Depurando o indepurável

January 23rd, 2007 § 7 comments § permalink

Hoje foi um daqueles dias em que oito horas se passam sem que se faça o mínimo progresso na detecção de um erro elusivo em uma aplicação que deveria estar funcionando perfeitamente–ou pelo menos, tão perto da perfeição quando possível.

Depuração de aplicação Web é um caso sempre complicado. Quando múltiplos sistemas, bancos de dados, e ambientes de instalação estão envolvidos, então, nem se fala.

Esse projeto em particular usa um driver do Informix que parece que se comportar de maneira diferente de computador para computador. No final do dia, a única certeza que eu tinha era que o problema que estava acontecendo no servidor de homologação não acontecia de forma alguma na minha máquina de desenvolvimento. O trabalho amanhã é descobrir qual é diferença crucial que está causando isso porque o resto parece estar idêntico, para todos os propósitos práticos.

Há horas em que dá realmente vontade de jogar o desenvolvimento para o alto e procurar uma atividade mais fácil como, por exemplo, cortar grama. Se desse o mesmo dinheiro, eu pegava. E de quebra, ainda ganhava alguns músculos.

Contribuição sindical

January 22nd, 2007 § 8 comments § permalink

Recebi uma notinha do meu contador hoje informando que a contribuição sindical, que eu pensava ser opcional, na verdade é obrigatória, com base em uma lei qualquer. Tristeza. Eu nunca recebi um folheto que fosse do sindicato–ou qualquer outra coisa para falar a verdade–e ainda sou obrigado a contribuir.

Eu até entendo a necessidade que as pessoas tem de criar organizações para controlar aspectos mais tortuosos de uma determinada área profissional. Mas criar uma entidade cujo único sinal de existência é pedir o seu dinheiro anualmente é revoltante.

Emacs-Rails 0.5

January 22nd, 2007 § 2 comments § permalink

Para quem está usando, há uma nova versão do Emacs-Rails disponível. Essa versão, 0.5, contém uma série de correções para deixar o modo ainda mais estável. A única coisa que eu não gostei foi a remoção de algumas teclas de atalho, mas nada que alguns hooks não resolvam–temporiamente, eu espero.

A morte inglória da Canon A85

January 21st, 2007 § 5 comments § permalink

Depois de dois anos de serviço contínuo e bastante decente a um fotógrafo péssimo como eu, minha câmera decidiu morrer. A lente estendeu, a tela ficou preta e a câmera não faz mais nada: não liga, não se move, absolutamente nada. Aparentemente, ocorreu comigo o famigerado erro E18 relativamente comum às séries A e S da marca. Pelo que andei lendo, existem três soluções:

  1. Tentar desmontar e limpar a lente. Para um cara como eu, que nem lâmpada gosta de trocar, fora de cogitação. A não ser que eu ache alguém que tenha uma maneira bem fácil de faz isso, sem chance.
  2. Falar com a assistência técnica e pagar várias centenas de reais. Considerando o preço de uma nova, duvido que valha a pena.
  3. Comprar um nova.

A terceira opção me parece a mais interessante no momento. Aceito sugestões.

Por quê?

January 20th, 2007 § 0 comments § permalink

Quando me disseram que isso ia acontecer, eu acreditei sem acreditar. Agora vivendo na pele, acho ao mesmo tempo super-divertido e exasperador: a famosa fase do “por quê” que acomete crianças entre dois e três anos de idade. Meu filho pergunta “por quê” para tudo, sem exceção.

É divertido quando você vê que ele realmente está curioso sobre alguma coisa, mas há momentos em que dá vontade de pular pela janela quando ele começa a perguntar até mesmo quando eu estou só advertindo para que ele sente direito na cadeira sob risco de cair no chão. :-)

De qualquer forma, é uma fase ótima.

OpenID

January 19th, 2007 § 13 comments § permalink

Com tanta discussão sobre o OpenID recentemente, achei que seria interessante experimentar com o mesmo aqui no blog. Agora, nos comentários, você pode usar o seu OpenID para efetuar login no site. Infelizmente, isso não significa que você pode editar os seus próprios comentários, considerando que um OpenID não é uma conta, mas uma maneira de provar identificação.

Uma quantidade enorme de informações, incluindo um screencast de como usar o OpenID pode ser obtida no site do Simon Willison e o Sam Ruby explica também como adicionar OpenID ao seu blog se você não é um super-usuário no seu provedor de hospedagem.

Obviamente, pode ser que a parte de comentários não esteja funcionando direto depois das modificações que eu fiz. Qualquer problema, me enviem um e-mail direto.

Big Bang

January 19th, 2007 § 2 comments § permalink

Terminei de ler Big Bang, do Simon Singh. Eu já tinha lido os dois livros anteriores dele–O Último Teorema de Fermat e O Livro dos Códigos–e, como das vezes anteriores, achei excelente. Simon Singh se destaca entre os autores de livros sobre ciência na atualidade por dois motivos: primeiro, ele escreve de uma maneira extremamente acessível; segundo, ele não só descreve o assunto sobre o qual está escrevendo como mostra aos leitores como e por que razão tudo aquilo aconteceu.

Big Bang segue a mesma fórmula. Ao invés de começar com o que é o Big Bang, Singh começa explicando a busca do homem por algo que lhe permitisse entender o universo físico como um todo, e daí mostra uma visão geral e acurada da história da cosmologia moderna. Sem perder o passo, ele vai Anaximandro de Mileto, no sétimo século antes de Cristo, aos construtores do COBE, o satélite que provou em definitivo que o Big Bang era uma teoria válida por explicar o surgimento do espaço e tempo. Em um epílogo final, ele também comenta sobre as questões ainda abertas e o que está sendo estudado quanto às mesmas. No meio, ele passa por grande parte das figuras históricas conhecidas e desconhecidas por trás das grandes descobertas que levaram à formulação de uma teoria consistente do surgimento do universo.

Um aviso é que este não é um livro mostrando as descobertas modernas: antes, a exemplo dos dois livros anteriores, é uma visão histórica do processo e da importância do mesmo para a humanidade. E como O Último Teorema de Fermat, deveria ser leitura obrigatória para todo estudante do nível médio, por explicar a importância da ciência e como ela é feita (incluindo as desavenças e desacordos igualmente importantes).

Em resumo, leitura mais do que recomendada mesmo para quem conhece e acompanha o assunto.

O primeiro Linux

January 18th, 2007 § 8 comments § permalink

O Sérgio escreveu outro dia sobre o primeiro Linux que ele usou. Eu me lembro do meu primeiro contato com o Linux. Foi em 1996, quando eu comecei meu estágio obrigatório do CEFET-MG em um provedor de Belo Horizonte.

Não me lembro exatamente dos detalhes–qual era a distribuição ou qual gerenciador de janelas–mas lembro da sensação de iniciar o X e brincar um pouco com a interface gráfica de um sistema misterioso do qual eu só ouvira falar em tons reverentes pelos über-hackers que eu conhecia então.

Aliás, eu só mexi na máquina porque era sábado, eu estava de plantão e não havia ninguém para me impedir. Se algo desse errado, eu estava perdido. Ninguém encostava na máquina, que era o servidor, proxy, gateway e medidor de gastos de usuários ao mesmo tempo, sentandoe na ponta de uma conexão de 64 kbps que atendia mais de mil usuários distintos ao longo de um dia.

Embora tenha sido este o meu primeiro contato, eu só me interessei realmente pelo Linux com uma alternativa ao Windows já em 1999, quando já estava há alguns anos no mercado de trabalho e começara a ler sobre a grande batalha ideológica entre o software livre e o “império proprietário” encabeçado pela Microsoft. Mas, como eu não possui ainda o meu próprio computador, não tinha como experimentar.

Em 2001, consegui meu primeiro computador em casa. Uma das primeiras providências foi conseguir uma distribuição Linux para rodar em paralelo com Windows, que continuava meu sistema operacional primário. Eu já conhecia uma série de distribuições comerciais, mas foi por acaso que comecei a usar o Mandrake 8.0, cujo CD de instalação em obtive em uma revista sobre o Linux. Uma das vantagens do Mandrake, que me estimulou a usá-lo, foi o fato de que os pacotes para o mesmo eram bem atualizados comparados com muitas das outras distribuições. Eu usei o Mandrake até a versão 9.2 (escrevi sobre essa versão e sua anterior aqui em anos anteriores), mas não me estabeleci propriamente no Linux. De tempos em tempos, instalava uma outra distribuição e nunca ficava completamente satisfeito.

Meus dois grandes problemas com o Mandrake naquela época–e com qualquer outra distribuição, na verdade–era a falta de drivers para alguns dos equipamentos que eu usava (o modem era um problema constante) e as complicações de um mundo baseado em pacotes RPM.

Por causa disso, continuei a pular de distribuição em distribuição. Red Hat era uma versão pior do Mandrake. O Debian era (eu achava na época) complicado demais para o desktop. O Slackware era feio. O Suse era enorme e estranho.

A situação mudou quando eu conheci o Ubuntu. Era o melhor de dois mundos: uma distribuição com tudo atualizado, versões lançadas regularmente e administração perfeita de pacotes. Gostei muito no meu contato inicial e muito melhor do que com sua distribução pai, o Debian. O Ubuntu rapidamente se tornou meu Linux de escolha e hoje eu passo a maior parte do meu tempo no mesmo. Meu trabalho profissional é ainda muito voltado ao Windows, usando o .NET, mas o Ubuntu me serve até mesmo nesse ponto. Quando estou viajando, o Ubuntu é que vai, rodando o Windows sob o VMWare se necessário.

A única exceção é o meu servidor onde, por disponibilidade do datacenter, rodo o Debian. A intenção é mudar futuramente para o Ubuntu também.

Minha experiência geral com o Linux é que ele realmente é uma alternativa muito melhor do que o Windows. Não posso dizer em relação ao Macintosh porque nunca usei este último por mais do que um par de ocasiões medidas em horas. Mas não preciso me esticar muito sobre estabilidade ou disponibilidade de aplicativos porque o ponto já foi elaborado aqui e em outros locais milhares de vezes. Só acrescento que, na minha opinião, o Ubuntu está provando ser o Linux por excelência, polido e refinado para todo tipo de usuário.

O Linux passou meu teste de fogo: no dia em que minha mãe exigiu que meu irmão instalasse uma distribuição decente, eu vi que a era do desktop Linux havia realmente chegado. Como o Sérgio disse na entrada dele, se você não experimentou não existe hora melhor do que agora. Você não vai querer perder para minha mãe, vai?

De séries de livros para séries de TV

January 18th, 2007 § 0 comments § permalink

Interessante. Parece que uma nova mania pode estar começando em Hollyword que, se realmente pegar, vai se transformar no delírio dos fãs de séries de livros de fantasia.

Há algum tempo atrás, houve o anúncio que Sam Raimi–o diretor dos extremamente bem sucedidos filmes do Homem-Aranha–comprara os direitos de produzir os livros da série The Sword of Truth, com previsão de começar as filmagens após Homem-Aranha 3. A série, que possui dez livros até o momento, com previsão de terminar no próximo, é também um enorme sucesso. E com 4-8 horas por livro, o normal para mini-séries de TV, provavelmente seria possível criar uma adaptação decente da estória.

Agora, parece que o trabalho de George R. R. Martin, a enorme e igualmente inacabada série A Song of Ice and Fire vai seguir o mesmo caminho, dessa vez no formato de uma série completa de TV, com cada temporada adaptando um livro. Com mais de mil páginas por livro, realmente seriam necessárias 20-24 horas de programação para uma adaptação que fosse minimamente fiel aos livros.

Eu só tenho certeza de uma coisa: os fãs do Robert Jordan estão morrendo de inveja no momento. :-)

Bloglines vs. Google Reader

January 17th, 2007 § 23 comments § permalink

Estou ficando meio decepcionado com o Bloglines pela confusão que ele anda fazendo atualmente em identificar entradas novas em um blog, principalmente quando eu peço para o programa manter entradas como novas.

Eu andei experimentando com o Google Reader, mas achei um pouco lento a princípio. Alguém usa ou uso o segundo o suficiente para dizer se ele tem o mesmo problema do Bloglines? Ou talvez eu devesse usar o Venus.

Opções, opções…

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