O que você queria saber

July 2nd, 2007 § 6 comments

Como mencionado aqui alguns dias atrás, o Eduardo Fiorezi me convidou para uma entrevista em seu Tudo que Quero Saber. Batemos um papo longo na sexta-feira passada e o resultado está no oitavo episódio do podcast.

Falamos de Rails, CakePHP, Seaside e um série de outras assuntos que estão mudando a área de desenvolvimento Web. Como eu temia, o sotaque mineirês ficou patente até para meus próprios ouvidos–eu não tinha idéia de que eu cortava tanto as palavras. De qualquer forma, espero que vocês gostem. :-)

§ 6 Responses to O que você queria saber"

  • Witaro says:

    Grande, Ronaldo! Gostei muito do podcast, pra quem te acompanha virtualmente desde antes dos “peixinhos” é um barato poder ouvir “a voz do blog”. Permita-me ser um pouco abusado e aproveitar o clima de entrevista para repassar as minhas dúvidas por aqui.

    – Cake PHP é mesmo muito parecido com Rails? Tem futuro (ou seja, comunidade e boa codificação)?

    – Uma das grandes críticas ao Delphi é seu suporte deficiente a Orientação Objetos e por permitir *muito facilmente* codificação ruim, ou seja, acoplamento interface/negócio, “private members” desprotegidos, mistura procedural-O.O., etc. Claro que um bom programador pode aprender a não cair nessas armadilhas, mas em primeiro lugar seria interessante que elas não fossem tão facilmente reproduzidas. Claro que em toda linguagem (/ framework / plataforma / IDE) é possível codificação ruim (“bad smell”) por melhor que esta seja. Agora, um bom projeto favorece DEMAIS na prevenção dessas “armadilhas”. Daí pergunto, quão “idiot proof”, ou ainda, “Best pratices Driven”, Rails e Seaside são? Você acha que eles eles favorecem a criação de código que passa bem pela prova do tempo (legibilidade/fácil modificação)?

    – Sempre quis te pedir isso… recomendaçoes de livros de ficção científica (lançados por aqui)! Uns 5 livros para um cara que curte filosofia, psicologia, lógica, fantasia e humor! 😀 E não precisa me explicar como consegue ler tanto num mês, eu já sabia, só queria que mais pessoas soubessem disso, “boa influência’ sabe… :-)

    Abraço!

  • Ronaldo,

    Parabéns!! Gostei muito do podcast! O sotaque mineirês não atrapalhou nada :-p

    Abração

  • Cara parabéns, a questão do mineirês não me incomoda, toda empresa que trabalho tem um mineiro… hehehe.

    Como já suspeitava deu pra perceber que vc é muito gente boa, humilde e uma fera no que faz.

    Até ganhei uma citação ao meu nome no fim do podcast… hehehe

    Abraço Ronaldo

  • Ronaldo says:

    Witaro, desculpe a demora! Dias apertados por aqui. :-)

    Sobre as perguntas, vejamos o que eu consigo responder. :-) Eu até senti a falta de algumas delas no podcast, mas imagino que o limite de tempo obrigou alguns cortes.

    O Cake PHP é realmente muito parecido com o Rails. Descontando o fato de que você não tem a mesma flexibilidade de declaras DSLs no PHP como você tem em Ruby, chega a ser um clone passável do Rails. O grande problema fica mesmo por conta das limitações sintáticas do PHP que obrigam um uso grande de arrays e hashes para burlar os pontos fracos do CakePHP. Mas, para quem desenvolve muito em PHP, não há porque não usar porque o ganho de produtividade vai ser imenso, par a par com o Rails para muita coisa.

    Em relação ao Delphi, eu mantenho a minha posição: não é a linguagem ou o IDE que fazem o problema, é o programador. Veja o caso do Smalltalk, por exemplo: ele não tem o conceito de private/protected/public; de fato, todos membros de uma classe/objeto são públicos e é responsabilidade do programador cuidar das chamadas. E muitos programadores Smalltalk provavelmente produziram código que era um lixo por causa disso. Assim, o Seaside ou o Rails não são, em absoluto, “idiot proof” e, se fossem, não teriam a flexibilidade que tem hoje. Eu acredito em seleção natural nesse aspecto: ou o programador aprende a usar as ferramentas, ou não sai do lugar.

    Agora, isso tudo não quer dizer que o código feito em ambos não possa ser bem legível e resistir à prova do tempo. É realmente uma questão de esforço do programador como parte de suas boas práticas.

    Connsegui explicar ou não? 😛

    Quanto aos livros, ficção científica ou fantasia recente no Brasil é algo bem difícil de achar. Tem alguns livros do Terry Pratchet sendo publicados, mas não acho que estejam na ordem ou haja a intenção de publicar todos.

    Eu recomendo:
    * A Torre Negra, de Stephen King (estou lendo e gostando)
    * Duna (série completa), do Frank Herbert (você já deve ter lido, mas esse é eterno)
    * Deuses Americanos, do Neil Gaiman
    * Os Filhos de Anansi, do Neil Gaiman
    * A Bússola Dourada + A Faca Sutil + A Luneta Âmbar, de Philip Pullman
    * Um Cântica para Leibowitz, de Walter Miller
    * A Ilha do Dia Anterior, de Umberto Eco
    * Qualquer coisa de Neal Stephenson
    * Qualquer coisa de Bruce Sterlin
    * Qualquer coisa de William Gibson

    Muito disso você deve ter lido, mas se não, vale a pena experimentar. :-)

    Rafael, obrigado! Eu ouvi depois e me horrorizei com o sotaque. :-)

    Aguinelo, obrigado pelas palavras. Fico contente que eu tenha passado isto no podcast. É que quero ser, e sem nem sempre consigo, pelo menos estou tentando. :-)

  • Witaro says:

    Ronaldo,

    conseguiu explicar sim, valeu mesmo! Concordo com sua opinião sobre o Delphi, perguntei pq ainda preciso manter um sistema legado nessa plataforma e depois de conhecer alguns frameworks e padrões decidi fazer algo (o que chamaria hoje de “Lean framework”) para evitar as tais “armadilhas” dele, acabou sendo prazeroso e recompensador. De qualquer forma, um bom design de linguagem faz falta ali. Obrigado pelas recomendações de livros, pelo que vi temos gostos parecidos, realmente li/tenho muitos desses (Torre ainda vou começar). Tinha dúvidas sobre o trabalho do Philip Pullman, mas já encomendei! Se tenho um pecado é *ainda* não ter lido Duna, assisti quando mais novo aquela primeira versão em filme e acabei ficando desmotivado a ler, mas pretendo corrigir isso com o tempo (por tudo que já me falaram). Sobre os livros da série Discworld, estou adorando e comprando todos, recomendo fortemente. Grande abraço!

  • Ronaldo says:

    Ufa. Ainda bem que deu para explicar. :-)

    Discworld eu comecei a ler, mas desanimei um pouco depois de alguns livros. Provavelmente porque li traduções. :-)

    Agora, Duna é leitura obrigatória. Eu releio a cada quatro anos mais ou menos, de tanto que gosto.

    Ultimamente, estou lendo muito Kim Stanley Robison: The Years of Rice and Salt é absolutamente fantástico e seu RGB Mars é para lá de excelente. Se eu fosse apontar um herdeiro para Frank Herbert, seria ele.

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