Balanço cultural de março

April 2nd, 2008 § 1 comment

Março foi o mês da minha mudança para São Paulo e o último terço do mês foi praticamente sem leituras, o que reduziu bastante a minha média mensal. Apesar disso, deu para ler bastante coisa interessante e assistir a alguns filmes.

O resultado mensal ficou assim:

  • 5 livros
  • 4 filmes
  • 10 episódios de séries

Abri o mês lendo Raibowns End, do Vernor Vinge. Vinge é um autor fascinante e influente tanto no âmbito da ficção científica como no da ciência da computação com suas idéias sobre inteligência artificial e a singularidade tecnológica. Não é por acaso que seus livros regularmente ganham os prêmios maiores na área. Seus A Fire Upon the Deep e A Deepness in the Sky são obras primas do gênero e livros que o leitor não esquece facilmente. Rainbows End, seu último, é uma exploração incrível de um possível futuro próximo e um pré-testamento às transformações que estão acontecendo no momento em nossa sociedade. Mais detalhes sobre o que eu achei do livro podem ser encontrados em minha resenha.

Depois desse foi a vez do Free Culture, do Lawrence Lessig. Excelente também, por sua análise profunda e sem reservas sobre o campo de propriedade intelectual e cultura. Não vou me estender mais nos detalhes porque também fiz uma resenha sobre ele na época em que li onde dou mais detalhes sobre os temas e o que achei.

Na seqüência li The Algebraist, do Iain M. Banks. Ele é um autor do qual gosto bastante por sua série The Culture, mas não gostei muito desse título. Não por não pertencer à série–ele continua sendo um escritor muito bom–mas pelo excesso de world-building em detrimento da trama principal. Para quem prefere, o livro vai ser muito bom porque apresenta uma galáxia de personagens interessante, mas eu realmente achei muito lento e um pouco perdido em relação aos outros que eu tinha lido.

O mês continuou com Farthing, de Jo Walton. Esse é um mistério detetivesco que se passa em uma Inglaterra alternativa em paz com o Terceiro Reich, paz essa obtida logo após o início da guerra e onde os Estados Unidos nunca entraram em combate. O livro se passa oito anos depois e envolve o grupo de pessoas que negociou a paz. Novamente, fiz uma resenha sobre o livro, do qual gostei bastante, e também não vou me alongar aqui sobre os detalhes.

Fechei o mês com Crystal Rain, livro de estréia do Tobias Buckell. É divertido, uma boa space opera, mas que falhou em me empolgar com outros do gênero.

Nos filmes, assisti The Ark of Truth, um dos dois filmes que vão completar os arcos de enredo que ficaram faltando de Stargate SG-1. Foi mais um episódio de duas horas que realmente resolveu um dos arcos de maneira rápida e sem firulas. Divertido, mas nada de especial.

Depois disso vi Disturbia (Paranóia), mais um desses filmes sobre o serial killer da casa ao lado. Também divertido, mas sem maiores surpresas.

Continuei com Layer Cake, com o Daniel Craig na pelo de um traficante que planeja se aposentar mas quando está para sair se vê envolvido em uma cômica trama de encontros e desencontros. Deu para rir um pouco e o final foi bem coerente com o tom do filme.

Fechei o mês revendo Children of Men, que continuou muito bom e interessante na segunda passagem. O tom sombrio e triste do filme e o tom logo após o encerramento, quando os créditos começam a rolar, sem completam de uma maneira muito agradável e que tornam o filme bem memorável.

Em abril provavelmente a média baixa se manterá com todas as mudanças que estou acontecendo. Tanto é que até o momento não consegui ler mais do que cinco páginas dos dois livros que estou lendo. Só espero que maio dê mais folga.

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§ One Response to Balanço cultural de março

  • PotHix says:

    Æ!!

    Fico impressionado quando vejo esse seu balanço cultural…hehehhe…Eu não consigo ler tudo isso de livros num mês…( em português…em inglês esse numero cai para 1/3 no mínimo )…hehehe

    Há braços

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