Em junho de 2005, eu escrevi um texto comentando sobre as razões que me levaram ao Ubuntu como minha distribuição primário. Nesse meio tempo, já passei por quatro versões do Ubuntu, e não me arrependi um momento de minha decisão. O Ubuntu conseguiu efetuar uma façanha que nenhuma distribuição repetiu até o momento: aliar estabilidade, facilidade de uso, e aplicativos constantemente atualizados. Qualquer outra distribuição no mercado consegue fazer no máximo duas das coisas acima.
O meu texto comparava o Ubuntu ao Debian, comentando sobre alguns problemas neste último que eu achava que o primeiro corrigia, terminando com a esperança que o Debian, uma distribuição referência, que deu origem a tantas outras, não acabasse se tornando ultrapassada e envolvida em tantos conflitos internos.
Na época, o texto gerou alguns comentários bem fortes de alguns usuários do Debian, que não concordavam de forma alguma que a distribuição estava com problemas ou que o Ubuntu poderia de alguma forma melhorar o Debian.
O tempo passou, e realmente o Debian enfrentou vários problemas, mas parece estar se recuperando. Embora a distribuição ainda se atrapalhe com assuntos tão simples quanto a inclusão de ajuda por causa de licenças, algo que obviamente prejudica os usuários sem ganhos para a distribuição, o pragmatismo parece estar ganhando um pouco mais de espaço no desenvolvimento. Sendo assim, dois anos depois, eu ainda mantenho o que disse no texto original.
Com o recente anúncio do Ubuntu sobre o seu oferecimento de uma versão ultra-conservadora em termos de licenças abertas, o Debian pode enfrentar um novo desafio, com mais uma migração por parte de usuários que desejam liberdade, mas não querem ficar presos a um ciclo de distribuição mais lento. Essa divisão do Ubuntu mostra a combinação de ideologia e pragmatismo que ajuda as várias classes de usuários, e ainda levam em conta as transformações de mercado necessárias que estão acontecendo ao redor do Linux.
Com o Debian se recuperando e o Ubuntu continuando a crescer, o Linux continua em seu caminho para se tornar cada vez mais uma opção válida para todo tipo de usuários.
Falando diretamente do (meu)Ubuntu 7.04.
Uso-o desde a versão 5.04, dividindo espação com o WinXP(original) que de vez em quando uso para assuntos sérios (leia jogos).
Antes do Ubuntu tentei usar o Debian, mas por problemas na configuração, ‘mudei’ para o Ubuntu e estou desde então.
Comecei com o Kurumin, experimentei o Ubuntu, bati um pouco de cabeça e voltei para o Kurumin, mas enfim voltei de vez para o Ubuntu e se continuar do jeito que está, nunca mais largarei, o sistema é fantástico!

Você quis dizer uma versão super-conservadora né?! e não CONVERSADORA…
abração
Rodrigo, o Debian sempre foi o melhor no servidor por causa da estabilidade, mas ficava uma luta entre unstable, testing e backports que desanimava. Sem contar esse problema de configuração. Meu próximo servidor deve ser Ubuntu também.
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Neto, corrigido o “conversadora”.
O Ubuntu 7.04 está provando mais uma vez que o pessoal responsável por ele não brinca em serviço. Se continuar assim, vai destronar todas outras. Agora deixa eu correr do TaQ.
Acho que o TaQ e slackwarerês em geral sabem que o Slack não vai competir diretamente com o Ubuntu e, sinceramente, não acredito que isso seja ruim ou incomode.
O Ubuntu é uma distro “no hassle”. Vc não briga com ela para fazer nada. A Canonical está investindo bem pesado nisso.
Já o Slack, Gentoo, Arch, LFS, são para problemáticos que curtem a idéia de ter que interagir mais a fundo com o seu sistema operacional. Ótimo que estejamos tão bem servidos, não?
Eu acredito que esse seja o grande diferencial do Linux para qualquer outro SO que tenha por aí, a quantidade de nichos que ele atende.
Eu também não me incomodo. O aparte foi mais tongue-in-cheek para tirar uma do TaQ.
O valor dessas distribuições é sempre grande. O mercado Linux talvez não existisse sem Red Hat. O Ubuntu não existiria sem o Debian para criar todo um processo de desenvolvimento por trás, brigar por causa de liberdade. E por aí vai. O bom do Ubuntu é o que você disse, resolveu o problema de uma distribuição “no hassle”.