Contrabando e magia

April 26th, 2007 § 9 comments

Eu mestro RPG uma vez por semana. Eu sempre gostei mais de mestrar do que de simplesmente jogar. Primeiro, porque sempre tive uma atração por elaborar uma estória, procurar surpreender os jogadores, arrumar situações complicadas–enfim, fazer o mesmo trabalho que um escritor. Segundo, porque gosto de mudar de personagens, passar de um papel para o outro sem ter que me preocupar com uma representação fixa.

Atualmente, estamos jogando uma campanha nova, envolvendo o contrabando de objetos mágicos em uma ambiente que não difere muito do milieu fantástico estabelecido por Tolkien e seus herdeiros literários. A diferença maior é que existe um comércio muito bem estabelecido de artefatos, legal e ilegal, com uma polícia não muito simpática para quebrar o pau sobre os jogadores quando necessário, já que eles estão sempre um pouco do lado de lá da lei. Sendo assim, a estória é baseada nas relações de um grupo de contrabandistas cujo único motivo para ficarem juntos é o dinheiro, o que gera uma série de situações interessantes de intrigas, jogos duplos, traições e outras amenidades. Nesse aspecto, o ambiente lembra mais o que os mundos criados para jogos virtuais recentes, como Word of Warcraft.

O mais interessante do jogo atual é que, apesar de ser jogado pela regras do GURPS, estamos usando muito menos os dados do que imaginamos inicialmente. O jogo está muito mais intimista, baseado em conversas, como um bom jogo de RPG deveria ser. Provavelmente, isso é mais resultado da familiaridade que o grupo tem agora do que da estória em si, mas não deixa de ser algo interessante de ser observar. E as gargalhadas continuam, é claro, a rolar soltas.

Contrabando e magia, uma combinação interessante. :-)

§ 9 Responses to Contrabando e magia"

  • Diego Eis says:

    Po… e eu fico na vontade! 😉

  • Ta ai uma coisa que sempre tive vontade, jogar um RPG que não seja eletonico ou online, um dia ainda consigo.

  • […] Acabei de ler no Bloglines um post do Ronaldo Ferraz onde ele diz que é mestre em jogos de RPG. Eu mestro RPG uma vez por semana. Eu sempre gostei mais de mestrar do que de simplesmente jogar. Primeiro, porque sempre tive uma atração por elaborar uma estória, procurar surpreender os jogadores, arrumar situações complicadas–enfim, fazer o mesmo trabalho que um escritor. […] […]

  • TaQ says:

    Meu cunhado era viciado em RPG, mas eu pessoalmente não tenho saco não. :-)
    Acho que sou muito pauleira para esse tipo de coisa. 😀

  • Lu says:

    Fiquei até com vontade de voltar a jogar… curtia muito o Vampire, justamente porque prevalecia a conversa e a esperteza, não a sorte dos dados. E, claro, vampiros estão sempre distantes da lei. :)

  • Um dias desses comentei aqui no trabalho que estava afinzão de jogar RPG participando de uma campanha legal e com bons jogadores. Faz um bom tempo que não jogo RPG.

    A vontade começou a aparecer quando finalizei a leitura de “O Senhor dos Anéis” e comecei a ler uma trilogia extremamente brutal do R.A Salvatore chamada “O Vale do Vento Gélido”.

    Te recomendo vivamente essa trilogia, Ronaldo. Já que temos um gosto por ficção fantástica e afins eu acredito que você iria se amarrar nessa série. Talvez até você já a tenha lido.

    Tô gostando muito mesmo, é fantástico! E a trama é absurdamente diabólica!

    Fica aí a dica!

    Grande abraço!

  • Marcelo says:

    Eu também fiquei até com vontade de voltat a jogar…na verdade sempre fico de tempos em tempos, mas nunca consigo… mas continuo comprando suplementos de Call of Cthulhu de vez em quando, quem sabe um dia….

    Os livros do Salvatore são realmente muito bons, pena que o mercado de pockets no Brasil seja tão fechado…ainda bem que hoje em dia dá para comprar facilmente os importados, lembro-me de quando ainda jogava RPG (háuns 10 anos atrás) da dificuldade de achar pockets….

    Agora, se alguém estiver realmente a fim de ler o que é considerado por muitos (e eu tb considero) a melhor série de fantasia medievel, leaim a “Sword of Ice and Fire” do George R.R. Martin…fica aí a dica, vale à pena!

  • Ronaldo says:

    Diego, arrume uns parceiros e comece. Duas horinhas por semana já é uma diversão enorme. :-)

    Aguinelo, é fácil demais começar. Na Internet, inclusive, tem material abundante para download. Basta arrumar uns parceiros e mandar bala. Sempre tem gente interessada. :-)

    TaQ, viciado eu não chego a ser. Eu jogo toda semana se dá, mas não sou obsessivo. No último mês, jogamos uma vez somente. Mas é muito divertido. Especialmente agora que estamos com uma estória meio maluca, fica muito engraçado ver os jogadores arrumando as mais loucas confusões–e eu, é claro, sempre faço o pior possível para arruiná-los. 😉

    Lu, o próximo que planejamos jogar é justamente o Vampire. Todo mundo fala muito bem, mas nunca tive oportunidade. Como sou fascinado pelo assunto, acho que vou gostar muito. :-)

    André, sempre tem mais gente querendo jogar do que se imagina. O povo curte muito esse lance de representação. É uma bom escapismo.

    Valeu pela dica do Salvatore. O nome dele já surgiu muito em minhas pesquisas de novos livros para ler, mas nunca tinha pego nada dele. Ele é igual ao Stephen Donaldson, pelo visto: bem conhecido em certos círculos, mas não tão visível.

    Marcelo, pocket no Brasil é uma tristeza. Mas espero que mude agora que novas séries de fantasia estão chegando e o mercado de ficção está esquentando um pouco mais.

    “A Sword of Ice and Fire” é excelente, concordo. Não digo que a melhor–sou parcial em favor de The Chronicles of Thomas Covenant, the Unbeliever, do Stephen R. Donaldson–mas espero ansioso o próximo livro. Só espero que não demore cinco anos dessa vez.

    E não mencione o Inominável aqui. Pode dar azar. :-)

  • Cria um webgame! ;p

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

What's this?

You are currently reading Contrabando e magia at Superfície Reflexiva.

meta