O tom operático

March 22nd, 2008 § 2 comments

Uma coisa que eu gosto em filmes é o uso de música que aparentemente está fora do contexto da cena para criar uma espécie de sensação operática em relação à mesma. Isso é difícil de explicar sem poder mostrar, mas alguns exemplos podem ajudar.

Alguém se lembra do filme Navio Fantasma e do momento em que a personagem de Emily Browning, a garotinha fantasma, mostra à personagem de Julianna Margulies o que realmente aconteceu. A cena é basicamente a única coisa que presta do filme, descrevendo os eventos com um acompanhamento musical perfeito e alguns pequenos momentos em que a cena se congela rapidamente para seguir adiante quase que imediatamente–eu não sei o termo técnico para isso. O efeito é conduzir o o espectador quase como um cantor de ópera consegue congelar o tempo e fazer com que as pessoas assistindo se sintam dentro da cena.

Outros dois exemplos são Extermínio e Extermínio 2. No primeiro, quando o personagem de Cillian Murphy invade o complexo em que alguns militares se esconderam para salvar suas companheiras. A movimentação do personagem, as paradas que ele faz ao longo do caminho que são refletidas na música e todo o contexto formam algo impressionante. No segundo filme, é o mesmo, com o personagem de Robert Carlyle correndo e deixando sua esposa para trás.

Esse tipo de uso da música e ação é algo relativamente raro em filmes e nem sempre o todo é memorável. Algumas vezes, com no caso de Extermínio, o efeito completa o filme e o torna, se não uma obra prima, pelo menos um representante muito bom do gênero.

Alguém se lembra de outro exemplo?

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§ 2 Responses to O tom operático"

  • Claro! Com certeza!
    Música é tudo! Em filme ainda, nem se fala! Eu me lembro bem, no filme Entrevista com o Vampiro, mais pro final, quando o Vampiro Louis (Brad Pitt) põe fogo no Pricipado da cidade, e ao sair do mesmo, se encontra com o Vampiro mudo (que agora não me lembro o nome).
    Louis com a foice na mão e o mudo avançando, pausadamene em sua direção. A música conduz toda a cena, até que o mudo usa sua ultra-velocidade para distrair Louis, mas Louis consegue o cortar com a foice.
    Perfeito!

  • Ronaldo says:

    Boa lembrança! Entrevista com o Vampiro é um livro/filme que eu gosto muito.

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