilidades de que momentos bem embaraçosos ocorram se um desenvolvedor resolveu dar uma de engraçadinho e colocou o que não devia em algum dado de teste.

Outra coisa que me chamou a atenção em alguns pontos foi a explicitação de chaves primárias em alguns pontos do sistema. Isso também confundi o usuário ao ver um dado que não tem nada a ver com a parte externa da aplicação exposto. Se alguma tela precisa disso para funcionar, algo está errado.

Apresentar aplicações, como eu venho percebendo, é uma tarefa bem complicada para um engenheiro, por depender de habilidades que estão mais no âmbito gerencial. Mas a vida é assim: você geralmente só aprende de fato alguma coisa depois de quebrar a cara com ela.

No final das contas, pelo menos vi que a aplicação está cumprindo o seu objetivo: simplificar radicalmente o trabalho do usuário em sua área de atuação e promover mudanças processuais no modo como esse trabalho é realizado. Melhor do que isso, só se a aplicação fizesse tudo sozinha.

Primeiro livro de Ruby brasileiro

March 25th, 2006 § 4 comments § permalink

O caríssimo TaQ lança o primeiro livro de Ruby completamente made in Brazil. Lançado pela Brasport, o livro é uma extensão do excelente tutorial que ele já mantinha há algum tempo e, como tal, está recheado de conteúdo prático.

Eu me lembro de algumas conversas que tivemos na época em que o TaQ estava elaborando o tutorial e ele sempre foi uma pessoa mão na massa. O tutorial e o livro são resultado de experiência real com a linguagem e não uma cópia de outros tutoriais, artigos e receitas de bolo. Se você quer dar uma aprofundada na linguagem, não deixe de comprar o livro. Vai valer cada centavo gasto.

Agora só falta ele tomar vergonha na cara, se aprofundar no Rails também, e lançar um livro sobre o assunto.

Lag

March 23rd, 2006 § 4 comments § permalink

Okay. Depois de quase um ano acessando a Internet com um velocidade mínima de 600kbps e máxima de 4mbps, acessar a 56kbps é, para não dizer mais nada, suplício. Hotel sem banda larga não devia existir. Vejo vocês na sexta.

RSS como plataforma

March 18th, 2006 § 4 comments § permalink

Com os desenvolvimentos recentes no mundo do RSS (e seus derivativos), incluindo o lançamento da Windows RSS Platform, a conversa sobre o uso do formato como uma plataforma real de transporte de dados ganhou um novo tom. Uma boa parte da conversa agora é sobre como maximizar o potencial do formato e ferramentas e como resolver problemas existentes.

Do que eu li até agora, não vi muita discussão sobre feeds RSS mutáveis, isto é, feeds RSS interativos, que permitem que o usuário passe dados através do agregador, fazendo com que o comportamento futuro do feed seja mudado com base naquilo que ele escolheu.

Obviamente, suporte para isso ainda não existe nos agregadores atuais — pelo menos em nenhum dos que eu conheço e/ou testei. Aliás, por causa do medo de problemas de segurança como XSS e outras mazelas similares, a maioria dos desenvolvedores de agregadores RSS preferiu simplesmente banir toda e qualquer possibilidade do uso de objetos e formulários dentro de feeds, incluindo JavaScript, Flash, etc.

O grande problema dessa atitude é que ela limita extremamente o que se pode fazer com RSS. Há pouco mais que um ano atrás, respondendo a uma questão de uma amiga, eu escrevi um artigo sobre feeds interativos. A aplicação ainda está no ar e pode ser acessada na área de testes desse blog. É um feed RSS que, ao invés de prover somente conteúdo, oferece uma ação em algumas das entradas. Dada a limitação dos agregadores atuais, pode ser necessário abrir cada entrada no navegador para alcançar a interatividade desejada.

A grande questão é: o que pode realmente ser feito com o RSS? Uma plataforma somente leitura é suficiente? Eu acredito que não. Considerando o contexto em que eu elaborei a aplicação acima, o de um curso distribuído via RSS, uma plataforma somente leitura não oferece muito interesse. Um curso típico possui uma árvore de atividades que depende muito das escolhas dos usuários, sem considerar ainda a questão de avaliações. Um formato somente leitura não é suficiente para uma experiência plena nesse contexto.

Como mencionado acima, há considerações de segurança a serem feitas. Permitir qualquer tipo de conteúdo pode levar a episódios como o protaganizado há alguns anos por Mark Pilgrim, que tomou o “controle” de agregadores RSS por meio de um HTML cuidadosamente construído. O texto que ele escreveu depois influenciou toda a geração atual de agregadores no que tange à segurança. Ainda assim, navegadores lidam com as mesmas variáveis e — a despeito de todos os problemas — sucedem em fazer tudo funcionar.

Antes que eu comece a repetir o que já escrevi no texto anterior, eu acredito que o RSS pode evoluir bem além do que existe atualmente. Novas aplicações — principamente no tão aclamado estilo Web 2.0 — dependem de uma possibilidade maior de ação do que a oferecida pelos agregadores atuais. Como a competição na área parece estar a pleno vapor, não duvido que logo vejamos mudanças.

Jornada nas Estrelas: A Série Original

March 18th, 2006 § 9 comments § permalink

Esses dias estou assistindo Jornadas nas Estrelas: A Série Original em DVD. Comprei as caixas assim que saíram aqui no Brasil, mas não tinha visto mais do que uns poucos episódios até o momento. Acho que era um pouco medo de me decepcionar — afinal de contas, a série é realmente bem datada.

Eu me lembro de, adolescente, ficar acordado até altas horas da madrugada esperando que algum episódio passasse da Rede Record. Caindo de sono, lavando o rosto para conseguir manter os olhos abertos, eu esperava ansioso, sempre com medo de que o programa fosse removido da grade naquele dia porque outro demorara demais para acabar. E sempre ficava decepcionado quando, depois de esperar duas ou três horas, ia dormir sem ver Kirk e companhia vencendo mais uma batalha.

Eu até me espanto ao lembrar do sense of wonder que a série me causava na época. Hoje, vendo os episódios, é engraçado e fascinante ver como os produtos conseguiam fazer tanto com tão pouco. Há episódios em que dá vergonha ver as técnicas usadas para alcançar algum efeito especial. A ciência é bem babélica, misturando realidade e pseudo-teorias, mas funciona até bem.

Mas o que mais me interessava quando eu era mais novo, e o que mais me interessa ainda, é ver como a série quebrava barreiras — aos trancos e barrancos, às vezes, mas quebrando. Robert J. Saywer, na introdução de seu recente Boarding the Enterprise, escreve o seguinte:

“As William Marshall, who played cyberneticist Dr. Richard Daystrom in the episode ‘The Ultimate Computer’ (Season 2, Episode 24), said in an interview shortly before he passed away, it’s impossible to overstate the impact it had in the 1960s when white Captain Kirk referred to the black Daystrom as ‘Sir.’ Was it any surprise, two decades later, that NASA hired Nichelle Nichols, who played Lt. Uhura, to help recruit the first minority astronauts? Star Trek gave us an appealing vision of a tolerant future that included everyone.”
Sem dúvida, esse é a maior mérito da série. E é isso que continua a fazer da série algo interessante o bastante para ser vista quarenta anos depois de sua criação, a despeito das fantasias esdrúxulas, dos cenários de isopor pintado, e do modo comicamente exagerado de interpretação: o fato de que ela falava e ainda fala sobre a condição humana essencial, algo que nunca vai ficar data e que sempre vai ser necessário.

Semana múrfica

March 15th, 2006 § 12 comments § permalink

Essa semana foi mesmo do Murphy. Considerando que o cara era engenheiro, não é de se espantar que ele decida fazer suas traquinagens nas áreas onde as máquinas e seres humanos colidem.

Para começar, eu consegui deletar o diretório home do usuário root do meu servidor. Coincidentemente, era o único dos diretório importantes que eu não fazia backup — irônico, considerando o backup escrupuloso da partição home que hospeda todos outros usuários. Para piorar a situação, o diretório tinha três scripts super-importantes que eu tive que refazer de cabeça. Pelo menos deu para otimizar dois deles.

Depois, fiz um upgrade do MySQL no servidor da versão 4.0 para 4.1. Correu tudo bem, exceto por um ponto que eu só fui descobrir três dias depois. O servidor de e-mail tem todas suas configurações guardadas em um banco. Com a mudança, o serviço caiu e não voltou — até que eu recebesse uma ligação (semi-)irada de um cliente. Sem verificar meus próprios e-mails no fim de semana, não percebi o problema. Tudo resolvido com um reinício.

Por fim, hoje, depois de programar por quase seis horas, sobrescrevo tudo o que estou fazendo com um comando inadivertido. No único projeto que eu tenho que não está sob controle de versão.

Murphy resolveu baixar em mim, só pode.

A longa e tenebrosa noite da alma

March 11th, 2006 § 36 comments § permalink

Depois de uma longa ausência esse blog retorna. Se há alguém subscrito aos meus feeds ainda, muito obrigado: você realmente é um excelente e dedicado leitor.

Tomando vergonha na cara, abandonei o MovableType pelo WordPress, que é muito melhor. A importação das entradas ocorreu quase sem problemas (não por culpa do WordPress: as entradas anteriores estão cheias de caracteres inválidos sob o UTF-8) e fiquei bem satisfeito com a performance e usabilidade da ferramenta.

Redirecionei tudo que podia do site anterior, incluindo os feeds, mas erros podem ocorrer se você precisar acessar os arquivos já que meu site mudou a nomenclatura das URLs várias vezes.

Agora, é ver no que dá a nova edição. Bootstrapped into the future to stay ahead of future shock.

Where am I?

You are currently viewing the archives for March, 2006 at Superfície Reflexiva.