O ano livre

December 31st, 2007 § 10 comments § permalink

Se 2006 foi o não-ano, 2007 foi o ano livre. Foi o primeiro ano em que eu me vi completamente livre das amarras da vida cotidiana de trabalho-casa, casa-trabalho. Por causa, foi o ano em que, profissional e pessoalmente, eu experimentei algumas das minhas maiores realizações e tive alguns dos momentos de maior satisfação em minha vida.

Ser livre profissionalmente–como todos que já experimentaram bem o sabem–não quer dizer ficar livre de problemas. Entre as dificuldades de tocar a empresa e problemas de saúde, 2007 também foi um ano muito complicado. Financeiramente, foi o ano mais difícil que eu já passei desde que me sustento por esforço próprio. Mesmo assim, estou satisfeito.

O próximo ano parece que vai ser o ano em que as coisas que estamos construindo vão dar certo. Isso é mais do que se pode desejar normalmente, vai envolver muito esforço mas é algo que estou esperando com ansiedade.

Para todos os leitores que acompanham esse blog regularmente, que viram um pouco disso e que me apoiaram com seus comentários e e-mails, um muito obrigado pelo companheirismo ao longo do ano. Descobri recentemente que algumas pessoas estão lendo o que escrevo já há mais de cinco anos, o que é algo surpreendente e satisfatório. Mais uma vez, obrigado a todos vocês e meus votos de um próximo ano igualmente proveitoso, cheio de trabalho e satisfação.

O futuro do malware

December 31st, 2007 § 3 comments § permalink

Via Bruce Schneier, um artigo sombrio na Search Security sobre as mudanças que estão acontecendo no mundo dos malwares, incluindo um novo tipo de programa virtualmente imune a ataques externos.

O cenário é assustador e lembra muito o que Charles Stross e Peter Watts descrevem em seus livros sobre a evolução sistêmica de redes em uma ecologia em que o ponto primário não é propagar informação mas impedir que a mesma seja corrompida. Ironicamente, como sempre acontece nesses trabalhos, os autores colocam esses eventos em um futuro distante e o mundo real conspira para fazer as coisas acontecerem mais rápido.

O que impressiona é que a capacidade de adaptação desses programas está superando em muito a capacidade de resposta. Como o próprio artigo aponta implicitamente, muito tempo está sendo gasto em tentar reconhecer o que está acontecendo e pouco tempo em desenhar contramedidas. O mercado de programas anti-vírus está estagnado há anos e o necessário agora é escrever programas capazes de identificar tráfego suspeito e oferecer aos usuários formas práticas e acessíveis de bloquear isso. Educação sistematizada mais programas eficientes e localizados seriam muito melhores do que as atuais tentativas de ser tudo para todos.

Balanço cultural de dezembro

December 31st, 2007 § 6 comments § permalink

Mês passado, quando terminei o mês, achei que não teria tempo para ler nada em dezembro. Entretanto, entre os feriados e oportunidades de viajar, com paradas em aeroportos e rodoviárias, acabei lendo mais do que imaginava.

O resultado de dezembro foi o seguinte:

  • 14 livros
  • 4 filmes
  • 5 episódios de séries

Nos livros, comecei o mês com Fatal Revenant. Este é o segundo livro na tetralogia final da série The Chronicles of Thomas Covenant, The Unbeliever e se mostrou bem melhor do que o primeiro livro. As duas trilogias originais datam da década de 80 enquanto a nova série começou a ser escrita há pouco mais que três anos. Apesar dessa distância de mais de 20 anos, Donaldson encontrou um balanço novo com os livros conseguindo combinar os melhores aspectos dos livros originais com o seu crescimento com o escritor. Como já mencionei várias vezes aqui, esses são os melhores livros de fantasia que já li e o primeiro livro das séries originais foi o único livro em toda minha vida que eu joguei contra a parede por pura revolta contra o personagem principal.

Os dois livros seguintes foram indicações e, embora não profundos, divertidos o suficiente para valer a leitura. A Kiss of Shadows, de Laurell K. Hamilton, é a estória de uma princesa faerie que se esconde no mundo humano com uma investigadora privada. O livro acaba de voltando mais às políticas e intrigadas da Corte Unseelie e me lembrou The Mysteries (sic), de Lisa Tuttle, embora este último seja um pouco mais eficiente.

A outra indicação foi Magic Kingdom for Sale — Sold!, de Terry Brooks, que é a estória de um bem sucedido advogado que perde a mulher e a razão de viver. Um dia, ele encontra um anúncio vendendo a posição de rei em uma terra mágica. Sem nada a perder, ele decidi comprar o reino mágico, e descobre que o anúncio é verdadeira mas que há mais na estória do que ele inicialmente pensava. Bem divertido, o livro é uma leitura rápida. Terry Brooks provavelmente é mais conhecido por suas cópias de Tolkien, que vendem bem porque o povo quer algo parecido, mas que não chegam aos pés de nada que o professor escreveu. Este livro é o primeiro de uma série e foi diferente o suficiente para valer continuar a ler os outros livros.

Os livros seguintes foram uma leitura auto-indulgente: Os sete livros da série de pockets da série The Captain’s Table do universo de Star Trek. Esses livros, leitura super-rápida, contam sobre um bar especial ao qual somente capitães tem acesso, seja de que época ou que tipo de navio ou nave comandam. Não dá para revelar muito sobre o bar sem entregar o que faz a estória especial, mas basta dizer que as surpresas com os personagens serão muitas (e não estou falando somente de personagens de Star Trek). Os livros geralmente são centrados em uma personagem específico que é levado ao bar por um amigo em um local completamente diferente da estória anterior. O único preço para as bebidas é contar uma estória para os demais patronos, verdadeira ou não, mas que seja épica em suas proporções. O resultado é bem interessante e os livros se relacionam uns com os outros em vários níveis. Para quem gosta do universo trekker, a leitura deve agradar.

Dos três livros seguintes, dois já foram resenhados aqui: Freakonomics e Uma Breve História de Quase Tudo.

O terceiro foi Longitude, de Dava Sobel, que a fascinante história de como o cálculo da longitude, um dos problemas científicos e práticos mais difíceis dos últimos séculos, foi resolvido. O livro se foca nos personagens principais e faz um bom trabalho de descrever não só a dificuldade como as intrigas e confusões acontecidas em torno da busca e serve com uma boa visão de como algumas coisas acontecem na ciência, mais por teimosia do que por cooperação.

Fechei o mês com The Cipher, the Diana Pharaoh Francis, outro livro curto mas divertido. Como fantasia, apresenta um sistema de mágica interessante, desviando-se dos padrões de magos e feiticeiros comuns ao gênero. Só por isso o livro já merece uma nota boa. O final é apressado e um pouco amador, mas é provável que os próximos livros da série (sempre séries, é claro) sejam interessantes.

No geral, em termos de livros, o mês foi dedicado a livros curtos e daí o número maior do que o mês anterior. Minha lista para o próximo ano já ultrapassa 200 títulos, e haja dinheiro (que não haverá) e tempo (que, provavelmente, também será curto) para conseguir ler tudo o que quero.

Passando para os filmes, dois deles poderiam ser descartados e só assisti pela famosa preguiça da meia noite: O Homem da Mascará de Ferro e Os Filhos da Máfia. Um dia alguém talvez consiga me explicar com O Homem da Máscara de Ferro conseguiu reunir um conjunto de atores tão bons (John Malkovitch, Gabriel Byrne, Jeremy Irons) e ser tão ruim. Quem leu a estória original de Alexandre Dumas provavelmente esperava algo melhor mas o final é traído completamente pela expediência hollywoodiana e se converte em um lixo de primeira categoria. Não que o resto do filme seja muito superior é claro.

Dos dois outros filmes, gostei muito do primeiro, Stranger Than Fiction, resenhado aqui, e também do segundo, The Bourne Ultimatum. Sou fã da série de livros e gosto igualmente dos filmes embora eles representem um universo alternativos em relação às estórias originais.

Para o próximo ano, mais livros, é claro.

A dança do salmão

December 29th, 2007 § 2 comments § permalink

Como não gostar de um clipe com uma piranha que canta hip-hop e um baiacu que faz beatboxing? :-)

Stranger Than Fiction

December 29th, 2007 § 4 comments § permalink

Stranger Than Fiction é um belo filme, principalmente pela combinação da prosa explícita e da poesia inerente que permeiam cada momento do filme. Do momento em que Will Ferrell entra em cena, com seus personagem quieto e destituído de brilho–tão diferente de sua representação típica–ao momento em que o personagem de Emma Thompson não consegue parar de tremer pelo que fez e precisa fazer, mas que não deseja, esse combinação define o tom do estória.

O filme não está isento de clichès, é claro; mas, como todo bom filme de meta-ficção, consegue explorar esses mesmos clichès de uma forma que satisfaz o espectador e não se rouba às expectativas formatdas. E ao abraçar esses clichès, consegue converter o seu final em algo que consegue tocar o espectador a despeito de tudo o que já foi dito e feito e que, em tese, o teria preparado para o que vai acontecer.

Para aqueles que não viram, Stranger Than Fiction conta a estória de Harrold Crick, um obsessivo fiscal do IRS, que, subitamente, começa a ouvir uma voz feminina narrando sua vida. Não demora muito e a voz prediz sua morte iminente. Desesperado, ele tenta descobrir o que está acontecendo e se vê personagem de um livro que o conduz inexoravelmente a um final fatídico. Conversamente, a escritora está tentando sair de seu bloqueio criativo e encontrar uma forma de matar Crick que seja coerente com o livro.

A transformação de Crick ao perceber que vai morrer e não pode fazer nada sobre isso é tradicional nesse tipo de filme mas se torna interessante ao ser colocada na perspectiva dos personagens adicionais. Da escritora que deseja desesperadamente encontrar uma forma de matá-lo; ao seu eventual par amoroso, uma padeira cujo negócio ele está auditorando; ao professor de literatura–como sempre uma excelente atuação de Dustin Hoffman–que acredita no que está acontecendo com ele e se propõe a ajudá-lo a resolver o mistério; e, finalmente, aos pequenos personagens que dão o contexto adicional à estória e a resolvem no final, tudo contribui para um conjunto que, sem se desviar do foco comum de estórias com final marcado, consegue ainda assim impressionar.

Eu confesso ser um fanático com esse tipo de estória–das quais He Walked Among Us, de Norman Spinrad é provavelmente o melhor exemplar–mas, a despeito da afinidade natural, gostei da forma como Stranger Than Fiction lida com o progesso da narrativa, especialmente pela ausência de suspense proposital que dá ao filme algo que outros como o similar The Number 23 não consegue obter. E, claro, não dá também para esquecer a trilha sonora calma e sintonizada com as mudanças passadas pelos personagens.

Recomendo para quem gosta desse tipo de gênero e para qualquer um que queira duas horas de uma boa estória contada com maestria.

Uma Breve História de Quase Tudo

December 26th, 2007 § 0 comments § permalink

Desde que me entendo por leitor, meu tipo favorito de livro de não-ficção sempre foi o de divulgação científica. Desde novo, a história da ciência e das descobertas, as explicações das teorias científicas mais modernas–e basicamente qualquer coisa relacionada a isso–sempre foram um ponto de interesse.

Não seria muita surpresa então dizer eu gostei de [Uma Breve História de Quase Tudo], de Bill Bryson. Claramente inspirado no similarmente entitulado Uma Breve História do Tempo, de Stephen Hawking, o livro de Bryson se propõe a ser uma viagem não só pela cosmologia, o tópico de Hawking, mas uma descrição de basicamente toda ciência moderna começando, de fato, com a origem no Universo e as implicações do que tem sido descoberto recentemente, mas seguindo depois para praticamente todos demais campos científicos, de astronomia a zoologia, de química a palenteologia, passando por física de partículas, mecânica quântica, evolução e muito mais.

Bryson escreve de uma forma extremamente acessível e teve o cuidado de organizar o livro de uma forma bem lógica em que um tema se segue ao outro naturalmente. Começando com o Big Bang, como notado acima, ele termina com a evolução do homem, tendo estabelecido anteriormente tudo o que é necessário para entender o processo e finalmente questionando o papel e responsabilidade do mesmo face ao planeta em que o mesmo habita. No processo de mostrar cada teoria e cada avanço levando a essa compreensão, ele narra não só o conhecimento adquirido mas as infindáveis lutas (teórias e de ego) que levaram a esse ponto. O livro se tornam então é uma aventura que mostra também o espírito humano que levou aos descobrimentos mostrados e não uma mera exposição de fatos.

O livro não está isento de erros. Qualquer leitor um pouco mais familiarizado com os tópicos notará os pontos em que Bryson escorrega (como quando descreve o mito comum de que o vidro das catedrais européias varia em espessura por ter escorrido com o tempo), embora isso, de forma alguma tire o prazer da leitura. Dentro do mesmo ponto, há momentos em que o livro se mostra datado–mesmo tendo apenas quatro anos de publicação–e um bom complemento ao mesmo é pesquisar um pouco mais sobre as questões deixadas por Bryson dentro do texto. Por exemplo, a descoberta final da matéria negra e suas implicações é recente o suficiente para alterar a compreensão de boa parte do texto de cosmologia em questão.

O estilo do livro é claro e compacto, dividido em dois formatos. Para o passado, Bryson adota um tom mais professoral, seguindo como um historiador pelos caminhos tomados, pelas disputas acontecidas e pelas questões ainda não resolvidas. Para a ciência mais próxima de nosso tempo, ele passa para um tom mais jornalísticos, com citações e pedaços de entrevistas com cientistas contemporâneos intercalando-se com o texto descritivo.

O resultado é um livro agradável e acessível que deixará qualquer leitor interessado encantando com os mistérios e descobertas da natureza. Mesmo uma leitura casual relevará uma abundância de referências que tornarão a mesma ainda mais interessante. Não há como não se divertir também com os episódios narrados por Bryson ao mostrar como o mais bem intencionado cientista pode comprometer um estudo por mero ego ou como a ciência às vezes parece andar mais por sorte do que por competência humana.

Finalmente, depois do que escrevi acima, também não acho que venha como surpresa o fato de que eu recomendo o livro fortemente. Tanto para quem gosta do assunto como para quem quer presentear e incentivar outros, o livro é uma excelente acquisição.

Pão de Cast #8

December 24th, 2007 § 0 comments § permalink

Para alegrar o seu Natal está no ar o Pão de Cast #8 – Edição “Jingle Bells é a mãe”. Entre os assuntos falados estão o lançamento do SimpleDB, da Amazon; o fato de que o IE8 agora está passando no Acid2 e o que os lançamentos atuais da Microsoft mais a idéia do IE8 podem significar para o mercado dos navegadores; mais discussões sobre o código livre e comentários gerais sobre os eventos da semana que passou.

Com sempre, estamos abertos a sugestões e comentários e temos agora uma nova forma de contribuição. Se você quer contribuir com o Pão de Cast, nos envie seus comentários e perguntas através de arquivos MP3 ou OGG e os colocaremos no ar durante a gravação.

Freakonomics

December 23rd, 2007 § 6 comments § permalink

Um tanto ou quanto atrasado, finalmente consegui ler Freakonomics. Embora seja uma leitura rápida, eu enrolei um pouco para poder ler com um pouco mais de calma do que os meses passados estavam permitindo.

O livro, escrito em conjunto por Steven D. Levitt, um economista, e Stephen J. Dubner, um jornalista, reflete, quase que em sua totalidade, as teorias expressas pelo primeiro autor, descritas de uma maneira mais familiar ao público pelo segundo autor. Da mesma forma que The Tipping Point, por Malcolm Gladwell, já resenhado aqui, o livro ganhou notoriedade entre a intelligentsia por suas opiniões e explicações pouco convencionais para fenômenos que tem intrigado a comunidade científica por décadas, como o que está por trás da corrupção, o motivo do declínio do crime nos EUA durante a década de noventa, e assuntos relacionados.

Particularmente, embora o livro tenha sido uma leitura agradável, o tratamento de Levitt e Dubner dos temas citados me pareceu bem superficial e faltando a análise pelo menos um pouco mais profunda oferecida, por exemplo, por Gladwell em seus dois livros mais conhecidos.

No cerne de Freakomonics estão quatro idéias principais:

  • Experts usam seu conhecimento em vantagem própria;
  • Incentivos são a base de toda economia moderna;
  • A sabedoria convencional muitas vezes está errada; e
  • Pequenos acontecimentos podem ter conseqüências profundas.

Das quatro idéias acima, nenhuma delas é reveladora ou, pelo menos, nova. De fato, a menos que uma pessoa não tenha gasto alguns minutos para refletir como o mundo realmente funciona, essas quatro idéias são auto-evidentes e gastar um livro inteiro para demonstrá-las é, no mínimo, pouco produtivo.

O ponto onde o livro ganha é realmente nos casos apresentadas pelos autores para demonstrar as idéias acima. Usando comparações sagazes–por exemplo, o que professores do ensino médio tem em comum como lutadores de sumo–um caso específico para cada um dos pontos oferecidos é formado mostrando como a interpretação trivial é, geralmente, incorreta.

O que não impede, é claro, que controvérsias existam nas interpretações dadas. De fato, e não sem ironia, embora o próprio Gladwell tenha escrito um blurb elogioso para o livro, a teoria que ele apresenta em The Tipping Point para queda da criminalidade em New York é diretamente contradita por Levitt. O assunto gerou, inclusive, bastante discussões após o lançamento de Freakonomics, com uma conversa entre os autores via seus respectivos blogs (1, 2, 3). Sem surpresa alguma, os autores concordaram em discordar.

Embora eu ainda recomende a leitura de Freakonomics, com base na estimulação intelectual que o mesmo pode prover, eu confesso estar decepcionado em face das resenhas lidas anteriormente que o consideravam brilhante e inovador. Principalmente após a leitura de The Tipping Point, que explora mais a fundo as questões, é difícil entender o status de Freakonomics. Se o livro tivesse o dobro de conteúdo e análise, talvez eu tivesse terminado o mesmo com uma conclusão diferente. No momento, entretanto, eu tenho que dizer que não vi tanto de surpresa do que Levitt e Dubner escreveram.

Castle: MonoRail + ActiveRecord

December 21st, 2007 § 4 comments § permalink

Em meus últimos projetos .NET, onde não há uma opção explícita do cliente, passei a usar o Castle, que, com seus sub-projetos MonoRail e ActiveRecord, faz com que o desenvolvimento em .NET seja um pouco mais suportável.

O Castle é uma coleção de projetos que inclui camadas de acesso a banco de dados (através do NHibernate e ActiveRecord), mecanismos de templating (vários, dos quais os mais usados são o NVelocity e o Brail) e uma série de outros serviços para o desenvolvimento rápido de aplicações (inclusive, sem esquecer de testes).

Embora a minha experiência ainda seja pequena, estou gostando. Eu gosto do C# como linguagem de programação e algumas das suas características se encaixam até melhor na maneira como eu prefiro programar em ORM do que o próprio Rails. Por exemplo, a forma como as classes ActiveRecord são declaradas no Castle é um excelente meio termo entre o Rails e o Django que facilita bastante a compreensão do código.

Obviamente, não sendo uma linguagem dinâmica, algumas coisas são bem mais difíceis ou menos flexíveis. E faltam os confortos com os quais nos acostumamos ao usar o Rails, Django e Cake como um console ou um shell. Depuração é muito mais fácil, já que o .NET conta com um depurador completo mas nem por isso mais interessante.

Eu imagino que a próxima versão do C# transformará o Castle em um framework ainda mais agradável. No momento, entretanto, ele já está salvando um enorme tempo de desenvolvimento nos nossos projetos.

Dicas de pronúncia

December 15th, 2007 § 7 comments § permalink

Para o pessoal que vive dando palestra e tem que falar termos em inglês e fica na dúvida sobre alguma mais espinhosa, uma dica é usar o site do Merriam-Webster que tem a pronúncia básica de praticamente todas as palavras listadas em sua versão online.

É bom para descobrir, por exemplo, que driven, written e hidden se falam com i mesmo– dr-i-ven, por exemplo, e não, dr-ai-ven.

Mesmo para termos comuns é bom dar uma conferida; na pior das hipóteses, vai salvar você de ver um ouvinte torcer a cara no meio da palestra. :-)

Where am I?

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