Em 1995, no segundo ano do ensino médio, achei um livro na biblioteca–perdido entre as estantes mais ao fundo–que me prendeu imediatamente a atenção. De fato, mal consegui esperar para chegar em casa e continuar a leitura que eu começara no intervalo entre as aulas.
O livro contava, de uma maneira ficcionalizada, a história do programa espacial americano. Narrado em um estilo muito parecido com um documentário, o livro tinha um enredo enorme e cativante, envolvendo três famílias ao longo de várias décadas. Esse tipo de livro é um dos meus preferidos–Neal Stephenson, Ken Follet, Jeffrey Archer e Kim Stanley Robinson estão entre meus autores favoritos por conseguirem contar estórias assim com perfeição–e o drama contido nas páginas ladeadas por uma dura capa vermelha me empolgou do começo ao fim.
Esse ano, por acaso, ao assistir um pedaço do filme Os Eleitos, me lembrei da estória e quis revê-la. O problema é que eu não me lembrava de quase nada sobre o livro. O nome do autor e o título do livro estavam perdidos entre as memórias distantes daquela época e até mesmo da estória só restavam alguns detalhes: o primeiro nome do personagem principal era John, um nome comum demais para evocar qualquer outra lembrança; a idéia de que ele estudara em Annapolis; e o fato de que parte da história contada pelo filme era similar à do livro.
De fato, meu primeiro pensamento foi que o filme era a adaptação do livro. Mas logo descobri que Os Eleitos é a adaptação de um livro documentário por Tom Wolfe. Uma breve pesquisa sobre filme e livro não revelaram mais nada.
Entra em cena a Internet. Como eu não lembrava de nada além do citado acima, fiz a primeira tentativa com o Google, esperando que uma resenha talvez me levasse ao local certo. As combinações de palavras-chaves não levaram a lugar nenhum.
O que me ocorreu então é que a Wikipedia provavelmente teria algo sobre o assunto. O verbete Astronaut levou imediatamente à lista de astronautas fictícios. No meio da lista, o livro: Space, por James Michener. O personagem principal era John Pope e ele, de fato, estudou em Annapolis no livro.
Em português o livro se chama A Corrida para as Estrelas e está disponível na Estante Virtual. Já está na fila. Não se a estória será tão boa mais de quinze anos depois, mas não custa tentar.

Eis a minha busca:
Quando mais jovem, na oitava série do ensino fundamental também vi um livro na biblioteca da minha escola que me chamou bastante a atenção, foi quando peguei para ler e me maravilhei.
Até hoje ainda lembro o nome do livro A Ordem dos Futuros.
Hoje, o livro pode ser encontrado na internet bem fácil, mas eu não gostaria do livro físico, mas sim, eletrônico, e não acho.
Eletrônicos realmente são mais raros, principalmente de material que está ficando mais velho. Talvez você encontre nos canais não usuais.
O que essas histórias não contam, ou contam de passagem, foi que o programa espacial norte-americano foi uma continuação do programa de foguetes V2 da Alemanha. A conquista da Lua foi o maior triunfo nazista.
Eu concordo que o contexto todo é muito maior. Geralmente o foco maior é em torno da Guerra Fria quando o programa–e de fato, toda ciência da época–é resultado de uma quantidade enorme de fatores políticos e sociais que são muito difíceis de precisar.
O que me atraiu na época para o livro–e não sei se vou encontrar isso em uma leitura nova–foi aquela visão magnificente das estrelas, de que o Universo é enorme e que valia a pena perseguir o sonho de ir ao espaço por mais complicado e caro que isso fosse. Essa visão, eu tenho cá comigo, compensa as origens escuras do programa.