Somewhere Over the Rainbow & What a Wonderful World

February 28th, 2007 § 3 comments § permalink

O Alexandre Inagaki relembra no seu blog o medley das músicas Somewhere Over the Rainbow & What a Wonderful World, composto e cantado por Israel Kamakawiwo’ole:

A primeira vez em que ouvi este medley de “Somewhere Over the Rainbow”, tema imortalizado por Judy Garland no filme O Mágico de Oz, com “What a Wonderful World”, sucesso de Louis Armstrong, foi em uma comédia simpática que Adam Sandler protagonizou ao lado de Drew Barrymore: Como Se Fosse a Primeira Vez. Logo após retornar do cinema, vasculhei a Internet em busca de informações: de quem era a voz daquela música que não conseguia mais tirar da minha cabeça?

Como ele fala no final da entrada, essa é uma daquelas músicas que, uma vez ouvidas, não saem mais da sua cabeça. A primeira vez que eu a ouvi, também um dos momentos mencionados pelo Inagaki, foi no episódio On The Beach de E.R. onde acontece a morte do Dr. Mark Greene, um um dos personagens mais antigos da série. Confesso que chorei de soluçar nesse episódio, em parte pelo fato de que tinha visto as primeiras oito temporadas em uma maratona e estava saturado com toda a estória.

Se você não conhece, dê uma conferida no vídeo do YouTube apontado pelo Inagaki: é um tributo a um artista que morreu cedo, mas cuja música vai continuar a afetar pessoas por muitos anos ainda.

Repouso merecido

February 27th, 2007 § 4 comments § permalink

Uma das poucas vantagens da vida de empresário é ter uma certa liberdade para fazer o seu próprio horário. Hoje, depois de mais uma viagem que me rendeu dezenas de horas sem dormir, decidi que amanhã tenho que dar uma parada ou corro o risco de desaparecer no éter, sofrer combustão espontânea ou qualquer coisa similar.

Aliás, para certamente deixar alguns com inveja, amanhã vou dedicar o dia à laboriosa tarefa de ver o máximo que conseguir da versão estendida da trilogia O Senhor dos Anéis. Doze horas de filme com quase três horas de novidades.

Jericho

February 26th, 2007 § 0 comments § permalink

Por indicação de um amigo, acabei assistindo também o primeiro episódio de Jericho e gostei bastante, embora eu deva também confessar que estórias pós-apocalípticas sempre foram muito do meu agrado.

Com exceção de alguns discursos excessivamente cunhados para um público americano–algo inevitável, na verdade–o primeiro episódio consegue desenvolver a premissa muito bem no tempo curto do formato. O contraste entre a pacata existência de uma cidadezinha de interior e a incerteza do que está acontecendo no mundo “lá fora” é muito bem retratada e, como não poderia deixar de ser, dada a premissa, o fantasma da aniquilação nuclear, aparentemente tornado real, é comunicado de maneira direta e eficiente com as imagens sombrias dos cogumelos das explosões.

Eu gostei particulamente das cenas onde os personagens descobrem que o desastre pode ter se estendido a outras cidades. A angústia da situação fica clara e, se a questão de ataques a solo americano em oposição a uma catástrofe global é enfocada, essa é uma mera conseqüência do panorama político atual. Só espero que, lá pelas tantas, tudo não se revele uma conspiração nuclear ou um experimento científico ou coisa similar. Eu prefiro o mais simples cenário Exterminador do Futuro.

Resumindo, parece ser uma boa série a ser acompanhada, embora eu não tenha absolutamente o menor tempo disponível para isso.

Heroes

February 25th, 2007 § 2 comments § permalink

Não resisti ao hype e assisti hoje o episódio piloto de Heroes. Confesso que não fiquei muito impressionado.

É muito cedo, é claro, para dizer se gosto ou não da série como um todo, mas estou ficando meio cansado de séries cheias de conspirações (governamentais ou não) sempre que algo de fenomenal está acontecendo: alguém realmente acredita que se dezenas de pessoas começassem a desenvolver poderes além de normal, o governo ou uma organização sombria conseguiriam conter ou mesmo esconder isso? Está na hora de mudar o tema batido.

O primeiro episódio, inclusive, se parece muito com o que o piloto de uma série explicando a origem dos X-Men seria. E acho que foi isso que me desapontou. Nem mesmo o “temos que impedir isso”, com o aviso ameaçador de uma hecatombe nuclear chegou a despertar meu interesse. Mais uma vez, batido.

Apesar de sempre ter gostado de qualquer mitologia relacionada a super-heróis, estou pagando para ver se Heroes realmente vai acrescentar algo de novo no gênero. Vou assistir os próximos episódios, mas tenho a ligeira impressão que não vou passar dos primeiros.

(A falta de) sobrecarga de operadores em Ruby

February 24th, 2007 § 13 comments § permalink

Eu aprendi a gostar de Ruby, apesar dos sublinhados, mas há algumas coisas na linguagem que realmente são deploráveis. Uma delas é a sobrecarga de operadores: você pode sobrecarregar “qualquer” operador, exceto =, .., ..., !, not, ||, &&, and, or, ::. Agora, eu me pergunto, qual a utilidade de sobrecarregar operadores se você não pode fazer isso para vários dos mais importantes? Melhor nem ter implementado a idéia.

Ah, minha juventude

February 23rd, 2007 § 3 comments § permalink

Estou ficando velho para isso. Viagem de negócios cheia de imprevistos–embora o propósito da mesma tenha sido concluído com sucesso–e eu acabo ficando quase 40 horas sem dormir. Estou tonto como se tivesse tomado um desses remédios pancadaria que eles dão em hospitais quando você está sentindo muito dor (e antes que alguém pense que eu estou dando uma de House, eles dão isso quando você passa por alguma operação).

Carnaval, trabalho semana inteira (os sete dias mesmo), viagem. Realmente estou ficando velho. Bem, antes que essa entrada também pare de fazer sentido, se é que está fazendo, volto amanhã. 😛

Rails na selva

February 22nd, 2007 § 4 comments § permalink

De todos meus projetos Rails, esse é definitivamente o mais inusitado: estou a 300 quilômetros ao sul de Palmas, no Tocantins, literalmente no meio do mato (a cidade mais próxima fica a 25 quilômetros de distância), baixando a versão 1.8.5 do Ruby via satélite para atualizar uma máquina de produção. Antes que alguém pergunte porque eu não trouxe o instalador, viagem às pressas dá nisso.

A máquina em questão roda uma sistema customizado desenvolvido completamente em Rails para análise e monitoramento da segurança de determinadas instalações sobre as quais, por razões puramente comerciais, não posso comentar muito no momento.

É uma aplicação bem dinâmica cuja função prioritária é acumular dados e gerar relatórios bem específicos sobre os mesmos que depois serão analisados por técnicos. Relatórios que, aliás, deram um trabalham para funcionar. Ruby e Rails definitivamente precisam de uma solução mais robusta nesse sentido.

Para os leitores que desenvolvem em Rails também: qual foi sua aplicação mais inusitada usando o framework?

Depuração extrema

February 21st, 2007 § 4 comments § permalink

Qual desenvolvedor não precisou de corrigir um problema em produção e teve que passar por todo o processo de avisar os usuários, marcar um horário de downtime, tirar o programa do ar, enviar as mudanças, colocar o programa no ar novamente, rezar para dar tudo funcionar direitinho e repetir até dar certo?

Quando você usa uma linguagem de scripting, sem a necessidade do passo de compilação, a situação é um pouco melhor, mas não muito. No caso de compilação, a não ser que o servidor tenha sido montado com boas características de depuração (o que geralmente não é o caso), o ciclo é lento e doloroso.

Imagine então a possibilidade de fazer uma conexão para dentro de seu programa (que está rodando em outro servidor ao qual você não tem acesso direto) e não só poder depurar passo a passo o que está acontecendo enquanto o programa continua funcionando e os usuários continuam acessando o mesmo, como também poder corrigir o erro e continuar depois com todo o estado inalterado–correções a quente mesmo–sem nenhum ciclo adicional?

Isso é exatamente o que o RFB para o Squeak faz. Ele transforma uma imagem qualquer em um servidor VNC permitindo acesso remoto mesmo a instâncias rodando headless (sem interface gráfica), com todas as facilidades existentes na imagem em questão. Depuração extrema sem esforço.

Isso só me faz pensar no quão pouco nós aceitamos, como desenvolvedores, em termos de linguagem.

Enxagüe e Repita

February 20th, 2007 § 2 comments § permalink

Ciclo de desenvolvimento em uma linguagem em uma linguagem estática, usada em um projeto legado, com um gerenciamento de sessão abaixo do normal:

  1. Edite o necessário
  2. Compile
    1. Espere cinco minutos até que o IDE decida realmente compilar a aplicação
    2. Se houver erros, volte ao passo 2.1
    3. Repita até não haver mais erros de compilação
  3. Feche o navegador
  4. Abra o navegador
  5. Navegue para a página inicial para que a sessão carregue
  6. Espere dois minutos
  7. Navegue para a página em questão
  8. Depure
    1. Se houver erros, tente recolher o máximo de informação
    2. Continue mesmo com erros, para tentar pegar erros adiante
    3. Se houver erros, saia do modo de depuração
    4. Espere três minutos pelo IDE
    5. Volte ao passo 1
  9. Enxagüe e repita

Por doze horas. Hoje.

Esse eu

February 19th, 2007 § 0 comments § permalink

Incompleto, inconsistente.
Imperfeito por desenho.
Esse eu rasgado e apagado,
Existente e consciente,
Tão presente e tão distante.

Where am I?

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