Palestra Seaside

July 31st, 2007 § 8 comments § permalink

Se você quer conhecer um pouco mais sobre o Seaside, o mais poderoso framework Web da atualidade, anote em sua agenda: dia 1º de setembro, às 14:30, eu darei uma palestra sobre o assunto.

A palestra será feita usando a estrutura de cursos da e-Genial, via TreinaTom. Aliás, se você também não sabe, toda sexta-feira (mudando em breve para os sábados), o Carlos Eduardo está oferecendo uma palestra com um nome da comunidade brasileira de desenvolvimento. As anteriores, abrangendo tópicos como JRuby, XP e Scrum já estão disponíveis no site dos eventos.

Emacs maximizado

July 30th, 2007 § 0 comments § permalink

Receitinha de bolo rápida para deixar maximizar o emacs sempre o mesmo que for executado. A receita possui elementos específicos do Gnome:

  1. Baixe o Devil’s Pie. No Ubuntu ou Debian, é uma mera questão de usar sudo apt-get install devilspie.
  2. Crie uma pasta chamada .devilspie.
  3. Crie na mesma um arquivo chamado emacs.ds
  4. Preencha esse arquivo com o seguinte código: (if (or (contains (windowclass) "emacs") (contains (windowclass) "Emacs")) (maximize)).
  5. Nas sessões do Gnome (System | Preferences | Sessions) crie um novo item com o comando devilspie -a.
  6. Reinicie sua sessão.
  7. Pronto.

A propósito, o Devil’s Pie é uma ferramenta insanamente útil.

BlogCamp

July 30th, 2007 § 6 comments § permalink

Está vindo aí o BlogCamp Sampa 2007. Como eu gostei muito do BarCamp, deu até vontade de ir–embora eu tenha que confessar que as palestras mais movimentadas sobre blogs foram as que menos me interessaram pelo seu conteúdo quase que completamente voltado para monetização.

De qualquer forma, com a agenda super-apertada para o próximo mês, duvido que dê tempo. Mas, quem sabe?

Danelectro DC-3

July 28th, 2007 § 4 comments § permalink

Acho que é a primeira vez que eu faço isso no blog, mas vai lá–sempre tem uma primeira vez para tudo: estou vendendo uma guitarra Danelectro DC-3. Está em excelente estado de conservação e é uma guitarra que não se acha mais para vender, sendo uma nova versão de uma guitarra clássica dos anos 60.

O interessante dela é que ela possui lipstick pickups que podem ser selecionados em vários configurações em paralelo e uma configuração em série que dá um som muito legal.

Se alguém tem interesse ou conhece alguém que tem, me dê um toque no e-mail ronaldo [você sabe o que :-)] reflectivesurface.com

Redescobrindo Jules Verne

July 25th, 2007 § 5 comments § permalink

Eu me lembro do primeiro livro que li, embora não me lembre do autor. Foi um livro de adivinhações para crianças–aqueles velhos “o que é o, o que é”, bem simples–e eu tinha cerca de cinco anos e meio na época. Eu tinha acabado de aprender a ler por conta própria, lendo a Bíblia de minha mãe.

Quando entrei para a escola, algum tempo depois, descobri–para meu deslumbramento–a biblioteca da escola. Até hoje me lembro de perder uma, duas horas tentando escolher os dois livros que eu podia levar para a casa. Eu sabia que conseguiria ler os dois até o dia seguinte, mas a indecisão era enorme. Até hoje eu sonho que estou em bibliotecas e não consigo escolher por causa da quantidade enorme de títulos disponíveis.

Entre minhas primeiras descobertas, estava Jules Verne, ou Júlio Verne como é mais conhecido cá entre nós. Procurando por novidades na biblioteca, encontrei um livro com capa dura, com uma capa maravilhosa para um menino novo, que já gostava de máquinas: um estranho objeto submarino atacando um navio com os olhares assustados da tribulação assegurando que as páginas continham aventuras incríveis. O livro era Vinte Mil Léguas Submarinas e eu o li em em uma única sentada.

A viagem do Capitão Nemo, sua amargura e a sua relação com os outros personagens–o teimoso e resistente Ned Land, o notável Professor Arronax e seu fiel assistente Conseil–ficaram indelevelmente gravados em minha mente. As vívidas descrições, a ciência crível, o humor, e os detalhes do mundo imagino por Verne continuam a povoar a minha imaginação até hoje.

Por anos, um dos meus projetos futuros–na idade em que imaginamos isso possível–era construir o meu próprio Nautilus em uma ilha deserta e desbravar os mares sem nunca ter necessidade de voltar ao mundo normal. Como leitor, fiquei frustrado ao descobrir que Verne nunca tinha escrito uma continuação para a estória, que terminava tão fatidicamente–até descobrir, é claro, que ele escrevera.

Vinte Mil Léguas foi, é claro, somente o primeiro dos outros trabalhos do autor que li. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, Jornada ao Centro da Terra seguiram rapidamente, sendo mais conhecidos. Mas apreciei igualmente Cinco Semanas em um Balão, Da Terra à Lua, As Aventuras de Três Ingleses e Três Russos na África, Miguel Strogoff e o Raio Verde. E finalmente, meu favorito entre todos: A Ilha Misteriosa.

Jules Verne me introduziu à ficção científica quando eu nem mesmo sabia que esse gênero existia, mostrando que era possível falar de ciência ao mesmo tempo em que conduzia uma estória divertida e cheia de aventuras, sempre rápida e nunca tediosa. E se mais tarde eu quis me tornar um escritor–mesmo um não publicado–a influência de Verne esteve entre as maiores.

Agora, vários anos depois, começo a sentir falta daquela espécie de inocência e esperança que os livros tinham–algo que eu não percebia na época conscientemente, mas que ressonava profundamente. Não que os livros de hoje não sejam capazes de fornecer isso–Kim Stanley Robinson consegue produzir isso em cenários onde você acha impossível que tais conceitos possam existir. É mais uma questão daquela sensação que eu tive quando li os livros.

Em homenagem a isso, decidi então reler todos os livros do autor, que hoje estão plenamente disponíveis em domínio público. Comecei, como não poderia deixar de ser, com Vinte Mil Léguas e os primeiros parágrafos já invocaram a sensação da qual eu me lembrava plenamente. Pretendo ler um livro dele por semana, já que os livros são relativamente curtos.

A viagem, como sempre, será maravilhosa.

Mind-boggling…

July 20th, 2007 § 2 comments § permalink

Este é um dos motivos pelos quais Smalltalk estará sempre à frente do seu tempo. Completamente mind-boggling

Do fundo do baú: Bonus Tracks

July 20th, 2007 § 0 comments § permalink

Mais navegação a esmo, dessa vez textos ao acaso, alguns divertidos, outros não:

Esses já são textos que eu gostei de ter escrito. Só não me julguem pela qualidade literária.

Do fundo do baú: Blogs

July 20th, 2007 § 0 comments § permalink

Mais navegação a esmo, dessa vez sobre blogs:

Muitos links nos textos estão quebrados–o apodrecimento de conexões na Internet é inevitável–mas ainda dá para acompanhar quase tudo.

Do fundo do baú: Programação

July 20th, 2007 § 0 comments § permalink

Navegando a esmo no meu próprio blog hoje, selecionei alguns textos antigos nos quais coloquei um pouco a mais de esforço na época em que foram escritos–em alguns, arrisquei até algumas previsões.

Para os leitores novos e antigos, seguem esses textos. Julguem por si mesmos se falei muita besteira ou não. :-)

The Tipping Point

July 18th, 2007 § 5 comments § permalink

Acabei de ler The Tipping Point, de Malcom Gladwell. Malcolm Gladwell ganhou notoriedade com livros que exploram implicações novas e contra-intuitivas vindas de sociologia e psicologia, e que, por se aplicarem muito bem em contextos de negócios, estão ganhando bastante seguidores.

O título do livro é um termo da sociologia, e faz alusão ao ponto em que um sistema então estável se torna desequilibrado como resultado de pequenas mudanças. Poderia ser traduzido como “ponto de ruptura” ou “ponto de desequilíbrio” e, embora Gladwell não menciona, é também conhecido como “ângulo de repouso”, espelhando-se no fato físico de que um pouco de peso em objeto até então equilibrado pode levá-lo à queda.

Gladwell postula que mudanças sociais ocorrem sempre como resultado de tais pontos de ruptura, sendo iniciados por pequenas mudanças que pesam a balança até que ela se incline em uma direção determinada. Para ele, isso se aplica tanto a epidemias de doenças quanto a epidemiais socias como a adoção de determinados modismos, o sucesso de uma determinada marca ou mesmo aumento e queda de criminalidade dentro da sociedade. O objetivo principal do livro, então, é criar um modo de identificar e eventualmente causar tais epidemias sociais.

O livro apresenta um caso bem persuasivo para essa possibilidade de manipular epidemias, causa um ponto de ruptura. Para isso, o autor se foca em três principais argumentos (traduções livres):

  • A Lei do Poucos: poucas pessoas são necessárias para virar a balança; essas pessoas são denominadas conectores, vendedores e especialistas e possuem características especiais que influenciam fortemente as pessoas com as quais tem contato.

  • O Fator de Aderência: a mensagem por trás da epidemia social precisa ter algo que causa aderência, que a faça permanecer na mente das pessoas;

  • O Poder do Contexto: a mensagem é extremamente suscetível ao contexto, e, em geral, é possível manipular o contexto para acelerar o desequilíbrio.

O livro apresenta os fatores acima em dezenas de exemplos–o que, por sinal, é ao mesmo tempo uma vantagem e uma desvantagens de alguns livros sobre assuntos similares atualmente: os exemplos preenchem muito espaço quando os pontos básicos e necessários podem ser feitos em bem menos páginas. Mesmo assim, a maioria dos exemplos são fascinantes, com destaque especial para os que envolvem ritmos de interação, ou seja, aqueles padrões que adotamos inconscientemente quando estamos conversando com outras pessoas.

Aliás, um dos exemplos que mais me fascinou foi justamente sobre isso: um pesquisador que dividiu um filme de quatro segundos de uma conversa à mesa em suas partes mínimas (as frames de 1/45 de segundo) e passou um ano o meio analisando cada parte até determinar movimentos mínimos coordenados entre as partes da conversa–movimentos que sugeriam uma espécie de dança inconsciente entre as pessoas envolvidas e que explica muito sobre como persuasão e relacionamentos funcionam, entre outros detalhes psicológicos

Tudo isso torna a leitura do livro bem tranqüila e rápida–nunca cansativa–e as idéias apresentadas são suficientemente interessantes para merecer consideração posteriores e eventual aplicação em estratégias. Não que o livro deva ser tomado como uma bíblia; ainda assim, os argumentos são bem elaborados e embasados, fazendo sentido principalmente nos contextos mostrados. E se Gladwell exagera em alguns momentos para forçar o seu ponto–como no final do livro onde ele fala sobre o problema do fumo entre adolescentes–o resultado geral é muito bom.

Como de costume nas resenhas aqui, recomendo a leitura–preferencialmente se você for ler sem considerar o livro um manual. Idéias com certeza vão aparecer, mas ler sem o hype certamente ajuda.

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