Asteróides assassinos e os confins da galáxia

March 18th, 2007 § 1 comment

Uma matéria dessa semana na Isto É fala sobre a possibilidade de cometas e asteróides impactarem a Terra, causando os conhecidos cenários de destruição em massa. A matéria é até interessante, com alguns comentários rápidos sobre os efeitos de um impacto assim, as probabilidades recentemente calculadas desses eventos e até os planos da NASA para resolver a questão. Fiquei espantado com a citação do plano de Edward Lu (PDF, 144KB), físico da NASA, que é brilhantemente simples: usar a ação gravitacional de uma nave de 20 toneladas para desviar um asteróide de 200 metros de diâmetros sem qualquer contato com o mesmo. Muito melhor do que mandar um bando de gente incompetente em uma nave cheia de ogivas nucleares que sempre tem que se sacrificar para salvar o mundo.

Como é usual nesses casos, porém a matéria peca muito ao confundir certos conceitos mais básicos. O artigo usa cometa e asteróide várias vezes como se fossem exatamente a mesma coisa. Lá pelas tantas, fala sobre como os telescópios atuais não conseguem enxergar os cometas nos confins do universo. Caramba, acho que a até o Hubble teria alguma dificuldade em fazer isso. :-) Quase no final, repete o mesmo erro ao falar que um telescópio novo poderia enxergar as regiões limítrofes da nossa galáxia onde ficam os últimos planetas. Eu não tinha idéia de que o nosso sistema solar era tão enorme. 😛

Apesar disso, é sempre bom ver alguma divulgação científica que mostra soluções não-fantasiosas para problemas possíveis.

§ One Response to Asteróides assassinos e os confins da galáxia

  • Anderson Macieira Pi says:

    A possibilidade da colisão nõ pode ser descartada, o asteróide Apophis é uma ameaça real, em 1934 ele passará muito perto e segundo especialista a possibilidade dele impactar com a terra é de 1/34. Em 2029 ela passará muito perto, mas uma alteração mínima e ele vira direto para terra, esse asteróide é do tamanho de dois campos de futebol.

    Quanto ao texto supra citado a ópção em usar uma nave utilizando o campo gravfitacional para repelir ele da rota é plausível, e uma opção que n~]ao envolve perdas.

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