Mão na Massa Rails: O Retorno

November 28th, 2006 § Comments Off on Mão na Massa Rails: O Retorno § permalink

Sexta e sábado da semana passada, estive em São Paulo para ministrar o curso Mão na Massa Rails, pela Tempo Real. O processo todo foi bem bacana e acho que o curso atendeu seus propósitos: servir como uma introdução ao Rails para aqueles que não conheciam e permitir uma discussão dos melhores usos do Rails para os interessados.

Na sexta-feira, conforme esperado, tivemos uma quantidade menor de alunos. Entretanto, todos estavam com excelente disposição e, com exceção de alguns probleminhas nas máquinas (o RadRails se recusou a funcionar decentemente dentro do VMWare), o dia correu bem. Eu fiquei surpreso com a quantidade de perguntas sobre temas que variavam da possibilidade usar o Rails com stored procedures até a sua aplicação possível na implementação de call centers, e isso tudo gerou discussões bem interessantes durante a implementação de uma aplicação exemplo.

No sábado, com mais alunos, as discussões não puderam ser tão profundas; entretanto, como tínhamos flexibilidade maior no horário, abri uma sessão de perguntas no final que rendeu algumas considerações interessantes. Novamente a questão de stored procedures foi bastante comentada.

Um fato interessante no processo de ensinar Rails para um grupo de pessoas cujo único contato se resumia basicamente à ter lido sobre o mesmo em listas de discussões e site relacionados é como o que assumimos por padrão depois de algum tempo pode não ser tão evidente no começo. A despeito de vídeos de 15 minutos ensinando como fazer isso ou aquilo em Rails de maneira super-rápida, o conhecimento das peças que compõem o mesmo e como elas se relacionam não é tão óbvio. É claro que a aquisição rápida desse conhecimento é uma das maiores vantagens do mesmo, mas observar uma turma aprender passo a passo rende considerações interessantes.

Aproveitando o ensejo, eu agradeço publicamente à livraria Tempo Real pela oportunidade e pela realização do evento que, até onde sei, foi o primeiro curso presencial de Rails do Brasil. Interessados em outros eventos, entrem em contato comigo ou diretamente com a livraria já que os planos são de realizarmos mais um evento em breve.

Orkut do Rails

November 17th, 2006 § 3 comments § permalink

Working with Rails é um site para registrar profissionais que trabalham com Rails, com um pequeno detalhe: recomendações que contam em relação à popularidade da pessoal. Orkut para Rails. E o Brasil já estava em terceiro na lista de profissionais cadastrados. :-)

Defina diversão

November 15th, 2006 § 2 comments § permalink

Desde que eu mexo com Lisp, eu sempre li defun como deffun, o que sempre soou como define fun e nunca como define function. Será que é por isso que todo hacker de peso gosta de Lisp?

Vivendo no passado

November 14th, 2006 § 3 comments § permalink

Uma das coisas mais interessantes em história é observar o fim de regimes, sejam políticos, econômicos ou sociais. Analisar e entender porque algo que existiu por anos (décadas ou seculos em muitos casos) acaba é uma das atrações desse ramo do conhecimento humano.

Nossa geração possui a dúbia honra de poder ver isso acontecer em regime acelerado. Fatos que muitos da geração anterior tomavam como certo simplesmente não fazem o menor sentido atualmente. Lutas homéricas estão sendo travadas por conta dessas mudanças, as maiores das quais vivemos diaramente — como, por exemplo, a grande discussão sobre pirataria, distribuição e conteúdo livre. Em alguns casos, revoluções inteiras não duram mais do que alguns anos.

De quando em quando, um artigo me chama a atenção sobre as diferentes posturas em relação a essas mudanças. É curioso ver como há sempre uma tentativa de se apegar a um modelo pré-existente por comodidade, com razões que na verdade mascaram um certo sentimento de que “os dias anteriores eram mais simples”.

Nesse artigo, um jornalista fala sobre como os jornais podem manter suas receitas e seu modelo de negócios em face da Internet, propondo uma solução curioso:

“What to do? Here’s my proposal: Newspapers and wire services need to figure out a way, without running afoul of antitrust laws, to agree to embargo their news content from the free Internet for a brief period — say, 24 hours — after it is made available to paying customers. The point is not to remove content from the Internet, but to delay its free release in that venue.”
A idéia, simplesmente colocada, seria de manter a Internet refém de notícias por um período de 24 horas para que os usuários pudessem sentir como um mundo sem os bons e velhos jornais seria.A imagem de uma criança de bico na boca, arrastando uma fralda atrás de si, do alto de seus nove anos de idade é instantânea.

Eu estava conversando com um amigo recentemente sobre as eleições e como eu achava que os jovens estavam bem mais informados dessa vez do que nas eleições passadas, graças, em grande parte, à enorme disseminação de informação propiciada pela Internet. Está ficando cada vez mais difícil enganar as novas gerações quando o conhecimento coletivo na humanidade, com todas as suas implicações, está disponível instantâneamente para todos. É claro que a natureza humana permanece, mas a mudança em atitude está ficando cada vez mais óbvia.

E é isso que jornalistas como esse, e outras que desejam viver no passado, não percebem. Eu sempre me lembro do termo cunhando por Alvin Tofler: future shock. É inevitável, mas eu não consigo deixar de sentir pena de suas vítimas casuais — mesmo porque, em um futuro breve, eu posso estar na mesma posição.

Projeto de tradução do livro Getting Real

November 13th, 2006 § Comments Off on Projeto de tradução do livro Getting Real § permalink

Nos últimos dias, basicamente eu tenho falado só do Rails e prometo tentar escrever algo diferente depois dessa entrada, mas essa vale para a comunidade.

O Fábio Akita, autor do primeiro livro de Ruby on Rails do Brasil, recebeu autorização dos poderes que são por trás do Rails para traduzir o aclamado Getting Real, que descreve parte da filosofia por trás do projeto e dos produtos que vieram do mesmo. Ele está pedindo ajuda no projeto de tradução para o nosso idioma e se você acha interessante, colabore.

Para falar a verdade, eu não concordo com o modo como a coisa será feita (razões ideológicas mesmo) e por isso não participarei, mas acho o esforço válido em um âmbito mais geral. Nada contra o projeto em si; somente em relação às restrições e o que elas significam. De qualquer forma, o aviso está dado. :-)

Rails, Emacs e desenvolvimento

November 13th, 2006 § 1 comment § permalink

Para meu desenvolvimento Rails, ultimamente eu estava pulando de IDE em IDE, sem me fixar em nenhum. E há uma expressão em inglês particularmente apta para esse tipo de situação: “Jack of all trades, master of none”, ou seja, é possível saber usar relativamente bem várias ferramentas sem dominar nenhuma. E depois de experimentar jEdit, RadRails, Scite, RIDE-ME e RoRED, com todas as extensões possíveis, eu ainda não me sentia particularmente empolgado com nenhum deles.

Eu sempre fui um usuário do Emacs, mas nunca poderia ser considerado um power user. Mas, depois de ver screencasts (1, 2) mostrando o uso do Emacs com o Rails, eu percebi que era hora de parar com a enrolação e dedicar tempo real ao Emacs como um editor primário. Os outros editores são muito interessantes e tem grandes pontos fortes, mas eu sempre gostei do Emacs pela quantidade de extensões que o mesmo aceita, ao ponto de você poder fazer dezenas de suas tarefas diárias no mesmo, de ler e-mails a escrever uma entrada em seu blog.

Alguns dias depois, e já mais re-aclimatado no ambiente, eu posso dizer que a experiência está sendo bem positiva. Eu customizei pesadamente a minha instalação do Emacs, indo inclusive ao ponto de compilar a versão HEAD do repositório oficial (que, em tese, será o Emacs 22) para usar com o GTK2 no Ubuntu. Depois de dezenas de novos pacotes instalados, eu já estou me sentindo confortável o bastante com o ambiente.

O desenvolvimento em Rails é muito tranqüilo e depois que você se acostuma com o teclado, extremamente rápido. Iniciar um servidor, navegar entre as diversas partes de uma aplicação chega a ser bem mais intuitivo do que em qualquer outro editor que eu usei. Obviamente, o pacote Rails para o Emacs precisa ainda de muitos ajustes, sendo ainda bem novo, mas já é completamente usável. Dá até para testar as aplicações de dentro do próprio Emacs, usando seu navegador embutido, o que é uma boa oportunidade para verificar se o seu código Ajax degrada graciosamente.

Como acredito que a melhor maneira de aprender alguma coisa é modificá-la ou extendê-la, estou começando a brincar com programação para o Emacs, usando o EmacsLisp e desenvolvendo um mode. Vamos ver no que dá.

Linux mais celular: todo mundo ganha

November 8th, 2006 § 7 comments § permalink

Caramba! No dia em que esse celular começar a ser vendido, eu vendo minha alma para comprar um. Aliás, se o preço for o que o artigo está dizendo, nem vai ser preciso vender a alma.

Imagine um telefone celular rodando Linux com apt-get. Rodando qualquer coisa que o Linux é capaz de rodar, em um plataforma que está sempre conectada. Você pode rodar o seu próprio site do celular, se quiser. O único problema que eu vi é a falta de suporte inicial a Bluetooth e Wi-Fi, que tem um potencial para reduzir a empolgação inicial considerando os custos ainda existentes do GPRS.

Mas, se isso der certo, não só vai alavancar toda uma nova indústria, como reduzir os custos de infra-estrutura repassados ao consumidor. Tudo de bom.

Veja a apresentação do idealizador do telefone para mais informações sobre as possibilidades e razões por trás do projeto.

Ruby on Rails na Info Exame

November 7th, 2006 § 10 comments § permalink

Saiu na edição desse mês da Info Exame uma matéria sobre Ruby on Rails, com comentários do TaQ, do Ronie Uliana, meus e de um outro desenvolvedor que eu não conheço. A matéria foi bem positiva, mostrando o Rails como uma boa tecnologia para se manter em mente, que vem ganhando adeptos no Brasil.

Destaque especial para o diretor da empresa do TaQ, comparando o Java ao Rails (120 dias vs. 5 dias). Se conseguirmos um case público desse, vai ter nego caindo duro.

Aliás, antes que alguém comente, minha foto está absolutamente ridícula. :-)

Django Book

November 1st, 2006 § Comments Off on Django Book § permalink

Os criadores do Django, o mucho-bom framework Web escrito em Python, estão com um beta online do livro que estão escrevendo sobre o mesmo. Vale a pena dar uma conferida até porque o Django é uma excelente ferramenta. Aliás, o sistema de comentários do livro é muito interessante também.

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