RIP, Robert Jordan

September 17th, 2007 § 0 comments § permalink

A notícia mais temida dos fãs da série The Wheel of Time finalmente chegou: o autor, Robert Jordan, morreu ontem após uma longa batalha contra uma doença virtualmente incurável.

Eu imagino que o próprio Jordan reconheceria a ironia de que seus fãs experimentariam uma dupla tristeza pela sua morte: primeiro, porque ele era um dos autores mais acessíveis da fantasia moderna, participando de grupos de discussão com seus leitores, respondendo o máximo de correspondência que podia, e assim por diante; e, segundo, porque deixou sua obra prima inacabada. O último livro, previsto para o próximo ano, provavelmente nunca será terminado.

O trabalho de Jordan figura ao lado de Tolkien na responsabilidade por ressuscitar o gênero moderno de fantasia. Os calhamaços, que desde o primeiro volume já superavam as 800 ou 900 páginas, eram famosos mesmo entre escritores pelo estilo bem particular e eu confesso que há músicas que eu associo aos livros pelo estado mental e emocional que me deixaram na época. Jordan era bom assim.

Condolências–mesmo que insignificantes da parte de um minúsculo fã–à família de um grande mestre que me proporcionou horas e horas de viagens belas e fascinantes em mundos cheios de vida. Seu trabalho e sua disposição farão falta.

Soluço

September 17th, 2007 § 0 comments § permalink

Mudança de servidor e expiração de registro de domínio definitivamente não combinam. Como o site ficou fora do ar alguns dias e agora está em um novo servidor, podem haver problemas ocasionais. Se perceberem algo, por favor me avisem. Agradecimentos antecipados e futuros. :-)

Twittar, ou não twittar

September 10th, 2007 § 3 comments § permalink

O Sérgio Lima está em uma campanha pela erradicação do Twitter. Eu, que não morro de amores pela ferramenta e ainda não tenho a menor intenção de usá-la, concordo com a maior parte de seus argumentos. Concordo, especialmente, com o seu texto de ontem, sobre os cinco motivos que tornam o Twitter irrelevante para ele.

Os aspectos da perda de produtividade e da super-dosagem de informação são os que mais me incomodam no Twitter por que a filtragem não é possível. E provavelmente nunca será porque iria contra aquilo que torna a ferramenta interessante para seus usuários. Diferentemente da possibilidade de não utilizar ou bloquear parcialmente o uso de uma ferramenta de instant messaging, o Twitter me coloca no centro de um fluxo de consciência que não tem muita correlação linear e que depende de um investimento constante de atenção para se manter coerente.

Obviamente, como não sou um usuário–embora tenha experimentado por alguns dias–posso estar errado na minha avaliação mas minha experiência com IM me diz que não. Como o Sérgio diz, isso é uma coisa bem pessoal e imagino que outras pessoas sejam capazes da multi-tarefa necessária.

O aspecto de micro-blogging é realmente uma tentativa de aplicar mais importância à ferramenta já que a questão nesse espaço está mais no trabalho do informante do que no veículo da informação considerando o panorama RSS atual.

No mais, leia o texto do Sérgio e os comentários: é uma boa discussão em torno de vários pontos de vista.

Tartarugando pela rede

September 10th, 2007 § 4 comments § permalink

Murphy finalmente resolveu dar o ar da sua graça mais uma vez. Saio no feriado, volto cheio de coisas para fazer e descubro o roteador completamente frito. Detalhe: é a única forma de acessar Internet no meu escritório já que a infra-estrutura de rede aqui é, digamos, bem esparsa.

Agora estou esperando o outro chegar e me virando com a conexão EDGE a 100kpbs. Está salvando a barra, é claro, mas para quem está acostumado a 4mbps é uma bela de uma regressão.

Beleza em código

September 5th, 2007 § 7 comments § permalink

Você já viu algum código que lhe causou aquela flutuação na boca do estômago pela pura elegância do mesmo? Existe código que expressa tão bem a sua função, é tão econômico e puro que você não pode deixar de ler cada linha.

Se você nunca experimentou isso como programador, pare um momentinho e leia o código desse pequeno protótipo de um parser escrito em Ruby. Melhor ainda, execute e brinque um pouco com o código. Eu prometo a sensação acima.

E o Palm Foleo já era…

September 5th, 2007 § 1 comment § permalink

E o Palm Foleo foi para o espaço mesmo. Acho que não foi supresa para ninguém. Eu comentei um tempo atrás que era um produto que tinha nascido atrasado e a notícia confirma isso.

Aliás, foi uma surpresa ver o Jeff Hawkins envolvido em uma iniciativa dessa. Depois do sucesso o Palm Pilot e o Treo, confesso o espanto ao saber que ele acreditava no sucesso do Foleo. Aliás, foi a única coisa que me fez acreditar que talvez poderia dar certo. Pelo visto, nem isso adiantou.

Screencast: Configurando um ambiente para o Seaside

September 4th, 2007 § 11 comments § permalink

A pedidos, gravei um screencast mostrando como fazer a configuração básica de um ambiente Squeak e como começar o desenvolvimento com o Seaside.

Você pode baixar em dois formatos:

É um vídeo bem básico, mas acredito que ajuda um pouco no sentido de pelo menos indicar o proverbial caminho das pedras para o desenvolvimento Seaside.

Peço desculpas antecipadas por qualquer erro grosseiro verbal, mental ou similar no vídeo: ja atribuo a culpa antecipada ao horário. E antes que alguém pergunte, sim, o som ficou baixo–aumente um pouco para conseguir escutar.

Quaisquer dúvidas, fiquem à vontade para postar nesta entrada e eu tentarei responder.

Experiências com a maçã

September 3rd, 2007 § 9 comments § permalink

No MacBook, estou usando, na maior parte, os vários produtos da Apple que são distribuídos com o mesmo para experimentar o que os mesmos tem de interessante e ver como são diferentes de produtos portados.

Estou gostando, de maneira geral, mas há duas coisas que incomodam profundamente:

  1. A falta de atalho para muitas operações. Programas Windows e Linux geralmente tem uma profusão de atalhos e, principalmente no Linux, muitas opções de customizam. Embora alguns programas no Mac OS X realmente possam ser bem customizados, as opções geralmente são mais limitadas que nos outros sistemas.

  2. O nome dos programas da própria Apple são uma pouca vergonha: Mail, Pages, Keynote, Numbers, e por aí vai. Tudo bem: são diretos ao ponto. O grande problema é na hora que você precisa pesquisar alguma coisa sobre os mesmos no Google ou outro mecanismo de busca. Aí ferrou, porque não dá para achar absolutamente nada sem uma pesquisa muito específica.

Tirando isso, tem sido uma experiência interessante. Para algumas coisas, é claro, tive que pegar alternativas de código aberto ou pagas porque as disponíveis são bem básicas. É um mundo diferente, mas até o teclado está mais fácil agora.

Palestra Seaside disponível

September 3rd, 2007 § 4 comments § permalink

A gravação da palestra que eu dei no último sábado sobre Seaside já está disponível no site da e-Genial. No momento, você pode baixar a apresentação em formato SWF, mas logo ela estará disponível também via streaming.

Se você assistiu a palestra e tem alguma dúvida, fique à vontade para usar esta entrada como área de perguntas. Prometo tentar responder todas, embora talvez não imediatamente.

Balanço cultural de agosto

September 1st, 2007 § 5 comments § permalink

Como o ano já está acabando, a conclusão inevitável é que minha meta não vai ser cumprida. Mesmo assim consegui dar uma acelerada em minhas leituras e o resultado do mês foi o seguinte:

  • 6 livros
  • 10 filmes

Nos livros, o mês passou pelos já resenhados Dreaming In Code, Coraline e Soon I Will Be Invincible. Além deles, aproveitei para ler o sétimo livro da série Harry Potter–antes que alguém me contasse o final–e continuar a leitura da série A Torre Negra. Desta última, o segundo volume, chamado A Escolha dos Três foi bem melhor que o primeiro, mostrando o crescimento do Stephen King como escritor. O terceiro livro, que estou lendo no momento, está muito bom também. Finalmente, para completar os seis livros mencionados, li Star Trek: Federation, um dos pockets que tanto me divertem. Bem fora da continuidade, mas divertido.

Nos filmes, o esquecível Ghost Rider, o interessante The Number 23 (cujo meio é surpreendente, mas tem um final bem fraco comparado com o que poderia ter sido) e uma segunda pedida de Crimson Tide, que continua bom como da primeira vez que vi. Flyboys foi bobinho (produzido e estrelado por ninguém menos que David Ellison, filho de Larry Ellison, fundador da Oracle) e Sunshine melhor do que eu esperava. O resto não vale a pena mencionar.

Mês próximo, mais livros.

Where am I?

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