Tableless vs. Mundo Real

June 29th, 2007 § 30 comments § permalink

Atualmente, a consciência em torno de padrões Web e especialmente da prática conhecida como tableless é tão grande que mesmo clientes corporativos mais alheios a essas questões estão começando a pedir que seus sites e sistemas sejam feitos desta forma.

Isso não impede que o mundo real às vezes se meta no meio e atrapalhe a equação. É só ver o código do Google Docs ou do Google Reader, por exemplo. CSS? Nunca ouvi falar. Layout esticado para ocupar sempre 100% na vertical sem tabela? De jeito nenhum. Por que perder horas fazendo isso se uma tabela resolve em cinco minutos. :-)

“Brinquedinho” novo

June 27th, 2007 § 12 comments § permalink

Acabei de receber um “brinquedinho” novo: um Dell Optiplex 745MT, com processador Intel Core 2 Duo E6300 (1.86Ghz), 2GB de memória, 250GB de disco (SATA 3.0Gbps), e uma placa de vídeo ATI X1300 256MB. Acho que não está mal para uma estão de trabalho. :-)

A minha máquina anterior, comprada há três anos e meio atrás, ainda está funcionando perfeitamente, e basicamente na mesma configuração original (exceto pelo fato de estar na sexta ou sétima fonte–já perdi a conta). Mesmo assim, eu tenho necessidade de outra em casa, e, depois de experiências positivas com a Dell em vários locais de trabalho e consultoria, resolvi pelo Optiplex.

Pelas pesquisas, deve suportar tranqüilamente o Ubuntu, embora provavelmente eu tenha que brigar um pouco com as placas de vídeo e wireless considerando a situação atual dessas áreas do kernel do Linux. Quero ver também se é mais fácil fazer dual-boot com o Windows Vista Business. Última vez que eu tentei isso com o Linux e uma disco SATA, sofri uma bocado.

O Optiplex é uma máquina intermediária entre um computador doméstica e uma estação profissional de trabalho e eu achei a configuração suficientemente interessante para valer a pena o investimento. Obviamente, eu teria preferido uma revisão superior do mesmo processador e uma placa de vídeo menos low-end, mas sempre é possível fazer upgrades depois.

Segundo as resenhas que eu andei lendo, o Optiplex é uma boa escolha para uma máquina de trabalho diário. Espero não me arrepender. :-)

O problema da banda larga

June 20th, 2007 § 1 comment § permalink

Falando em banda larga e traffic shaping, via Boing Boing vem um relatório sobre a situação do mercado de banda larga nos EUA que, pelo texto, é comparável ao mercado brasileiro: pouca disponibilidade, preços altos e monopólios extensos.

Em lembro que no BarCamp Sampa, um participante que era alemão estava falando sobre a situação da banda larga na Alemanha como um assunto pertinente aos mecanismos regulatórios do governo. É aqui que está a chave para a solução de qualquer problema. Mercados tendem a se equilibrar automaticamente em área de máxima demanda se existem provisões contra práticas anti-mercado.

A situação no Brasil não será resolvida pelo fim do traffic shaping–provavelmente é justamente o contrário–e sim pela conscientização dos próprios usuário no sentido de uma cobrança maior do governo.

Onde eu moro, por exemplo, a única opção é a NET. Sendo assim, estou obviamente sujeito ao que eles quiserem cobrar e tenho que cumprir qualquer medida arbitrária para não perder o “privilégio”. Existe demanda, mas existe retenção por parte do governo.

Reclamar por um problema menor, sem entender suas causas e pensar em soluções melhores infelizmente não vai fazer muita diferença.

A suposta novela do traffic shaping

June 20th, 2007 § 16 comments § permalink

O assunto de traffic shaping é um tema recorrente entre os usuários de banda larga no Brasil, que se pronunciam descontentes e desrespeitados pelas medidas tomadas pelas operadoras. Como consumidor e usuário de banda larga, eu acredito que é realmente falta de respeito não ser claro sobre a questão. Por outro lado, é fácil entender que a verdade, como sempre, está lá fora.

Tome o meu exemplo:

Primeiro fato, eu possuo: de dois anos e pouco para cá, um plano de 4Mbs da NET (inicialmente 600kbps, subiu para 4Mbs depois da entrada do MegaFlash). Durante esse tempo, barrando as quedas ocasionais, eu sempre consegui os 4Mbs. Obviamente, nem todo servidor externo agüenta isso e há limites. Mas para downloads vindos de espelhos da SourceForge e PUC-PR, por exemplo, é muito fácil obter essas velocidades.

Segundo fato: contratualmente, a NET pode limitar a minha velocidade ao mínimo (200kbps) se eu exceder a franquia de 40GB/mês, restaurando a velocidade no próximo ciclo.

Terceiro fato: isso nunca aconteceu. Olhando minhas estatísticas do último ano, eu rotineiramente ultrapassado 70GB/mês sem que haja qualquer penalidade, e eu não sou, de longe, um usuário freqüente de P2P. Eu suponho, sem conhecer as características técnicas da rede da NET, que essa carga é distribuída entre os usuários de modo que quem usa pouco compensa quem usa muito. Em outras palavras, certos usuários pagam pelo consumo excessivo de outros.

Quarto fato: se a NET passar a exercer o contrato, aqueles que reclamam de traffic shaping–que geralmente são usuários de maior peso por consumirem muito material via P2P e Torrents, vão ver sua banda cair subitamente para 200kbps lá pelo décimo dia do mês (considerando um consumo mensal de 120GB sobre um plano de 4Mbps, o que duvido que seja uma máxima) e não vão poder fazer nada, sendo obrigados a navegar com limitações pelo resto do mês.

Resumindo: embora eu não aprove falar nada sobre as práticas, eu deixaria a situação como está. É muito melhor sofrer um certo traffic shaping do que, repentinamente, perder a banda contratada por exceder a franquia. Querer que as duas coisas aconteçam é querer abusar sem pagar por isso.

Um complemento posterior: Quando eu digo, eu deixaria a situação como está, eu digo que, no momento, essa é uma medida efetiva para controlar alguns aspectos necessários do tráfego já que, para copiar uma provérbio antigo, banda não brota em árvores. O que eu gostaria, é claro, é de ver soluções propostas para isso que levem em conta todos os fatores envolvidos. Achar que soluções mágicas acontecem do dia para noite simplesmente não é produtivo.

Acalmia

June 20th, 2007 § 1 comment § permalink

O Guaracy Monteiro, meu guru programático espiritual, que além de ter a paciência de esperar longas datas pelas respostas dos meus e-mails e ser corajoso o suficiente para me dar conselhos, dedicou a mim e ao TaQ um trabalho especial com as belíssimas fotografias que ele anda tirando.

Com o nome Acalmia–”[o] um período de repouso que se segue a outro de agitação”–a seqüência de fotografias é, sinceramente, tocante e delicada. Posto aqui para que outros pessoas também tenham a oportunidade de ver. Guaracy, se esse não foi o intento, você pode me esculhambar depois. :-)

Muito obrigado mesmo.

O que você quer saber?

June 19th, 2007 § 0 comments § permalink

O Eduardo Fiorezi me convidou para o próximo episódio do Tudo que Quero Saber, que, para quem não conhece, é um podcast entrevistando várias figurinhas da comunidade de programação do Brasil sobre assuntos que cobrem basicamente toda área.

As entrevistas já feitas foram excelentes e me sinto realmente honrado de participar. A idéia é falar de Rails, CakePHP, Seaside e tudo o que pudermos relacionado a estes frameworks que estão mudando a área de desenvolvimento Web. Se você tem perguntas, mande para o Eduardo. Só não se importem com o sotaque mineirês depois.

O princípio do fim

June 13th, 2007 § 13 comments § permalink

Agora é 29, 29, 29, 29, até não ser mais. :-)

Curso Online de Ruby on Rails

June 12th, 2007 § 6 comments § permalink

Algumas semanas atrás, o Carlos Eduardo, da e-Genial, me procurou sobre a possibilidade de dar um curso de Rails usando a plataforma Treina Tom que ele desenvolveu para sua empresa.

Eu me interessei, fechamos os detalhes, e o resultado é o Ruby on Rails do Básico ao Avançado, um curso completamente online sobre Rails, tratando de tudo o que há de interessante nesse framework, feito sob medida para agradar tanto usuários que estão começando quanto usuários que querem avançar no que o Rails oferece de mais poderoso.

O curso segue o formato do bem-sucedido curso que o Carlos está dando atualmente sobre Flex e Rails, alternando aulas teóricas e aulas práticas interativas via Internet para maximizar a participação entre os alunos e instrutor. Será dado ao longo de dois meses, com duas aulas teóricas e duas aulas práticas por semana. O ambiente é fantástico, oferecendo uma série de ferramentas que ajudam os alunos a obter uma experiência realmente instrutiva e dinâmica. A e-Genial hoje é uma das mais conhecidas e dinâmicas empresas de Rails aqui no Brasil, inovando em interfaces ricas e bem-estruturadas.

Ao longo do curso uma aplicação completa será desenvolvida, passando por todas as áreas de interesse do Rails como você pode notar pela grade do curso. Se você tem interesse de aprender sobre o Rails ou expandir seus conhecimentos, essa é uma oportunidade ideal. Caso queira mais informações ou mais detalhes, veja o site do curso ou entre em contato comigo aqui nos comentários.

Mais rápido ou melhor?

June 11th, 2007 § 2 comments § permalink

Percebi ainda outra coisa debaixo do sol: os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos.

Eclesiastes 9:11, NVI

Na onda do anúncio recente do Microsoft Surface, muita gente levantou mais uma vez o fato de que a tecnologia da Microsoft dificilmente pode ser considerada inovadora, principalmente quando existe outra que é claramente superior tecnologicamente e que a antecede em tempo de desenvolvimento.

Eu não discordo que o Microsoft Surface tenha um longo caminho a percorrer até se tornar tão interessante quando a tela desenvolvida por Jeff Han–pelo menos no que dá para julgar pelos vídeos liberados, considerando que não tenho acesso a nenhum dos dois produtos. O que eu discordo é considerar que a solução da Microsoft seja inerentemente maligna ou sem mérito apenas por se parecer com outra já existente.

Em meu tempo trabalhando com tecnologia eu aprendi que inovação é raramente relevante quando tomada em isolado. Veja o exemplo do iPhone: é um produto inovador e revolucionário cujo maior mérito não é sua interface diferente ou o fato de que você só precisa de oito toques para realizar uma operação arbitrariamente complexa. A grande revolução do iPhone é que ele está sendo clonado como se não houvesse amanhã.

Inovação, para mim, acontece quando uma tecnologia revoluciona uma área e se espalha. Não é uma questão de ser melhor. É uma questão de ser mais rápido. O iPhone estará disponível por uma única operadora? Vai demorar anos para chegar no Brasil? Quem dá a mínima? Em dois anos, celulares funcionamento idênticos ao iPhone estarão nas mãos de qualquer usuário comum de celular em qualquer mercado do mundo. O iPhone vai continuar sendo mais polido e cobiçado? É claro que, sim–tanto quanto os Macs ainda são cobiçados hoje. Mas quem não tem cão, caça com gato, e depois de um tempo, todos os gatos acabam se parecendo com cães, de qualquer forma.

Com o Microsoft Surface é a mesma coisa. Não importa quem é o melhor. Importa que agora, esse tipo de tecnologia vai dar um pulo, motivado pelo simples fato de que alguém tem isso comercialmente e que existe um enorme mercado querendo o produto. O resultado é que, em alguns anos, vai ser uma tecnologia tão comum quanto qualquer outra.

Inovação não é sobre ser melhor. É sobre disponibilizar o que o mercado precisa mais rápido do que os outros. Se isso vale para a 37signals, porque não vale para o resto dos mercado? Por esse critério, a Microsoft é definitivamente inovadora, como todos os outros que estão clonando o iPhone–porque eu, consumidor, não dou a mínima para mérito tecnológico mas me preocupo enormemente com soluções.

Equipe do Ubuntu usando Smalltalk

June 10th, 2007 § 5 comments § permalink

É o que diz o Mark Shuttleworth em uma entrevista para o The Economist:

One area where he sees this happening is in real-time collaboration. E-mail is widely used as a collaborative tool, but has severe limitations. When a team, such as a group of software developers, wants to work together on something in real time, something more elaborate is needed. Mr Shuttleworth points to an open-source platform called Croquet, an immersive environment that is similar in many ways to Second Life, a popular online virtual world. “You can see your collaborators’ avatars looking at a spreadsheet in a virtual room,” he says.”“People change things in different colours–newer stuff glows. We’ve started to use this for planning and building Ubuntu.”

Eu já tinha falado um pouco anteriormente sobre o aumento do interesse indireto em Smalltalk através de programas que estão ganhando a mídia e mostrando aos desenvolvedores que Smalltalk não é algo esotérico e passado, mas algo que pode ajudar a resolver problemas reais e agora com menor custo e maior eficiência. Essa notícia vinda de alguém como Mark Shuttleworth pode atrair ainda mais atenção e ajudar um pouco mais Smalltalk. Muito bom.

Where am I?

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