Depois de executar o seu primeiro fly-by em torno de Mercúrio, a sonda MESSENGER começa a retornar as primeiras fotos e elas são impressionantes.
A MESSENGER é a primeira sonda a visitar Mercúrio em 30 anos e começou sua missão em 2004. O fly-by executado ontem é o primeiro de três ao redor do pequeno planeta e a inserção orbital só acontecerá no começo de 2011. Mas, mesmo que o começo real da investigação de Mercúrio esteja distante, os resultados intermediários já estão valendo a pena.
A foto mostrada aqui (clique na mesma para versões maiores e mais informações) foi tomada de uma distância de 27 mil quilômetros e mostra um lado do planeta que ainda não havia sido visto nas outras vezes em que sondas visitaram o planeta por causa de suas trajetórias diferentes em relação ao modo como Mercúrio orbita o Sol.
Em preto e branco, Mercúrio se parece muito com a Lua, bombardeado e cheio de crateras, mas o site da missão está prometendo fotos coloridas que vão revelar em detalhe muito maior as características da superfície do menor planeta do Sistema Solar.
Eu confesso que fico completamente empolgado com essas missões. Eu passei o ano novo de 2000 acompanhando a Cassini e torcendo para que tudo desse certo no fly-by de Júpiter. Mercúrio é um planeta basicamente desconhecido e acompanhar as explorações dos próximos anos vai ser algo fascinante.


E a inserção orbital só acontecerá no começo de 2001.
No futuro, o passado já aconteceu.
Corrigido. É isso que dá escrever de madrugada.
Corrigido. É isso que dá escrever de madrugada.
Ah, bom. *Agora* eu entendi o texto.
Eu também tento acompanhar essas missões. Acho exploração espacial sensacional, por vários motivos. As imagens são lindas e pensar sobre o assunto (espaço, exploração e etc) é um desafio mental espetacular.
A motivação para o meu texto sobre a nostalgia das coisas futuras foi justamente essa questão da exploração espacial.
Eu acho que o único arrependimento que eu tenho de ter nascido no século vinte é não pode viajar livremente pelo espaço–isso supondo, é claro, que os próximos séculos trarão alguma solução para esse problema.
Bom, eu tinha colocado uma fé grande no SpaceShipOne e tal, mas a coisa esfriou um pouco (até onde eu sei).
Eu ainda sonho em, antes de morrer, dar uma saidinha do planeta e voltar, só para ver o céu de verdade, sem essa montanha de nuvens e o azul calcinha de sempre.
Acho interessante essa exploração espacial, mesmo porque acredito na tal “vida fora daqui”.
Luiz, o jeito é conseguir 20 milhões de dólares e passar um tempo na estação espacial. Ainda é perto da Terra, mas na pior das hipóteses é melhor do que esperar um breakthrough em física.
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Lucas, ironicamente, eu acho muito improvável.