Novembro foi um mês de pós-recuperação e não rendeu quase nenhum oportunidade de ler. Entre a organização de um evento e o fato de ter que colocar meia dúzia de projetos em dia, acabei lendo pouco e assistindo mais seriados.
O resultado de novembro foi o seguinte:
- 3 livros
- 4 filmes
- 8 episódios de séries
Nos livros, comecei por Simulacron-3, da Daniel Galouye. O livro foi a inspiração para o esquecido 13º Andar que saiu no mesmo ano que The Matrix. Particularmente, embora já tenha assistido este último pelo menos umas quinze vezes, já assisti o anterior incontáveis vezes e não consigo resistir rever um pedacinho sempre que o vejo passando em algum canal, o que dá uma idéia de quais são as minhas preferências. O livro é antigo, de 1967, e bem datado em relação à parte tecnológica. A idéia, porém, é muito bem executada e, claro, mais elaborada que o filme. Vale a pena uma leitura se você puder encontrá-lo.
O segundo livro foi Budapeste, de Chico Buarque. Na capa do livro, um dos blurbs é de José Miguel Wisnik que diz: “Budapeste, no exato momento em que termina, transforma-se em poesia”. Concordo plenamente. Eu não tinha lido nenhum outro dos livros de Buarque, mas Budapeste me encantou pelo estilo e fluidez da estória. A trajetória de um ghost writer que se perde e se reencontra em Budapeste é mais poesia do que prosa e a forma como Buarque tece a estória já torna o livro digno de uma releitura.
Terminei o mês lendo Confessor, o livro final na série The Sword of Truth, de Terry Goodkind. Eu já tinha reclamado do estilo de pregação do autor há um bom tempo atrás–que tenta emular, sem sucesso, seu ícone do Objetivismo, Ayn Rand–e este livro não fica muito atrás em termos de exposições exaustivos de filosofia mal explicada o que me leva a manter a conclusão: Goodkind é um excelente contador de estórias, mas um péssimo expositor. Mais foi bom terminar a série, que já dura quinze anos e que acompanho há pelo menos cinco, esperando os livros finais. Ainda bem que o autor não morreu antes de terminar. O final foi meio corrido mas deu para satisfazer o leitor. Imagino que os fãs tenham entrando em êxtase com tantos personagens originais que apareceram por algumas linhas.
Nos filmes, 28 Weeks Later (Extermínio 2) que, se não manteve a qualidade do anterior, foi bom o suficiente para manter a minha atenção até o final. O estilo operático de algumas cenas é o que há de melhor no filme, combinando a loucura da situação com uma fluidez de movimentos que até hoje não vi paralelizada em qualquer outro filme de ação.
Ratatouille foi encantador, o melhor filme de animação do ano e uma recuperação há longo devida do estilo de estória infantil que os filmes como Shrek–por melhor que sejam–estavam perdendo.
Pirates of Silicon Valley teve sua resenha própria e o último filme que vi, Sunshine, foi um repeteco. Gostei ainda mais do mesmo na segunda vez, e até mesmo os tons anti-religiosos no filme fizeram mais sentido.
No próximo mês provavelmente não vou conseguir ler ou ver qualquer coisa, mas vou fazer um esforço

Preciso assistir novamente Sunshine. Gostei bastante do filme quando assisti ele no cinema.
Já Ratatouille, bem, eu comprei em DVD.
Eu achei o filme demais — como quase tudo que a Pixar faz — e os extras (Lifted e o Seu Amigo o Rato) valem a pena.