Balanço cultural de janeiro

February 6th, 2009 § 2 comments

Em janeiro retomei meu ritmo usual de leitura e filmes com o seguinte resultado:

  • 8 livros
  • 4 filmes
  • 10 episódios de série

Os três primeiros livros do mês foram The Fall of Hyperion, Endymion e The Rise of Endymion, todos por Dan Simmons e que juntos com Hyperion, lido do mês anterior, compõem a tetralogia Hyperion Cantos.

Enquanto o primeiro desses três livros termina a estória começado em Hyperion, os dois seguintes pulam quase que 300 anos para o futuro para explicar o panorama mais abrangente que permeia o Cantos. Os livros mostram um clara progressão no domínio do tema por Simmons, mas confesso que não achei a segunda parte do Cantos tão interessante quanto a primeira. Simmons explora bem a mitologia por trás do que está contando mas algumas coisas–com a longa peregrinação feita pelos personagens principais–se arrastam sem oferecer uma conclusão satisfatória sobre a necessidade de algumas passagens. O final é bem resolvido e amarra a maioria das pontas soltas mas carece do impacto da conclusão da primeira parte.

Seguindo o mês, li The Productive Programmer, por Neal Ford. O livro é uma compilação de dicas e técnicas para aumentar a produtividade que vão desde conceitos mais gerais como TDD, passando por itens de interesse a longo prazo como escolher o editor correto até dicas do dia-a-dia sobre como gerenciar atalhos e comandos no shell. Algumas das dicas são genéricas, outras se aplicam a somente um sistema operacional, mas todas podem acrescentar algum valor à vida do programador. Não é um livro para ler uma vez só mas para rever periodicamente implementando gradualmente as técnicas demonstradas.

Continuando, foi a vez de reler Peopleware, o clássico de Tom DeMarco e Timothy Lister. A primeira vez que li o livro foi na perspectiva de um programador, aproveitando determinados aspectos do livro. Lendo agora no papel de um Agile Manager, a perspectiva diferente é bem interessante. Esse é um livro que eu vivo citando e a segunda leitura não foi menos interessante do que a primeira, embora agora a capacidade específica de atuar tenha uma atração adicional.

Os dois livros seguintes também foram uma releitura. Embora eu realmente não bata com o estilo pregacional que Terry Goodkind adota em seus livros–ele força a barra várias vezes para mostrar seu ponto de vista–continuo achanado que ele é um excelente contador de estórias. Acabei relendo Wizard’s First Rule e Stone of Tears, os dois primeiros livros da série The Sword of Truth. A releitura foi inspirada pelos primeiros episódios da adaptação da mesma para TV, na recente série The Legend of the Seeker e foi interessante ver as diferenças do livro para a representação na tela.

Fechei o mês lendo The Diamond Age, outro clássico de Neal Stephenson que eu ainda não tinha lido. Dessa vez Stephenson mistura nanotecnologia com um mundo onde o modo de vida vitoriano ganhou ascendência e filos similares aos grupos mostrados em Snow Crash competem entre si. No meio disso, um projeto implementando por um cientista cai em mãos erradas e começa a transformar o mundo conhecido envolvendo várias facções em uma disputa por tecnologia e mentes. Como sempre, a visão de Stephenson é gigantesca e ele consegue criar um mundo completamente diferente do nosso e ainda assim realista e consistente. Mais um que não desaponta.

Nos filmes, comecei o mês vendo o remake de The Day the Earth Stood Still. Estória simplória, atores que não dão nem um esforço mínimo para convencer e propaganda descarada são contínuos dentro do filme. Esse dá para esquecer antes mesmo que você termine de sair do cinema.

Tropic Thunder é divertido no modo usual de Ben Stiller e Jack Black e conta com a participação hilária de Robert Downey Jr., mas também não convence. Dá para rir bastante com algumas partes mas a estória já cansou.

Righteous Kill, com os pesos pesado Al Pacino e Robert De Niro é uma tentativa de refazer o sucesso que Heat (Fogo contra Fogo) teve. Os dois dão um show como seria de esperar, mas o filme possui um enredo um tanto ou quanto pobre e previsível que nem a atuação e química entre eles consegue tornar algo grandioso. Algumas falas e cortes são tão inspirados que seria de esperar que o filme todo produzisse algo melhor, mas mesmo aproveitando a precisão e combinação de Pacino e De Niro, o filme não tem peso para ser um clássico.

Finalmente, fechei o mês em filmes com Layer Cake, uma divertida comédia com Daniel Craig no papel de um traficante que quer deixar a vida de crime e descobre que as coisas não são tão fáceis como parece.

Nas séries, o retorno de Lost foi forte, mostrando que a quarta temporada não foi uma coincidência e que os fãs podem esperar uma boa conclusão. Battlestar Galactica, ao contrário, parece perdida e dá a impressão de que uma quinta temporada pode ser empurrada goela abaixo dos fãs. Ou isso, ou um final cataclísmico vem por aí.

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§ 2 Responses to Balanço cultural de janeiro"

  • PotHix says:

    Æ!!

    Eu sempre leio os seus posts de balanço cultural e fico me perguntando: “Como diabos ele consegue fazer isso tudo?” hehehe

    Eu gostaria de conseguir ler metade dos livros que você lê, mas com faculdade fica bem difícil.

    Já ouvi falar do “The prodctive Programmer” e pretendo ler num futuro não tão distante. 😉

    Há braços

  • Ronaldo says:

    Opa, cara! Bão? Ultimamente eu estou lendo e assistindo filmes nas madrugadas. O batente está tão rápido que só depois de estar todo mundo dormindo é que sobra tempo. :)

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