Quando você é de uma família em que ninguém perde a cor do cabelo, a esperança é que isso se aplique também ao volume do mesmo. Irracional, talvez, mas não destituído de sentido. Afinal de contas, se o tempo poupa o que é mais complicado, por que não poupar também o que é mais simples.
A esperança é vã, porém. Há um tempo em que as visitas ao barbeiro são tão normais quanto qualquer outra atividade regular. E há o momento em que, quanto o espelho paira sobre a sua cabeça, você percebe que os fios ali em cima não são tantos como você gostaria de acreditar. E você percebe que o frio que você sente quando o vento sopra sobre sua cabeça não se deve somente ao clima. Mas, o progresso é lento e você não se preocupa.
O dia chega, entretanto, em que você está parado na fila do supermercado e, sem querer, olha para a imagem que é gerada pela câmera atrás de você. E percebe que sua cabeça ganhou um halo. Você olha novamente, não convencido de sua santidade inerente, e percebe que aquilo não é uma indicador de seu estado eterno. Você olha novamente, tentando se convencer do contrário, mas a verdade está exposta na luz refletida pela câmera.
E você se dá conta do que já sabia a muito tempo, da inevitável leveza da calvície. E decide que, se a batalha está perdida, o melhor é aceitar a derrota com honra e que haverá um tempo em que a leveza será substituída pela inexistência. Há tempo para tudo, mesmo para isso.

tenho cabelos brancos desde os 17.
Hj, com 32, sou quase grisalho. Quase pq não consigo me definir como um grisalho de tão calvo que fiquei depois de raspar a cabeça 3 vezes por conta de vestibulares.
Mentira…
Dos dos lados da família a ascendência masculina é extremamente calva…
Mas relaxei… Afinal, é dos carecas que elas…
Eu já me decidi. Quando o buraco aparecer lá em cima, o resto vai junto. Não vou ficar naquela de tampar sol com a peneira.
hahahahaha muito bom!
Tô contigo Ronaldo. O meu processo já anda bastante adiantado e não pretendo ficar com cabelos do tipo “ondulado”(ondulado e outro do outro, sem nada em cima!) … HEuhauea!
Quando a cratera começar a aparecer abruptamente vou zerar geral, sem pensar duas vezes!
Faz igual eu. Deixa o cabelo comprido atrás e depois penteia para frente. Fica até com franja.
Fabio, você ri porque não é com você, miserável.
—
André, cruz-credo! Essa visão do ondulado me enche de terror.
Já imaginou, ficar parecido com aqueles caras de meia idade tentando pegar menininha em boate. Deus me livre e guarde.
O lance é raspar tudo mesmo.
—
TaQ, e correr o risco do lance todo soltar e aparecer o buraco? Thanks, but no thanks.
A minha estratégia é parecida com a do TaQ. O cabelo permanece comprido.
Como eu não tenho “halo” e sim entradas, eu resolvi deixar ele completamente desalinhado e ficar branco com o tempo.
O objetivo é chegar aos 60 como um sósia do Doc. Brown.
Aí é fácil, né? Eu, além do “halo”, comecei a desenvolver entradas também, ou seja, vou ficar é com um caminho entre a parte da frente e a parte de trás do cocoruto. Pior do que isso seria ficar todo esburacado, como um conhecido ficou.
Eu, infelizmente, tenho uma ascendencia que me prejudica nesse ponto. Por parte de pai, tenho vários parentes com cabelo com pouco volume(bem ralo) e por parte de mãe a careca é marca registrada.
Ainda estou com 26, e não estou com buracos, mas o cocoruto já está dando sinais de que logo será um terreno vago.
Mas a minha estratégia é igual a sua… eu tenho o hábito de passar a máquina sempre(número 2) mas se a coisa piorar eu acho q arrisco até zerar…. não sei… vai depender do quão crítico vai ficar.
Por definição, qualquer falha lá em cima é crítica. Dependendo do formato e local, então…
Cara, eu to careca e meu pai tem mais cabelo que eu
Eu raspo total, máquina zero, não sei o que é barbeiro há tempos.
Abraço
Eu estou pensando em máquina menos um. Não quero nem um traço da antiga glória.