Tão verdadeiro

April 12th, 2007 § 5 comments § permalink

Sabe, há dias em que isto é tão verdadeiro: Trapped in an Infinite Loop.

A Torre Negra

April 11th, 2007 § 7 comments § permalink

Mucho bono! A Editora Objetiva está finalmente lançando o volume final da série A Torre Negra aqui no Brasil. Essa é uma série que eu queria ler há muito tempo, mas que preferia ver completa aqui–já estou pendurado em séries demais. É claro, eu poderia ter comprado antes em inglês, mas além do custo de importação ser alto demais por causa do maldito frete, as traduções dos livros de Stephen King sempre foram muito boas.

A Torre Negra é considerado por muitos–e aparentemente pelo próprio Stephen King–a obra prima do autor, e contém referências e conexões a muitas das outras obras do mesmo. Eu sempre fui curioso porque gosto de King mais como uma escritor de SF&F do que de terror, e A Torre Negra sempre teve um pano de fundo no primeiro gênero.

Agora é só arrumar um jeito de não contar à esposa que vou comprar mais livros. E, é claro, um jeito de escondê-los quando chegarem. Ainda bem que ela não lê esse blog, não é? :-)

Código de Conduta para Blogueiros

April 9th, 2007 § 9 comments § permalink

O assunto de hoje na blogosfera foi sem dúvida o Código de Conduta para Blogueiros proposto por Tim O’Reilly. O código vem na esteira dos problemas que aconteceram com Kathy Sierra, do conhecido Creating Passionate Users, que parou de blogar depois de ter recebido ameaças pessoais tanto em seu blog quanto em blogs criados com o intuito de permitir uma expressão livre de opiniões controversas mas que, aparentemente, escaparam do controle de seus criadores.

A confusão continua rendendo até o momento, e Tim O’Reilly fez uma proposta bem intencionada de um código de conduta que seria assumido por blogueiros interessados como uma fora de coibir tais excessos (que em alguns casos realmente são ilegais) e, de uma maneira geral, favorecer um ambiente mais “civilizado” entre os blogs.

A proposta do código de conduta, desnecessário dizer, rendeu milhões (tudo bem, milhares) de comentários durante o dia, e, ironicamente, uniu a blogosfera de uma maneira que raramente se vê: praticamente ninguém concordou, e os poucos que concordaram, o fizeram com objeções. Uma análise bem interessante foi a de Tristan Louis, que dissecou o texto, apontando problemas e contradições.

O assunto de comportamento civilizado na Web, por assim dizer, é algo perene. Não começou com os blogs e seguramente não vai terminar com eles. A reação é interessante e, como não poderia deixar de ser, bem cunhada na cultura americana, que, para bem ou para mal, possui uma considerável influência no que os blogs em outros idiomas publicam. Antes que alguém me dê um tiro por causa dessa declaração, repito que isso não é algo bom ou ruim, apenas similar à produção americana de filmes: não é única, mas numericamente mais expressiva. Também, em termos concretos, o conceito de liberdade de expressão dificilmente tem uma representação jurídica como no sistema legal americano. Sendo assim, vai ser bem interessante ver como os outros ecossistemas reagem ao código.

Em termos gerais, eu acho que a proposta é realmente bem intencionada, mas como o velho ditado diz, o caminho para o inferno está pavimentado por boas intenções. O código reflete, mesmo que inconscientemente, uma indicação de igualdade na Web que, sinceramente, não existe. Um código não vai corrigir o problema enquanto a causa do mesmo não for corrigida. Junto com isso, há a outra questão de que as imagens mentais definidas pelo modo como a Web funciona não são tão tratáveis em termos de códigos comuns. O modo com a Web redefine os relacionamentos e composições sociais efetivamente impede que um código assim funciona mesmo com a máxima boa vontade dos envolvidos.

Com isso, é claro, eu não estou dizendo que comportamentos abusivos sejam tolerados. Nem que possuo alguma chave mágica para resolver a questão. Mas acho que o código representa uma espécie de choque futuro. A cena mudou, e as pessoas acreditam que as coisas podem ser resolvidas da maneira usual. Se isso fosse verdade, não teríamos spam.

O fato é que tecnologia define necessariamente um plano de resposta diferente. Esse plano de resposta jamais será coberto por um código que envolva a expressão “We ignore the trolls” como um conceito chave. Talvez a reposta negativa seja uma chave em si, uma possibilidade de refletir porque a resposta foi negativa–além do “limita a liberdade de expressão”–e realmente entender um pouco mais do que está na base das mudanças que vão redefinir os nossos relacionamentos.

Só um pouco de exagero

April 8th, 2007 § 7 comments § permalink

Depois de assistir 300, mesmo que já se conheça algo da história, é impossível não querer aprofundar um pouco mais e entender pelo menos algo das circunstâncias da batalha. Uma das coisas mais engraçadas que eu notei é a diferença entre as estatísticas de quantos inimigos havia.

O filme de 1962, The 300 Spartans, usou o número máximo reportado por Heródoto, 5 milhões de homens, para contrapor os meros trezentos do exército espartano. Mesmo considerando o total das forças de Xerxes, esse número hoje não é aceito. De fato, as estimativas modernas ficam em no máximo 500 mil homens na batalha específica mostrada por esses dois filmes, sendo possível 200 mil o número mais correto. História sendo história, o mais provável é que nenhuma das duas estimativas seja verdadeira.

Mas o que eu acho engraçado nessa estória toda é ouvir no cinema algumas pessoas comentando a diferença. Um rapaz que eu escutei na sessão disse todo sério, para seus ouvintes: “Antigamente se pensava que a batalha tinha envolvido dois milhões de soldados do lado dos persas; hoje o número aceito é cerca de meio milhão, bem mais realista”. Só um detalhe: havia 7 mil soldados gregos na batalha, comandados pelos espartanos. Considerando 500 mil como um número correto temporariamente, isso dá só 70 soldados persas para cada soldado grego. Aí eu penso: se fossem 200 mil faria alguma diferença? Como se Leônidas fosse acordar de manhã e pensar: são só 200 mil soldados, 30 para cada um dos nossos. Muito melhor que setenta, não?

Só um pouquinho de exagero mesmo.

Pay-per-view imprestável

April 7th, 2007 § 8 comments § permalink

Eu estou com o plano digital da NET, que tem alguns canais com filmes pay-per-view. Curioso para ver como funciona e aproveitando que está mais barato do que locadora no momento, resolvi dar uma experimentada.

Que decepção. Na primeira vez, o filme estava sem legenda. Consegui ressarcimento e tentei de novo. Da segunda, o sinal estava tão ruim que foi impossível assistir o filme. Consegui ressarcimento outra vez, mas não sei se vou tentar ver o filme de novo. Se da terceira vez der problema também, sou capaz de dar um tiro no decodificador e declarar que foi um evento sobrenatural. Se o software fosse pelo menos decente, detectaria o nível horrível do sinal e abriria outra oportunidade de ver ou coisa assim–aliás, algo que já é péssimo em si: só é possível ver a sessão comprada. Um modelo decente daria uma janela de exibição justamente para esses casos.

Bem, pay-per-view ainda está longe de ser algo viável na TV brasileira pelo visto. E a NET ainda está planejando por DVR. Quero até ver o lixo que vai ser.

E-TextEditor

April 6th, 2007 § 8 comments § permalink

O pessoal que tem inveja do TextMate no Windows parece que achou a sua solução: talvez não exatamente, mas bem próximo. E-TextEditor, ou simplesmente, E, é um editor muito bem feito para o Windows que não só emula grande parte da funcionalidade do TextMate, como integra-se com uma série de outras ferramentas. Baseado no Cygwin, parece ser bem extensível.

Para quem não tem coragem de usar o Emacs ou o Vi, acha que o RadRails é muito pesadão, o E parece ser uma opção interessante. Esse texto, inclusive, é só uma desculpa para satisfazer minha necessidade de experimentar qualquer programa interessante, blogando direto do editor.

Web Semântica à vista, ou não

April 5th, 2007 § 9 comments § permalink

Em um típico texto feito para ser citado em duzentos milhões de lugares, o Scoble diz que finalmente entendeu a Web semântica depois de ver uma misteriosa aplicação que está sendo desenvolvida pela Radar Networks, aplicação que ele não pode mostrar, é claro. Esse truque sempre funciona, não é? Eu aqui, fazendo um link para um texto que, com perdão do trocadilho, não tem conteúdo semântico nenhum.

Bem, a tal empresa diz que vai revolucionar a Web finalmente implementando a Web 3.0, que é o nome carinhosamente reservado para a Web semântica que, nas palavras do Scoble, será uma Web onde cada informação será decomposta em suas menores unidades fundamentais e classificadas em um gigantesco balde de bits no céu de onde elas tomarão todo o seu significado. Uma Web pulverizada, como um amigo meu poderia dizer. Desnecessário dizer, entretanto, metadata equals metacrap, como mencionaria um conhecido escritor de ficção científica, e, yadda, yadda, yadda, esse é um papo velho demais para colar. O fato é, tão certo como qualquer outra verdade científica, é que a Lei de Sturgeon continua válida.

Okay, chega de ad homines espallhados ao acaso. Sabe o que realmente me diz que a Radar Networks não entende nada de Web 3.0, ou mesmo 2.0? É só olhar a página de empregos deles: os caras estão procurando gente de Java. Alguém aqui acredita que a Web 3.0 vai ser feita em Java? Tenha dó. Nem dos sonhos mais molhados dos tecnocratas da Sun. Nem o Tim Bray acredita nisso. O cara está fazendo servlets em Ruby, pelo amor de Deus!

Este foi mais um texto trazido pelos imensos benefícios de drogas medicamentais aprovadas por doutores formados. A programação normal será retornada amanhã, com um pouquinho de sorte.

CSS Naked Day 2007

April 5th, 2007 § 13 comments § permalink

Tinha me esquecido, mas hoje é o CSS Naked Day. Participei ano passado e recebi alguns e-mails perguntando porque o site estava esquisito de repente. Esse ano, não tem muita graça porque o CSS é de um tema do WordPress e tem seus vários defeitinhos que eu poderia ter corrigido em uma versão minha. Mas, vale a intenção. :-)

High

April 4th, 2007 § 8 comments § permalink

Seja lá o que eles me deram foi muito bom. Estou entuchado de medicamentos até as olheiras. Pela primeira vezes em mais duas semanas, eu me sinto bem. Escrevo de novo quando não estiver tão high. 😉

Azar, um só é pouco

April 3rd, 2007 § 5 comments § permalink

Os leitores dedicados deve achar que o nível desse blog está indo para as cucuias. Onde estão os textos prometidos? Não se desesperem, caros leitores: para tudo há uma explicação.

Falando sério, já dizia o Neil Gaiman, replicando a sabedoria popular, que quando o azar chega, chega em três: no meu caso, vários grupos de três. Depois da BarCamp, a saúde resolveu desandar, e triplamente. Não vou mencionar os problemas, mas basta dizer que meus três males perenes resolveram aparecer juntos. O resultado é que os projetos se atrasam, e os drafts se acumulam aqui no blog.

Como se não bastasse isso, a empresa contratou um serviço de hospedagem novo para hospedar alguns dos clientes que demandam um processamento maior e o servidor foi (aparentemente, pelo menos) invadido na primeira noite de uso. Não tivemos culpa ou qualquer parte na história, mas isso nos custou um tempinho a mais que poderia ter sido dedicado a coisas mais proveitosas.

Para terminar, há abril com a declaração do imposto que estou protelando por causa do ano confuso. Trabalhar por conta própria dá nisso.

Como eu disse, azar vêm em três e às vezes em múltiplos de três. Lembrei-me da semana múrfica que experimentei mais ou menos na mesma época no ano passado. Será que a Terra passa por algum lugar estranho nessa época do ano em sua incansável viagem ao redor do Sol, algo como o Triângulo das Bermudas de sua órbita? :-)

Como eu disse no começo, para tudo há um explicação debaixo do céu. Os textos prometidos (Sérgio!) chegam logo.

Where am I?

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