Eu leio Paulo Coelho

March 23rd, 2007 § 10 comments

Quando se fala em ler, poucas pessoas admitem seus gostos estranhos e, para outros, muitas vezes duvidos. Eu quero dizer, o Paulo Coelho vende milhões de livros todo ano mas não conheço nenhum leitor seu. Paulo Coelho? De jeito nenhum! Só lixo. O cara devia ter continuada a fumar maconha e fazer letra de música.

Eu não tenho vergonha nenhuma em admitir que já li vários livros do Paulo Coelho. Os primeiros livros dele, com algumas exceções, contavam boas estórias. O Alquimista é um bom entretenimento. Se você acredito ou não no que ele escreve, isso é problema seu. Eu leio pelo bom ficcionista que ele é. Ele sabe muito bem o que escreve, no sentido de que escreve propositadamente daquele jeito porque sabe que vai entreter e dar dinheiro, e é isso que eu espero dele.

Eu adoro os pockets de Star Trek. São uns livrinhos bem descompromissados, com uma estória simples dentro de um universo que eu gosto, e que servem como excelente entretenimento para um momento de leitura relaxada. Há momentos em que eu quero ler para descansar a mente e nada melhor que livrinhos como esse. Nenhum surpreende, ensina qualquer grande lição ou muda seu modo de pensar sobre algo. Mas são bem divertidos.

Eu já vi gente escondendo capa de livro em ônibus e outros locais por terem vergonha de admitir que lêem o que para outros seria considerado literatura trash. Nada mais bobo. Leia o que quiser e não tenha vergonha disso. Pode não acrescentar nada à sua vida, mas se divertiu, cumpriu o propósito.

Então, eu leio Paulo Coelho. E você?

§ 10 Responses to Eu leio Paulo Coelho"

  • C.E. Lopes says:

    Paulo Coelho eu li o alquimista – isso porque a namorada da época insistiu muito. Achei a estória fraca e a narrativa interessante; ou seja: ele escreve bem mas o que ele escreve não me cativa.

    Os pockets do Star Trek tenho vários. Gosto do universo, gosto da “ciência” inventada, gosto dos personagens – principalmente os da nova geração.

    Sou viciado em histórias de terror. Adoro Stephen King e não tenho a menor vergonha de admitir. Tem livros dele que são brilhantes com esstórias bem amarradas e curvas no último momento – eu chamo os livros dele de montanhas russa da literatura.

    Leio de tudo. H.G. Wells (no original britânico, com aquele inglês de época duro de engolir), Jules Verne, Michael Crichton, Luiz Fernando Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro, Machado de Assis…

    O único livro que eu li forçando a barra foi um livro angolano: Jaime Bunda! O livro é até interessante por te dar uma perspectiva de diferenças na língua e gírias, e a história é até engraçadinha… Mas não passa mesmo de uma cópia, adaptada a realidade Africana, dos velhos romances de detetive americanos.

    Hmmm… Romances de detetive americanos… :-)

  • TaQ says:

    Nada contra, mas não leio. Acho o cara um xarope de mão cheia.

  • Walter Cruz says:

    Sabe do que eu gosto de ler? Livros sobre liderança. :)

  • Sergio Lima says:

    Eu não tenho conseguido ler o que preciso e gosto… que dirá o Paulo Coelho, que é literatura escapista :-)

  • Pois bem amigo…. li e muito Paulo Coelho, sou fã e todos que conheço leem ou ja leram seus livros e não temos vergonha nenhuma de admitir isto, pois as histórias são ricas em detalhes e cativantes…

    Abraços

  • leocadio says:

    olá, paz e bem!

    lí “Diário de um mago”, “O alquimista”, “Brida” e “O dom supremo”; este último uma releitura de Henry Drummond.

    acho que essa trilogia foi o suficiente para mim… o que veio depois aparentou um devocionismo caricato! Parei por aqui!

    não posso deixar de citar que o o próprio Paulo já relatou em entrevistas que aprendeu a escrever com o Raul Seixas. No alquimista e no diário, o Raulzito deu alguns toques…

    viva o maluco beleza!

    []s

    leo
    guarujá, sp-br

  • […] Um nasceu PC, mas o vêem JC. A bola do mago dos 75 milhões [de livros vendidos] já encheu, e o muito que [parece que] sabe não condiz com o pouco que fala. Prefere a fantasia e os jogos narrativos, sempre indiretos. Muito mistério de alguém que, como seu parceiro musical, nasceu à dez mil anos atrás… […]

  • Ronaldo says:

    Lopes, tudo bom?

    Eu não li todos os livros do Paulo Coelho e alguns–Diário de um Mago, por exemplo–achei um porre. Mas aqueles em que ele resolveu contar uma estória legal (mesmo com pretensões internas de “dizer uma verdade”), eu gostei. Acho que ele escreveu ficção muito bem. O Alquimista tem uma certa repetição, mas é uma estoriazinha bem legal e bem conta. Mas é realmente minha opinião. Agora, realmente, eu não leio Paulo Coelho como auto-ajuda. Deus me livre. :-)

    Sobre Star Trek, concordo. Acho a technobabble divertidíssima (polarizar, então, nem se fala) e gosto de ver a evolução dos personagens, as estórias por trás das cenas, por assim dizer.

    Terror eu não sou muito chegado. Do Stephen King, eu gosto mais do suspense. Gostei muito de Misery e detestei Pet Sematary (sic). Estou lendo Cell, mas não está me empolgando muito.

    Faz tempo que eu não leio uma estória detetivesca. Hmmm. Hercule Poirot e Nero Wolfe são personagens favoritos. :-)

    Do resto, sou igual a você. Leio o que vier pela frente. Mesmo que não goste dos outros livros de um autor, sempre estou disposto a dar mais uma chance.

    TaQ, sem problemas… Não grilo por alguém não ler por achar que o cara escreve mal ou por não gostar da personalidade do cara. Agora, tem muita gente que não lê porque o povão lê. Aí é dose. :-)

    Walter, eu até devia ler mais livros sobre o assunto, considerando que estou à frente de uma empresa. Mas acho difícil arrumar paciência. Falha minha mesmo.

    Sérgio, alguém poderia argumentar que toda ficção é escapista até um certo ponto e, nem por isso, desnecessária. Mas eu não leio Paulo Coelho pela assim-chamada “auto-ajuda”, eu leio porque acho que ele conta boas estórias. O meu ponto era mais esse, que há tipos de livros que você lÊ pela mera diversão, para acompanhar um personagem divertido ou pela curiosidade de saber como a estória termina, sem pretensões intelectuais ou qualquer coisa similar. Para esse tipo de atividade e em ficção, eu tenho Frank Herbert, Ray Bradbury, Stephen R. Donaldson, Iain M. Banks e outros. :-)

    Aguinelo, parabéns. Finalmente alguém que não tem vergonha. :-)

    Leocádio, não sabia que o Raul Seixas tinha ajudado n’O Alquimista. Ele estava vivo ainda? Deve ser por isso que eu achei tão legal. :-)

    Eu gostei muito d’O Alquimista e de Brida. Dom Supremo não li. Detestei O Diário de um Mago (talvez pela repetição do “isso é verdade”) e do recente Onze Minutos, no qual vi esse devocionismo que você aponta. Tenho intenção de ler O Zahir e ver se mudou alguma coisa.

  • Concordo com o TaQ, tem gente que nem sabe o que fala, pois nunca leu achando ser de um nivel popular só pq a grande massa tem acesso, no exterior Paulo Coelho é extremamente respeitado, é mania de brasileiro desmeresser o que é fruto da nossa terra….

  • Paulo Coelho? Oh, o horror, o horror! E Heinlein?…

    Pelo visto, citar o Paulo Coelho em um texto é o mesmo que invocar a lei de Goldwin em um certo sentido: a discussão acaba imediatamente; ou vocês estão de sacanagem comigo. Das duas, uma.

    Quando eu disse que leio Paulo Coelho, eu disse que o le…

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