Revoluções e evoluções

May 31st, 2007 § 8 comments § permalink

Quando todo mundo estava pensando que a curva tecnológica estava maneirando, a semana prova que mesmo desenvolvedores vão acabar padecendo de choque futuro muito em breve. Exageros à parte, a semana está sendo bem interessante em termos de anúncios de novas tecnologias, com direito até a encontros históricos.

O Microsoft Surface deve ter deixado até os competidores que estão desenvolvendo tecnologias similares em um estado meio frenético. Pela primeira vez em 10 anos eu me sinto empolgado com algo que a Microsoft lança. Não necessariamente pelo objeto em si, que somente estará disponível inicialmente para pessoas jurídicas e mesmo assim será muito caro, mas porque significa que o problema desse tipo de tecnologia está muito próximo de ser resolvido. Assim como a Xerox mudou a indústria com a GUI, há quase 30 anos já, a explosão desse tipo de tecnologia será uma nova revolução. Não duvido que em um ano já tenhamos cinco ou dez implementações similares no mercado.

Google Gears é uma implementação funcional de uma idéia que já estava sendo aplicada como tecnologia fechada em alguns projetos como o Zimbra. O que obviamente vai acontecer agora é uma explosão de aplicações com esse tipo de funcionalidade.

O que eu acho mais interessante nesses dois anúncios é que eles mostram que não há como prender uma tecnologia, por mais que as empresas tentem fazer isso. Mesmo que a Microsoft não disponibilize uma interface sobre o Surface, isso vai aparecer de uma forma ou de outro, mesmo que em outra plataforma competidora que se torne ainda mais aberta.

O fato é que tecnologias estão convergindo em um passo nunca visto e que continua a acelerar tanto quanto a expansão do Universo. Eu fico pensando em somatórias como Google Gears mais S3 e EC2 da Amazon mais outras tantas coisas interessantes que estão surgindo e fica a certeza de que, em um ponto muito próximo do futuro, o desktop desaparecerá.

Não é mais uma questão de se, mas uma questão de tempo.

Atualização: Como citado nos comentários abaixo, existem já tecnologias superiores ao Microsoft Surface. O que me empolgou mesmo é que o Microsoft Surface está disponível agora, o que vai forçar outros competidores a correrem atrás e lançarem seus produtos, beneficiando os usuários no processo.

Lady in the Water

May 30th, 2007 § 3 comments § permalink

Fairy tales are more than true: not because they tell us that dragons exist, but because they tell us that dragons can be beaten.

G. K. Chesterton

Surpreendentemente, gostei do último filme do Shyamalan, Lady in the Water. Era o único que eu ainda não tinha visto, e estava propositadamente enrolando porque, além do fato do filme ter fracassado comercial e criticamente, eu duvidava que Shyamalan fosse capaz de repetir alguma coisa da magia que ele conseguiu em seu primeiro filme.

Lady in the Water parece quase um retorno, uma maneira de Shyamalan voltar atrás e esquecer um pouco da necessidade de superar cada filme anterior. É um conto de fadas, e não um suspense. É auto-consciente, e não tenta tirar o olho do espectador do que está na tela em busca de surpresas cada vez maiores. E sendo assim, acho que funcionou muito bem. As pequenas falhas–como os momentos em que o filme exagera nessa auto-consciência–são até perdoáveis face às suas outras qualidades. É possível compreender porque fracassou, frente ao toda expectativa gerada em torno do mesmo, mas uma segunda visita faria bem aos críticos mais ferozes.

Não sei se no próximo filme, Shyamalan vai tentar exagerar novamente, mas estou disposto a dar uma nova chance ao diretor e ver se ele consegue contar mais uma vez uma boa estória sem se preocupar tanto com efeitos.

Literatura de entretenimento no Brasil

May 29th, 2007 § 4 comments § permalink

Por meio de uma entrevista com o Alex Castro, achei um artigo antigo de Luis Eduardo Matta sobre a literatura de entretenimento no Brasil, principalmente no que tange ao popular formato dos thrillers.

O artigo é uma consideração muito bem feita sobre o gênero, seu lugar e suas possibilidades dentro da literatura brasileira, escrito por alguém que entende do assunto por já ter publicado livros justamente no gênero–e, muito provavelmente, considerando o estado dessa indústria aqui no Brasil, ter sofrido bastante com o processo.

Eu já comentei indiretamente esse assunto aqui no blog ao falar sobre o Paulo Coelho (1, 2) e a necessidade de uma literatura que não tenha outro objetivo que não entreter o leitor. O gênero em que os thrillers se localizam é um gênero em que o entretenimento é o maior propósito, mesmo que o livro esteja sendo usado como uma plataforma para outras considerações por parte do autor. Esse tipo de literatura, em um país como o nosso, tem um potencial enorme de direcionar mais pessoas a uma atividade que, infelizmente, chega a ser desencorajada nas próprias escolas.

Um outro problema, como Matta aponta, é a necessidade percebida na literatura brasileira de que exista um intelectualismo por trás de cada obra e como isso prejudica os demais gêneros no Brasil. Do tempo em que o artigo foi publicado, fim de 2003, até o momento, essa é uma tendência que está mudando, graças em parte à invasão de livros e filmes estrangeiros de fantasia que tem dado um certo impulso ao gênero aqui no Brasil. O brasileiro está percebendo que não precisa se sentir culpado ao ler literatura que ainda é considerada escapista por uma boa parte da inteligentsia.

Eu tenho uma teoria sobre o assunto, baseada no que aconteceu nos Estados Unidos na década de setenta. Naquela época, a fantasia, como gênero, estava, para todos os efeitos, morta. Ninguém publicava, ninguém lia, e os próprios escritores estavam abandonando o gênero por não ver um futuro no mesmo. Até que Terry Brooks resolveu literalmente clonar Tolkien, escrevendo uma trilogia aos moldes de O Senhor dos Anéis. O resultado seguia descaradamente o formato épico que tinha levado Tolkien ao sucesso, mas sem se preocupar com os detalhes psicológicos mais profundos da obra do Professor ou tampouco com alegorias ou metáforas.

O resultado foi um sucesso estrondoso que não só ressucitou o gênero nos Estados Unidos como levou Terry Brooks a uma carreira que já vai para quarenta anos escrevendo basicamente a mesma coisa. Além disso, a ressurgência do gênero nos Estados Unidos facilitou a ressurgência do mesmo no resto do mundo–considerando, é claro, os países onde a leitura não é considerada algo desnecessário.

Eu acredito que os escritores brasileiros poderiam fazer a mesma coisa com o mesmo resultado. Não estou advogando, é claro, a clonagem das idéias básicas de uma obra meramente pelo fato de que é mais fácil fazer isso. Estou, ao contrário, dizendo que essa é uma fórmula de sucesso e que faz sentido. Terry Brooks moveu a Terra Média para um Estados Unidos no futuro, onde os limites entre ciência e mágica haviam se confundido. Não custa nada algum escritor brasileiro fazer algo similar com o Brasil. Uma obra assim provavelmente seria muito mais original que as de Terry Brooks, considerando a diversidade mitológica brasileira. E mais, acostumaria os leitores a verem o Brasil como um cenário literário, ao invés de esperarem personagens com nomes em inglês e estórias que sempre se passam na Europa ou Oriente Médio. O momento é realmente agora, para aproveitar o momento criado sobre Harry Potter, Eragon e obras similares.

Finalizando, eu tenho certeza de que um movimento assim não só seria bem sucedido como traria benefícios enormes ao novos leitores que estão surgindo e querendo material para consumir. Se material barato e brasileiro estiver disponível, uma nova geração de leitores e escritores poderá se formar sem maior esforço do que um pouco de literatura de entretenimento injetada no mercado brasileiro.

Fim de temporada

May 25th, 2007 § 2 comments § permalink

Esse mês marcou o fim de temporada de várias séries que acompanho, uma delas, inclusive, definitivamente. Um ponto interessante do final de temporada é que ele mostra o cuidado dos roteiristas e produtores em fechar adequadamente a estória contado, o que dá uma indicação boa de se compensa ou não continuar a assistir a série.

Stargate SG-1 terminou sua décima e última temporada com um episódio que, além de se encaixar perfeitamente na mitologia na série, fechou uma linha da estória há muito aguardada, preparando também o caminho para os dois filmes que virão. Sendo o último episódio, abusou um pouco dos sentimentos dos fãs, mas isso era esperado. Stargate SG-1 é uma série que eu poderia continuar a ver indefinidamente. Não é uma série pretensiosa, como Lost, e isso é uma das suas maiores virtudes.

Falando em Lost, o episódio duplo que marcou o final da temporada foi tão destituído de esclarecimentos como qualquer um dos outros que o precederam nesse terceiro ano da série. A única novidade, revelada nos minutos finais do episódio, mas já intuída ao longo do mesmo, não compensou a repetição exaustiva dos temas. Eu espero que agora, com a certeza de que a série terminará em três anos, que os roteiristas de concentrem em arcos mais fechados, como Battlestar Galactica faz, por exemplo.

Heroes cresceu um pouco como série mas o episódio final está longe de mostrar isso. Eu passei a gostar mais da estória, mas está longe de ser o que X-Men foi. Considerando que os dois universos partem de princípios similares, é impressionante ver como Heroes falha ao considerar algumas questões básicas. O episódio final foi uma colisão de linhas desconjuntadas de estórias que não chegou a empolgar em qualquer minuto. Colocar todos os personagens juntos no mesmo lugar foi um erro absurdo por não permitir utilizar adequadamente nenhum dele. Isso tirou completamente o brilho entre o confronto vilão-herói e adicionou alguns furos horrendos na estória. Para bem ou mal, entretanto, eu comecei a gostar de alguns dos personagens e acho que vou revisitar a série em seu próximo ano, esperando que ela melhor.

Continuando com heróis, Smallville terminou da maneira usual com um episódio que é basicamente a metade de uma estória que só será concluída no primeiro episódio da próxima temporada. Essa sexta temporada da série foi uma decepção comparada com a quarta e a quinta, mas está longe de ser o que foi a primeira ou a segunda, principalmente porque os personagens estão mais desenvolvidos. Se a próxima temporada for a última (apesar dos rumores que uma oitava temporada pode ser possível), eu acho que a série cumpriu bem seu papel de renovar a mitologia daquele que é provavelmente o super-herói mais conhecido e querido. O último episódio introduz alguns fatores novos e arma o palco para uma série de linhas de enredo que podem explicar bastante da estória futura de Clark. No geral, um bom episódio.

Grey’s Anatomy, das séries que eu vejo, foi a que terminou melhor, sem dúvida. Eu confesso que assisto a série mais pela excelente interpretação de Sandra Oh do que por qualquer outro motivo, mas gostei demais desse último episódio. Os roteiristas basicamente queimaram a casa para começar tudo de novo. Todas as apostas estão refeitas. A terceira temporada foi bem forte, excetuando-se, ironicamente, as estórias primárias da personagem título, e eu imagino que a quarta temporada seja tão boa quanto essa.

Agora, descanso de séries pelos próximos seis a nove meses. Exceto pela agonia de saber como Battlestar Galactica vai continuar.

WordPress 2.2

May 24th, 2007 § 2 comments § permalink

Por uma questão de segurança, fiz o upgrade para o WordPress 2.2. Não está tão lento como o WordPress 2.1, mas ainda assim é bem mais lento que as versões 2.0.x. Qualquer problema, agradeço o aviso.

E agora você vê outra vez

May 24th, 2007 § 4 comments § permalink

Depois de tentar uma dúzia de soluções diferentes para o meu problema com wireless no Linux, uma coincidência me levou a uma solução que, se não é ideal, me permitiu conectar sem problemas e não está me causando nenhum problema: estou usando uma versão anterior no kernel, no caso, a última do Ubuntu 6.10 (2.6.17-11). A velocidade da conexão parece estar inferior ao normal, mas com 4Mbps, isso não faz tanta diferença no uso geral. Fica aí a dica para quem está experimentando o mesmo problema.

Agora você vê, e agora não

May 20th, 2007 § 5 comments § permalink

Wireless no Linux sempre foi um problema para mim: até aparecer o Ubuntu. Depois de instalar a versão 5.04, a primeira que usei, nunca mais tive problemas. Até agora.

Fiz o upgrade do meu laptop há um tempo atrás e tudo correu bem. Conexões sem fio sempre eram identificadas e conectavam sem problema. O mesmo não aconteceu no desktop. Como quase não uso o Linux no mesmo, demorei um pouco tempo mais para fazer a mudança da versão 6.10 para a 7.04 e agora que fiz, o wireless desapareceu. Não funciona de maneira alguma. Quer dizer, as redes aparecem mas não conectam. Sempre um problema diferente.

Para piorar, depois de funcionar durante um bom tempo, parou também no laptop. Ontem fiz um pequeno upgrade, daqueles solicitados automaticamente pelo próprio Ubuntu, e depois disso não consigo conectar mais.

Pelo visto, não estou sozinho: nos grupos de discussão, a conversa é que a versão 7.04 mais bagunçou do que ajudou nessa área. Para deixar a situação ainda mais complicada, métodos alternativos como Wicd e WiFi Radar também não funcionam.

Acho que a solução, por mais que eu trema só de pensar em fazer isso, é um downgrade para a versão 6.10. Fico sem algumas firulinhas, mas pelo menos não vou ficar sem conexão.

Eifelheim

May 20th, 2007 § 0 comments § permalink

I know where the path to the stars lies. The gate opened once, a long time ago; and a few wayward travelers suffered a lonely death. Then it closed. But before it did, two creatures reached across an unimaginable gulf and touched. They didn’t flee and they didn’t fight, and because they did not, they left the gate open, just a crack.

Michael Flynn’s Eifelheim é, de longe, umas das melhores contos de primeiro contato que eu já li. O livro segue as estórias alternantes de dois grupos de pessoas: um historiador da matemática, Tom Schwoerin, que no tempo presente tenta entender porque uma cidade alemã chamada Eifelheim que literalmente desapareceu do mapa, com sua esposa física e seu outro amigo historiador; e os habitantes da própria cidade, prestes a ser dizimada pela Peste Negra no século quatorze (fato que não é responsável pelo seu desaparecimento), encabeçada pelo personagem principal do livro, o pastor Dietrich, um homem educado vivendo em um exílio auto-imposto na cidadezinha como seu líder religioso.

No meio da estória estão os, a princípio, misteriosos Krenken, que são confundidos com viajantes de uma terra distante e depois se provam muito mais do que isso. A estória intercalada se move pela pesquisa de Tom e seu progressivo entendimento do que está acontecendo (com interlúdios formados pelo desenvolvimento de uma teoria unificada da física por sua esposa), e pela vida comum de uma vila medieval ricamente representada pelo autor, lidando com os visitantes da única maneira que podem entender, mas, ainda assim, com uma sobriedade de pensamento, mostrada principalmente por Dietrich, que é por si só uma visão bem mais interessante da cultura medieval.

Flynn está distribuindo o livro gratuitamente e para qualquer um que goste do gênero, vale a pena baixar e ler. Sendo uma expansão de um conto original, contém algumas pequenas falhas na distribuição da estória, mas essas falhas são menores em comparação ao modo como ela é bem desenvolvida. Até o momento, eu não tinha lido qualquer dos livros de Flynn até então, mas ele definitivamente se mostrou um autor a acompanhar.

Construtores e Otimizadores

May 18th, 2007 § 5 comments § permalink

Em doze anos de profissão como programador e analista de sistemas, eu cheguei à conclusão que existem dois tipos de programadores: os construtores e os otimizadores. Em cima dessa constatação, eu também acredito que existam bem poucos que se encaixam nas duas categorias ao mesmo tempo.

De uma maneira geral, os construtores são revolucionários enquanto os otimizadores são evolucionários. Enquanto os primeiros abrem a arena para as soluções futuras, os outros é que as colocam em uma forma que realmente pode ser utilizada pela comunidade. Projetos em que só existem um dos dois tipos de programadores, por causa dessa divisão, estão fatalmente fadados ao insucesso.

O fato de que um programador se encaixa em uma categoria ou outra não é, obviamente, uma limitação. É claro que, mesmo que um programador específico seja melhor em termos de otimização, isso não significa que ele seja incapaz de desenhar soluções interessantes para seus problemas. É mais, eu penso, uma questão de afinidade e facilidade, do que de capacidade. A única diferença concreta, talvez, esteja na visibilidade: programadores responsáveis por tecnologias novas geralmente estão mais em evidência do que aqueles responsáveis por aperfeiçoá-las.

É difícil, por exemplo, em um projeto como o Rails ver imediatamente além do David Heinemeier Hansson, embora certamente muitas das decisões que fizeram do Rails o que ele é hoje não tenham partido dele, como os próprios changelogs de desenvolvimento atestam. O mesmo é válido, em maior ou menor medida, para Django, Linux, JBoss, e inúmeros outros projetos conhecidos.

O interessante é que tanto os construtores como otimizadores podem se tornar bons analistas: os primeiros geralmente tem uma visão mais clara do sistema como um todo, e são capazes de prover soluções generalizadas para os problemas iniciais enfrentados pelo sistema; em contrapartida, os segundos são melhores na elaboração dos detalhes mais finos dos processos, sendo capazes de identificar pontos de conflito e saturação e fornecer alternativas para problemas em longo prazo.

Entender a que categoria um programador pertence pode ajudá-lo a balancear as suas forças e suas fraquezas. Para gerentes, isso é especialmente interessante ao compor um equipe que encaixe os dois tipos de programadores para produtividade máxima. Para o programador, isso pode implicar, inclusive, em decisões sobre como investir em tecnologia.

De qualquer forma, seja qual for o projeto, as duas classes são necessárias para garantir qualidade de desenvolvimento e uso. Como já mencionado anteriormente, não é uma questão de limitação, mas de afinidade. E fica uma questão: seriam somente duas classes?

Stargate SG-1

May 17th, 2007 § 2 comments § permalink

Assisti ontem o último episódio de Stargate SG-1, que terminou um pouco na frente no Reino Unido. Esse episódio marca o encerramento da série de ficção científica que durou mais tempo na televisão em termos de temporadas consecutivas: dez anos oferecendo ficção científica de qualidade em uma série que ganhou até mesmo seguidores fora do gênero.

Ver esse último episódio não deixa de ser uma experiência bittersweet (por falta de uma palavra melhor). Eu assisti o filme que deu origem à mesmo do cinema, nos idos de 1994, e me apaixonei pelo tema. Só soube que havia uma série sobre o filme muito tempo depois e só consegui assistir os episódios mais recentemente e foi bem interessante acompanhar de uma forma mais rápida o desenvolvimento de uma série que, apesar do formato episódico, com arcos não tão fortemente dependentes com os das séries modernas, ainda assim se provou uma série de ficção científica de excelente qualidade, balanceando seriedade e humor (este último muitas vezes auto-consciente das limitações do formato, dos temas e dos erros cometidos) em estórias muito bem-escritas.

Os últimos episódios fazem bastante homenagens a estes aspectos, e o último episódio em si é perfeito para a série. Felizmente, existem ainda mais dois filmes que contarão um pouco mais das aventuras desse grupo de personagens que nos permitiu sonhar um pouco mais sobre o futuro, um futuro esperançoso mesmo quando sombrio.

Where am I?

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