Turbo

December 6th, 2007 § 6 comments

Minha primeira ferramenta de programação foi o Turbo Pascal 5.0, nos idos de 1994. Um disquete de 5 1/4 distribuído pelo professor era o meu acesso a um mundo que me interessara desde minhas primeiras leituras sobre computadores e a capacidade dos mesmos de serem programados para o que quer que fosse preciso. Da versão 5.0 pulei rapidamente para a 5.5, que oferecia um suporte incipiente a OOP, e para a 6.0, na qual era possível fazer coisas bem mais interessantes com objetos e gráficos. Cheguei até a programar um ambiente gráfico antes de descobrir, desapontado, que o trabalho era muito para competir com o Windows.

O interesse por produtos da Borland não morreu cedo. Depois de um breve trajeto com o Turbo C++ 3.0, eu programei em Delphi de 1997 a 2003, com retornos esporádicos até 2006. Com a mudança das firmas onde eu trabalhava para o mundo .NET e os freqüentes erros estratégicos da Borland, uma das ferramentas que mais me deu prazer em trabalhar foi ficando para trás. Ainda tenho uma cópia do Delphi 6 Professional que comprei com meu próprio e suado dinheiro e cujo CD provavelmente já está parando de funcionar.

Depois de tanto tempo longe da comunidade–eu era um piolho nos famosos grupos de discussão do Borland, respondendo tudo o que podia, principalmente na área de desenvolvimento Web–eu confesso que fiquei surpreso ao descobrir que a Borland voltou com sua linha Turbo, atualizada para os tempos modernos. Há o Turbo Delphi, uma versão moderna do Turbo C++ e, pasmem, Turbo Delphi for .NET e Turbo C#.

Obviamente, são versões reduzidas dos produtos maiores equivalente, que concorrem sem muito sucesso contra o Visual Studio, mas é interessante receber uma lufada no passado remodelada para o mundo moderno de programação. Como a versão básica do Turbo Delphi é grátis, meus dedos estão coçando para experimentar novamente o mundo Borland.

Melhor do que isso só uma versão nova do Turbo Pascal.

§ 6 Responses to Turbo"

  • Ei Ronaldo,

    meio off-topic ao post mas, vc ainda trabalha c/ .NET?
    Nao é ruim trabalhar c/ .NET e depois ir p/ o ruby ou smalltalk? nao te atrapalha em nada na cabeça misturar essas coisas?

  • Ronaldo says:

    Opa, Bruno. Eu continuo trabalhando com o .NET porque é o mais usado entres os meus clientes (empresas de grande porte). Dá tristeza na hora de largar o Ruby, Smalltalk e os outros mas tenho que ser pragmático no momento. :-)

  • Oi Ronaldo,

    Rapaiz, eu nao passei por todas essas etapas que você passou… Mas estive com Delphi por um tempo… Talvez seja pela forma que a empresa trabalhava, mas não consigo mais trabalhar de maneira desordenada e com a ferramenta Delphi.

    Hoje eu sou feliz. 😉

  • Ronaldo says:

    Eu confesso que sinto saudade do meu tempo com o Delphi.

    Em 1998, eu desenvolvi meu primeiro framework Web para o Delphi sobre o ISAPI direto. Foi uma experiência fascinante lidar com baixo nível. Depois disso, escrevi vários, com graus diferentes de refinamento. Algumas das aplicações rodaram por anos.

    Em 1999, eu fiz uma implementação do ActiveRecord baseada no paper semional do Scott Ambler. Foi uma das minhas primeiras experiências com ORM e ficou em menos que 2000 linhas de código Delphi.

    As minhas aplicações eram todas MVC com uma separação bem clara entre as partes. O formato de componentização do Delphi era uma mão na roda nesse aspecto e o fato de que a linguagem era estática não atrapalhava muito.

    O Delphi como linguagem hoje é bem mais interessante do que era na época e daria para fazer muita coisa legal. Só algo como o ECO já coloca qualquer ORM no chinelo. ORM two-way e visual é algo que nenhuma outra ferramenta fez ainda direto no ambiente.

    Sinto saudades mesmo. :-)

  • Jackson Pires says:

    Falando em Delphi vcs viram que hj tem palestra o dia todo??

    http://borland.interwise.com/borland/iSeminar/ER1739/

    Eu até queria ver as novidades, mas não tenho como acessar do trabalho.. :(

  • Ronaldo says:

    Tinha visto não. Pior que hoje também nem teria tempo de ver.

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