Eu não…

May 8th, 2008 § 22 comments

  • Eu não escolheria Rails para escrever uma aplicação Web que consistisse, em sua maior parte, em processamento fora da interface com o usuário, ou cujo maior ponto fosse uma API;

  • Eu não escolheria Django para uma aplicação cujo domínio fosse extremamente complexo, com modelos dinâmicos, tabelas construídas on-the-fly, e funcionalidades similares;

  • Eu não escolheria Seaside para uma aplicação que consistisse em recursos individualizados, independentes e cujo referenciamento fosse essencial;

  • Eu não escolheria ASP.NET para um site inerentemente visual, cuja interface externa com o usuário fosse a parte essencial da aplicação;

  • Eu não escolheria Castle Monorail para aplicações de pequeno ou médio porte em que manutenção fosse mais importante do que o desenvolvimento de nova funcionalidade;

  • Eu não escolheria Ruby para aplicações de rede onde o potencial de instabilidade fosse maior do que o normal;

  • Eu não escolheria Python para um ORM ultra-adaptável;

  • Eu não escolheria ASP clássico ou PHP puro para coisa nenhuma.

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§ 22 Responses to Eu não…"

  • Marcos Neves says:

    Por favor gente, para ninguém sair “maguado”, não confundam “Eu” com “Eu, se fosse você” ou “Eu recomendo que você”

  • Samir says:

    “Eu não escolheria Castle Monorail para aplicações de pequeno ou médio porte em que manutenção fosse mais importante do que o desenvolvimento de nova funcionalidade.”

    Trabalho com Castle diariamente e isso pra mim não tem base alguma….

  • Ronaldo, você não gosta da forma como o Rails expõe recursos como APIs? Seria interessante saber sua opinião sobre isso.

  • Ronaldo says:

    Marcos, iêba! Falou tudo. :-)

    Samir, note que cada frase começa com “eu”. É uma coisa extremamente pessoal. *Eu* não escolheria PHP puro para nada, mas conheço um monte de gente que escolhe, gosta e ganha bem com isso. :) Eu tenho sites em produção em PHP, por escolha do cliente.

    Lucas, não em particular. É conveniente, mas não é muito interessante.

    Eu acho que o Rails precisa de processamento demais para servir determinadas coisas que deveriam ser chamadas pequenas e diretas. Digamos que você tenha uma API que simplesmente recebe um valor, valida e insere isso em um registro. Eu não vejo porque criar um ambiente inteiro, fazer um processamento monstruoso sobre objetos, registrar dezenas de hooks, etc, etc.

    Um lance muito legal é o que o Merb faz, que possui um API handler que essencialmente pula a maioria desses passos e deixa que o processamento seja feito em um nível mais baixo se esse for o desejo do programador, aumentando em muito a capacidade localizada de processamento.

    E, dependendo da situação, eu faria a API em algo ainda mas básico.

  • Realmente é um ponto negativo.

    Pelo que li, parece que o Ezra está tentando “portar” algumas dessas características do Merb para o Rails enquanto tenta torná-lo compatível com o Rack. Tomara que dê certo.

  • Ivan says:

    Para cada parágrafo faltou o “De fato, eu escolheria…” 😉

  • C.E. Lopes says:

    Tô com o Ivan. Deu o alerta, agora dá o caminho das pedras… 😉

  • Muito legal seu artigo, Ronaldo!

    *EU* não concordo com tudo o que você disse, mas achei muito legal e corajoso você ter exposto assim seu ponto de vista. =D

    Não conheço seus motivos para gostar ou não dessa ou daquela ferramenta, mas tenho acompanhado seu blog para tentar entender e creio que tenho muito a ganhar com isso. =)

    O mais legal é que, ao contrário de muita gente por aí, você não escondeu a particularidade de sua opinião pessoal atrás de nenhuma pretensa verdade incontestável. É preciso coragem pra isso!

    Parabéns pelo artigo, pela coragem e pelo ponto de vista também!

    []’s
    Cacilhas

  • Ronaldo says:

    Lucas, sim, esse trabalho do Ezra tem um potencial muito bom. O lance todo é que o Rails teve que crescer em cima de uma base específica que não contemplava certas coisas (vide problemas com o Active Resource).

    Mas eu acho que essas coisas vão ser resolvidas logo. Pelo que eu estou vendo, as próximas versões do Rails vão ter bastante trabalho nesse sentido, o que vai ser muito interessante.

    Ivan, Lopes, esse fica para um próximo artigo. :-)

    Rodrigo, muito obrigado. :) Eu gosto principalmente do fato que você não concorda. As pessoas vivem se esquecendo de que podem escolher e que o que funciona é algo muito relativo.

    Obrigado também pelas palavras sobre o blog. Muito do que eu escrevo aqui é justamente essa tentativa de justificar/entender as opções.

  • Willian says:

    Perfeito!
    Adoro quando a pessoas expressam suas opiniões sem medo de serem felizes!

  • Marcio says:

    Muita gente, detona o php e você pode até não usar, mas mesmo assim o PHP só cresce.

    Vai entender né….???

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  • Ronaldo says:

    Eu não disse que não uso. Eu disse que não escolheria. Coisas inteiramente diferentes. :-)

    Eu tenho vários sites em produção em todas as linguagens/frameworks que mencionei. Como qualquer leitores mais antigo pode atestar, eu sou, primeiramente, pragmático.

  • É, “o PHP só cresce” (fontes?) e o número de sites porcaria também. Vai entender né?

    Quando é que essa criançada vai aprender que qualidade/sucesso não dependem da linguagem, mas sim de quem desenvolve?

    Vamos crescer galera. Essas guerrinhas imbecis não levam à nada. Coisa de criancinha mimada.

  • RoadHouse says:

    você não é pragmatico ronaldo… você é uma fraude =:P

  • Marcio says:

    Oi Ronaldo, desculpe por minha má interpretação. E Lucas, não tô fazendo guerrinha não cara, se acalme…. rs, só estou sendo sarcástico mesmo, o que na verdade eu quero dizer é que muita gente não da muita bola para o PHP, e muitas vezes o colocam como algo “ultrapassado” e mesmo assim ele é a escolha de grandes projetos como os que citei no post anterior.
    Mas acho que isso, como disse o Ronaldo, está mais ligado ao pragmatismo de quem os desenvolveu.

    Grande abraço.

  • getboa says:

    WTF !?

  • Ronaldo says:

    Lucas, cara, é justamente essa a minha justificativa para não escolher PHP. Eu até uso se o cliente pede, mas uma linguagem patchwork em que você precisa compensar com workarounds para tudo quando é lado não é minha praia. Para quick&dirty até vai lá, mas para projetos reais é sofrer desnecessariamente.

    Roudi, pssst! Não espalha. Alguém que não deve pode ler isso aqui. :)

    Marcio, sem problemas! A caixa de comentários está aberta porque eu gosto de opiniões alheias, mesmo que eu não concorde com algumas (ou muitas, dependendo da questão). :)

    Getboa, WTH?

  • É Ronaldo, concordo com você, apenas estava respondendo ao comentário do Marcio.

    Eu acredito que um bom desenvolvedor consegue fazer algo não tão “macarronesco” com PHP e similares, mas também acredito que fraquezas nas linguagens contribuem para código malfeito e projetos desastrosos.

    Prefiro ficar no Quick & Clean mesmo. :)

  • Pedro Paulo says:

    parece que você só libera comentário que é fácil de responder. interessante, demonstra seu caráter.

  • Ronaldo says:

    Pedro, eu respondi mas o seu e-mail voltou. A essência da resposta é esse: o blog é meu e eu não tolero ad hominem. Se você argumentar, eu aceito qualquer coisa. Mas partir para apelação pessoal, remoção imediata mesmo.

  • RoadHouse says:

    eu acho UÓ nego que vem infere caráter por comentário em blog! isso demonstra o caráter 😀

  • Carlos says:

    Já que PHP é Quick&Dirty… que alternativa você recomenda? Ruby On Rails?

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