Depois de pensar um pouco e fazer algumas comparações pouco científicas, decidi que esse ano vou me dedicar a aprender Lisp de maneira decente. Lisp é uma linguagem que sempre foi do meu agrado e cheguei a dedicar um pouco mais de tempo a ela na forma de Emacs Lisp. E, como o Luiz me lembrou, se eu quero aprender uma linguagem funcional e ao mesmo tempo experimentar mais a fundo com meta-programação, Lisp é a linguagem ideal.
Io me deixou bastante tentado. Quando mais eu lia sobre essa minúscula linguagem, mais interessante me parecia. Só perdeu para o Lisp porque eu realmente quero pode falar com mais consistência sobre uma linguagem que já admiro há muito. Haskell é outra que sempre me atraiu bastante, mas eu vou poder experimentar com bastante coisa similar trabalhando com Lisp.
Uma outra vantagem enorme de Lisp é que meu editor favorito, o Emacs, possui um tremendo suporte para a mesma na forma do Slime, o Superior Lisp Interaction Mode for Emacs. Além de suportar basicamente todas implementações Lisp em uso atualmente, o Slime é o melhor REPL com o qual experimentei.
Alias, o SLIME é quase um IDE psíquico, capaz de adivinhar o que você está querendo enquanto você escreve. Além das funções normais de edição, compilação e execução, a parte de documentação e de ajuda à definição é muito boa. Eu gosto especialmente da parte de fuzzy completion que permite que você digite parte de um comando qualquer e ele sugira as escolhas prováveis.
Meu ambiente, resumido, é o seguinte:
- Emacs (Carbon Emacs)
- SBCL e CLISP, que são minhas implementações favoritas
- Slime, é claro
- Hyperspec instalado localmente e integrado ao Slime
E como material de apoio:
- On Lisp, por Paul Graham
- Pratical Common Lisp, por Peter Seibel
- Using Slime, um screecast excelente sobre o mesmo (MOV, Torrent)
Agora é só meter a mão na massa. UCW é um dos próximos passos.

Este ano eu vou estudar é Emacs Lisp, talvez eu engrene com Lisp também!
Não gosta de Scheme não?
Eu comecei a brincar com Scheme quando estava vendo os vídeos do SICP mas acabei parando quando não tive mais tempo de assistir as aulas. E como Scheme é um dialeto de Lisp, acho que estudando uma dá para ter uma boa noção da outra.
Minha dúvida é,
Vale a pena aprender emacs?
Ouço tanto falar sobre ele… Mas parece que pra você ficar produtivo em emacs leva um bom tempo.
Ainda não escolhi entre emacs e vim, se é que um dia vou aprender um dos dois.
A curva de aprendizado do emacs é realmente alta. Mas eu acho que compensa bastante porque quando você começa a se acustomar com o ambiente, sua produtividade cresce exponencialmente. Só a enorme quantidade de modes que ele possui já bate basicamente qualquer coisa que existe na praça. É quase um sistema operacional. O modo Rails do mesmo bota qualquer outra na praça para correr, por exemplo.
Dito isso, entre vim e emacs, acho que é mais uma questão de gosto. Se você prefere modal, vim; se não, emacs. O poder de ambos, para 95% dos usuários, é mais do que suficiente.
Quanto ao emacs lisp, é um dialeto limitado e específico do Lisp. Se você vai aprender Lisp, provavelmente é melhor aprender em uma implementação completa.
Como material de apoio, sugiro também a lista do http://wiki.lisp-br.org/
Eu comecei a brincar com Lisp mas, depois de conhecer mais o Paul Graham, larguei de mão.
Eu já andei dando minhas olhadas no Wiki. Tem um bom material lá mesmo. Sobre o Paul Graham, ele é mais um zelote como os vários outros que estão se multiplicando hoje. Acho que a linguagem vai sobreviver muito bem sem ele. Eu até lia o que ele escrevia em seu blog, mas também parei depois que ele andou falando umas bobagens sobre orientação a objetos.
Ronaldo,
Daria pra citar os post em que o Graham fala as bobagens que voce citou ?
Abraços.
Procure no meu blog pelo nome dele:
http://logbr.reflectivesurface.com/index.php?s=graham
Eu escrevi algumas vezes sobre o assunto, com referências.