Eifelheim

May 20th, 2007 § 0 comments

I know where the path to the stars lies. The gate opened once, a long time ago; and a few wayward travelers suffered a lonely death. Then it closed. But before it did, two creatures reached across an unimaginable gulf and touched. They didn’t flee and they didn’t fight, and because they did not, they left the gate open, just a crack.

Michael Flynn’s Eifelheim é, de longe, umas das melhores contos de primeiro contato que eu já li. O livro segue as estórias alternantes de dois grupos de pessoas: um historiador da matemática, Tom Schwoerin, que no tempo presente tenta entender porque uma cidade alemã chamada Eifelheim que literalmente desapareceu do mapa, com sua esposa física e seu outro amigo historiador; e os habitantes da própria cidade, prestes a ser dizimada pela Peste Negra no século quatorze (fato que não é responsável pelo seu desaparecimento), encabeçada pelo personagem principal do livro, o pastor Dietrich, um homem educado vivendo em um exílio auto-imposto na cidadezinha como seu líder religioso.

No meio da estória estão os, a princípio, misteriosos Krenken, que são confundidos com viajantes de uma terra distante e depois se provam muito mais do que isso. A estória intercalada se move pela pesquisa de Tom e seu progressivo entendimento do que está acontecendo (com interlúdios formados pelo desenvolvimento de uma teoria unificada da física por sua esposa), e pela vida comum de uma vila medieval ricamente representada pelo autor, lidando com os visitantes da única maneira que podem entender, mas, ainda assim, com uma sobriedade de pensamento, mostrada principalmente por Dietrich, que é por si só uma visão bem mais interessante da cultura medieval.

Flynn está distribuindo o livro gratuitamente e para qualquer um que goste do gênero, vale a pena baixar e ler. Sendo uma expansão de um conto original, contém algumas pequenas falhas na distribuição da estória, mas essas falhas são menores em comparação ao modo como ela é bem desenvolvida. Até o momento, eu não tinha lido qualquer dos livros de Flynn até então, mas ele definitivamente se mostrou um autor a acompanhar.

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