Ubuntu e Debian, dois anos depois

April 16th, 2007 § 5 comments

Em junho de 2005, eu escrevi um texto comentando sobre as razões que me levaram ao Ubuntu como minha distribuição primário. Nesse meio tempo, já passei por quatro versões do Ubuntu, e não me arrependi um momento de minha decisão. O Ubuntu conseguiu efetuar uma façanha que nenhuma distribuição repetiu até o momento: aliar estabilidade, facilidade de uso, e aplicativos constantemente atualizados. Qualquer outra distribuição no mercado consegue fazer no máximo duas das coisas acima.

O meu texto comparava o Ubuntu ao Debian, comentando sobre alguns problemas neste último que eu achava que o primeiro corrigia, terminando com a esperança que o Debian, uma distribuição referência, que deu origem a tantas outras, não acabasse se tornando ultrapassada e envolvida em tantos conflitos internos.

Na época, o texto gerou alguns comentários bem fortes de alguns usuários do Debian, que não concordavam de forma alguma que a distribuição estava com problemas ou que o Ubuntu poderia de alguma forma melhorar o Debian.

O tempo passou, e realmente o Debian enfrentou vários problemas, mas parece estar se recuperando. Embora a distribuição ainda se atrapalhe com assuntos tão simples quanto a inclusão de ajuda por causa de licenças, algo que obviamente prejudica os usuários sem ganhos para a distribuição, o pragmatismo parece estar ganhando um pouco mais de espaço no desenvolvimento. Sendo assim, dois anos depois, eu ainda mantenho o que disse no texto original.

Com o recente anúncio do Ubuntu sobre o seu oferecimento de uma versão ultra-conservadora em termos de licenças abertas, o Debian pode enfrentar um novo desafio, com mais uma migração por parte de usuários que desejam liberdade, mas não querem ficar presos a um ciclo de distribuição mais lento. Essa divisão do Ubuntu mostra a combinação de ideologia e pragmatismo que ajuda as várias classes de usuários, e ainda levam em conta as transformações de mercado necessárias que estão acontecendo ao redor do Linux.

Com o Debian se recuperando e o Ubuntu continuando a crescer, o Linux continua em seu caminho para se tornar cada vez mais uma opção válida para todo tipo de usuários.

§ 5 Responses to Ubuntu e Debian, dois anos depois"

  • Roberto says:

    Falando diretamente do (meu)Ubuntu 7.04. :)
    Uso-o desde a versão 5.04, dividindo espação com o WinXP(original) que de vez em quando uso para assuntos sérios (leia jogos).
    Antes do Ubuntu tentei usar o Debian, mas por problemas na configuração, ‘mudei’ para o Ubuntu e estou desde então.

  • Neto Cury says:

    Comecei com o Kurumin, experimentei o Ubuntu, bati um pouco de cabeça e voltei para o Kurumin, mas enfim voltei de vez para o Ubuntu e se continuar do jeito que está, nunca mais largarei, o sistema é fantástico!
    Você quis dizer uma versão super-conservadora né?! e não CONVERSADORA…
    :P
    abração

  • Ronaldo says:

    Rodrigo, o Debian sempre foi o melhor no servidor por causa da estabilidade, mas ficava uma luta entre unstable, testing e backports que desanimava. Sem contar esse problema de configuração. Meu próximo servidor deve ser Ubuntu também.

    Neto, corrigido o “conversadora”. :-)

    O Ubuntu 7.04 está provando mais uma vez que o pessoal responsável por ele não brinca em serviço. Se continuar assim, vai destronar todas outras. Agora deixa eu correr do TaQ. :-P

  • Luiz Rocha says:

    Acho que o TaQ e slackwarerês em geral sabem que o Slack não vai competir diretamente com o Ubuntu e, sinceramente, não acredito que isso seja ruim ou incomode.

    O Ubuntu é uma distro “no hassle”. Vc não briga com ela para fazer nada. A Canonical está investindo bem pesado nisso.

    Já o Slack, Gentoo, Arch, LFS, são para problemáticos que curtem a idéia de ter que interagir mais a fundo com o seu sistema operacional. Ótimo que estejamos tão bem servidos, não?

    Eu acredito que esse seja o grande diferencial do Linux para qualquer outro SO que tenha por aí, a quantidade de nichos que ele atende.

  • Ronaldo says:

    Eu também não me incomodo. O aparte foi mais tongue-in-cheek para tirar uma do TaQ.

    O valor dessas distribuições é sempre grande. O mercado Linux talvez não existisse sem Red Hat. O Ubuntu não existiria sem o Debian para criar todo um processo de desenvolvimento por trás, brigar por causa de liberdade. E por aí vai. O bom do Ubuntu é o que você disse, resolveu o problema de uma distribuição “no hassle”.

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