Ser proponente de código livre não é:
- Usar código livre. Isso qualquer um faz, principalmente quem quer “economizar” um graninha e contar vantagem ao dizer que apoia a comunidade livre.
- Extrair alguma coisa e dizer que você fez porque era livre. É muito fácil pegar o trabalho dos outros e empacotar em um formato um pouco diferente–botar uma embalagem diferente–e dizer que você fez aquilo. Difícil mesmo é contribuir com algo de substancial.
- Modificar e liberar dizendo que você inventou. Esse é um dos piores e menos éticos. Código livre não excluir o direito de quem criou aquele trecho de código ou aquela ferramenta. Pegar algo que alguém teve o trabalho de fazer, modificar um pouco e dizer que é seu é uma das piores coisas que se pode fazer em termos de código livre. Há um círculo do inferno reservado para quem remove o crédito anterior e faz um trabalho passar por seu. Você pode até ter modificado substancialmente–esse é o espírito–mas ignorar o fato de que outros também trabalharam é desprezível.
- Deixar de devolver algo. Passar a vida inteira ganhando sobre o código livre e não devolver suas alterações é outra atitude que possui um círculo reservado no inferno.
Eu não me importo com quem só usa proprietário. Mas quem fica do meio do caminho não merece consideração. E tudo bem, podem me chamar de radical agora.

Ótimo post, resumiu bem a situação, parabéns.
E não é só aqui no Brasil (terra do jeitinho) que essa confusão sobre o soft livre – proposital, oportunista na maioria dos casos – ocorre, olha que nem quero pensar nas grandes corporações de soft proprietário que catam código livre por aí.
Mas isso tudo é consequência do modelo. Fazer o que? uma super ban list de “personas non gratas” na comunidade?
Concordo, com ressalvas no primeiro ponto.
Acredito que uma pessoa/ empresa pode ser sim proponente do código livre (ou software livre) sendo apenas um usuário.
A chave está no _uso_.
Se for um uso ignorante, do tipo “uso pq é de grátis”, então ela está no meio termo. Agora é possível sim pessoas/empresas serem usuários conscientes do produto (no caso o código) que estão usando e inclusive serem vetores para a diseminação desse código.
Mas posso estar errado.
olá, paz e bem!
grande post!
parabenizo tb o Luiz Rocha pela exelente colocação.
sou servidor público municipal e no meu micro de trabalho instalei o Firefox e o Thunderbird sobre WinXP… e ainda rodo o Open Office Portable eventualmente!
entendo que é válido o uso e aos poucos vou evangelizando os colegas para o uso de softwares livres ou conforme o caso os de código aberto.
continue com essa radicalidade Ronaldo!!!
[]s livres,
leo
Guarujá, SP-BR