Fevereiro continuou movimentado e tanto leituras quanto filmes caíram um pouco. Eu planejava sair mais, ir no cinema e teatro, mas a ironia de que minha mãe passou pelo mesmo problema e tirou a bagatela de trinta pedras da vesícula contou contra o tempo nas últimas semanas.
O resultado do mês ficou em:
- 7 livros
- 4 filmes
- 8 episódios de séries
Nos livros, abri o mês com The Last Light of the Sun, do Guy Gavriel Key. Eu já estava para ler algum livro dele há pelo menos dois anos por recomendações de terceiros e gostei demais do modo dele de escrever. Como escrevi na rápido comentário do link anterior, o livro é evocativo e poético. Eu sempre gostei de ficção histórica alternativa e o livro de Key combina os melhores aspectos desse gênero.
Depois desse foi a vez, de Ancient Shores de Jack McDevitt. McDevitt é provavelmente um dos melhores escritos de ficção científica rápida e leve e seu livro não desaponta. A estória da descoberta de um artefato alienígena em um campo e as implicações do mesmo para a humanidade são um tema batido mas McDevitt consegue manter o passo e terminar de maneira interessante, lidando mais com os efeitos sobre as pessoas do que se preocupando com a tecnologia em si.
Na seqüência, foi a ver de Dead Lines, do Greg Bear. A mistura de suspense e horror funciona muito bem e o final é quase que perfeito. Eu gosto muito do jeito que Bear escreve e a estória de um celular que funciona em uma freqüência que não deveria funcionar e abre as portas para a entrada de algo que não deveria entrar no mundo também é um tema que foi usado sem sucesso por muitos escritores e filmes. Stephen King tentou algo parecido em Cell e o resultado foi medíocre. Onde King falha, Bear tem sucesso. Obviamente, Cell vai virar filme.
O livro posterior foi Mistborn, de Brandon Sanderson. Como escrevi na resenha, gostei bastante e espero conseguir ler os próximos livros ainda esse ano. Sanderson é o escritor que foi escolhido para terminar a série The Wheel of Time e acho que ele não vai ter problemas.
Continuando, foi a vez de The Pragmatic Programmer, dos conhecidos Andy Hunt e Dave Thomas. Como também escrevi na resenha, esse foi infinitamente melhor do que Software Craftsmanship e é um livro que vale a pena ter em uma coleção de programação. Mesmo programadores já velhos de carreira podem se beneficiar de uma leitura ocasional do mesmo para lembrar o que realmente importa.
Old Man’s War, o livro seguinte, ganhou fama de tanta promoção por parte do seu autor, John Scalzi. É uma space opera na melhor tradição do gênero e consegue introduzir uma vivacidade moderna no mesmo. Em suma, sobrevive ao hype provocado pelo próprio autor.
Fechei o mês com Axis, do Robert Charles Wilson. Esse foi o único desapontamento do mês, considerando que eu gostei demais de Spin–que, inclusive, ganhou um Hugo. Esse livro pareceu mais uma forma de capitalizar no sucesso do anterior e preparar para um próximo. Quase sem estória, passo lento e nada de interessante no final além de uma pequena revelação sobre o livro anterior.
Quanto aos filmes, pouco coisa. Assisti por acaso Stuck on Your (Ligado em Você), que foi mais divertido do que eu pensei inicialmente.
Depois disso, revi 2001 e vi 2010 que nunca tinha visto. 2001 continua excelente, mesmo estando já tão datado e acho que essa foi a primeira vez que eu vi uma versão não editada para televisão, o que melhorou a experiência. 2010 é descartável como os demais livros da série.
Finalmente, assisti Mulholland Dr. (Cidade dos Sonhos), do David Lynch. Lynch é tão impactante e visceral que eu só consigo assistir um filme dele a cada cinco anos. Eu estava para assistir esse desde 2002 e só vi esse mês. Estória muito boa–e pesada, é claro–e eu fico com a explicação normal embora existe uma família inteira de teorias sobre o mesmo.
Com a volta de algumas séries, acabei vendo alguns episódios de Smallville e House mas nada que mereça comentário.
Voltamos no próximo mês.
