The Pragmatic Programmer

February 24th, 2008 § 0 comments

The Pragmatic Programmer é outro livro sobre desenvolvimento como um ofício escrito em um estilo que é muito interessante e acessível. Dave Thomas e Andy Hunt tem muita experiência na área e isso aparece no texto de uma maneira bem positiva.

Muitos dos conselhos que o livro dá são bem óbvios. Mesmo assim, a maioria delas está naquela categoria em que uma lembrança freqüente é sempre bem-vinda ao longo da carreira. O propósito do livro é ser essa lembrança.

O conselhos do livro são mais fortes nas áreas em que programadores geralmente tem problemas–como comunicação e o trato com a gerência. E isso é muito necessário, especialmente considerando o quão processualmente integrada a programação está se tornando, e como metodologias ágeis estão mudando o campo. Mas há também muita coisa prática sobre temas como prototipação, estimativas, escolha de linguagens e assuntos similares.

Duas das coisas mais interessantes sobre o livro são os desafios e exercício. Os desafios são questões sobre o texto recém-lido, desafiando o leitor a pensar um pouco mais sobre o assunto e assim expandir sua compreensão do que leu, ao mesmo tempo em que descobre como aplicar aquilo ao seu trabalho diário. Os exercício são mais práticos, geralmente envolvendo código, e fixam o conhecimento de maneira mais profunda. São duas boas ferramentas para garantir que o que o livro diz não vai ser esquecido tão facilmente.

Ler o livro me lembrou quão ruim eu achei Software Craftsmanship. É como se McBreen tivesse lido esse livro, tido alguns insights e decidido escrever um livro inteiro em cima do que seria no máximo um artigo ou ensaio.

Obviamente, o livro não é perfeito. Algumas das falhas, como a tendência de considerar Java um exemplo de como as coisas devem ser feitas, tem mais a ver com a época em que o mesmo foi escrito do que com falhas de exposição. São pequenos problemas no que é, de maneira geral, um livro excelente.

No geral, este é um livro prático e atual que pode beneficiar tanto programadores iniciantes–que já terão uma boa base do que fazer e do que não fazer–como programadores experientes–que podem relembrar práticas que podem ter abandonado por limitações de ambiente e carreira. O final do livro é um pouco lento mas vale a pena continuar já que há gemas escondidas em cada seção do mesmo.

Esse é um dos livros que provavelmente vão entrar para a minha biblioteca permanente e que eu recomendo bastante.

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