Balanço cultural de julho

August 22nd, 2008 § 1 comment

Julho foi um mês um pouco mais tranqüilo em termos de leitura e deu para manter a média dos meses anteriores. No balanço, o mês ficou assim:

  • 5 livros
  • 5 filmes

Nos livros, comecei o mês com uma releitura de Mordant’s Need, um série de fantasia em dois volumes por Stephen R. Donaldson que, como leitores regulares do blog sabem, é um dos meus autores favoritos. Esses são dois de meus livros de fantasia favoritos, não só pela maestria na escrita quando pela uso imaginativo de novas formas de mágica e pelas voltas e reviravoltas no que de outra forma seria uma estória comum. Lidando profundamente com o tema do que é realidade, também não é um livro que se preocupa somente com uma estória fantástica a ser contada mas também com reflexões sobre a natureza do que somos. Como qualquer coisa do Donaldson, mais do que recomendado.

O mês continuou com Flash, o primeiro livro por L. E. Modesitt que eu leio. O livro se passa em um futuro suficientemente distante para que o mundo tenha passado por várias transformações significativas—como o fim dos EUA e o nascimento de uma nova nação englobando toda a América do Norte, o surgimento e banimento de inteligências artificiais, e a chegada de uma economia de quase pós-escassez onde mega-corporações disputam o mercado através do uso cuidadoso de propagando ultra-localizada—e conta a estória de Jonat deVrai, um ex-militar que saiu dos Marines por não mais concordar com o uso de forças militares por parte de corporações em detrimento do povo e que agora vive com um consultor de prod-placement. Ao aceitar um contrato de consultoria pouco usual, deVrai se vê jogado no meio de uma conspiração e precisa usar suas antigas habilidades para se proteger e descobrir como sair da situação em que se encontra—contando com aliados interessantes. Boa estória que não chega a alcançar grande profundidade mas diverte mesmo assim.

Depois foi a vez de A Journey in Grace, por Richard Belcher. O livro é uma crônica ficcional da juventude de uma pastor narrando o período em que ele se defrontou e aceitou o Calvinimo como sua visão teológica. Em paralelo com essa descrição, o livro apresenta a vida do pastor como um contraponto aos excessos possíveis do Hipercalvisnismo e Arminianismo. Esse contraponto, eu confesso, foi bem mais interessante do que a parte teológica que, como na maioria dos livros sobre Calvinismo, sofre de pouca análise e de uma recorrência a argumentos circulares. Vale a pena como discussão, mas deixará leitores mais avançados pouco satisfeitos.

Para fechar o mês, li Darkness of the Light, por Peter David. Eu gosto muito dos livros de David e esse não desaponta, embora, sendo o primeiro de uma série, termina abrupto demais para ser competamente satisfatório. O livro se passa em uma Terra futura em que a humanidade foi derrotada por doze raças exiladas que são nada mais do que monstros lendários que teria sido banidos em várias “ondas” para a Terra tendo finalmente ganho a batalha em algum ponto futuro. O livro narra as estórias diversas de vários grupos em um momento em que a sorte da humanidade está para mudar. Interessante, mas preciso ver o próximo livro para ver se vale a pena continuar.

Nos filmes, esse foi o mês do delicioso WALL-E. Como o filme foi analisado à exaustão, eu só vou dizer que curti cada segundo do filme e me emocionei como milhares de outras pessoas com as aventuras e desventuras do pequeno robô. Definitivamente um que vai para a coleção permanente.

Seguindo, vi Beowful que achei muito fraco a despeito de todo o hype sobre a fotografia do mesmo. A estória diverge demais para agradar quem conhece a lenda e não chega a empolgar em qualquer momento.

Hancock, que vi na seqüência, começou muito bem e acabou muito mal. O filme poderia ter sido perfeito sem toda a confusão romântica feita para agradar o público “médio”. Teria, eu tenho certeza, sido antológico. Mas, optou-se pela saída mais fácil e embora o filme agrade pela subversão do papel do herói, a segunda metade deixa um gosto amargo na boca.

O último destaque do mês foi Kung Fu Panda que também valeu cada segundo. Uma estória muito divertida, rica em referências e com sacadas geniais para o fim do filme.

No próximo mês, muitos filmes e poucos livros.

Tagged

§ One Response to Balanço cultural de julho

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

What's this?

You are currently reading Balanço cultural de julho at Superfície Reflexiva.

meta