Balanço cultural de março

April 26th, 2009 § 2 comments

Novamente atrasado, chega a vez do balanço cultural de março que, em relação à minha média normal, foi um mês bem fraco. O resultado do mês ficou assim:

  • 3 livros;
  • 2 estórias em quadrinhos;
  • 7 filmes.

Nas estórias em quadrinhos, terminei os volumes três e quatro de Sandman, do Neil Gaiman. Dream Contry, o terceiro volume, é um belo interlúdio centrado no Senhor dos Sonhos de maneiras bem sutis e tipicamente Gaimanianas. Especialmente digna de nota é a última estória do livro, A Dream of a Thousand Cats, que consegue é fantástica e amendrontadora em sua simplicidade lírica. Já o quarto volume, Season of Mists é uma descida na vida íntima dos Perpétuos, mostrando o seu relacionamento–em especial com a história não resolvido da primeiro amor do Senhor dos Sonhos–e contendo uma seqüência absolutamente estonteante em volta de uma épica decisão por parte de Lúcifer em relação ao inferno.

Nos livros, comecei o mês fechando a série Twilight com a leitura do último livro. Como mencionei no balanço cultural anterior, Meyer consegue contar uma boa estória e o quarto livro está à altura do primeiro–depois dos dois intermediários não tão interessantes. O livro finaliza a estória dos personagens chave e fornece um final satisfatório à trama. Meyer realmente tem um bom universo em suas mãos, mas a simplicidade de sua narrativa tira um pouco do glamour que vampiros normalmente possuem na literatura.

O livro seguinte foi The Music of Primes, por Marcus Du Satoy. O livro é a estória da Hipótese Riemann, um dos maiores problemas não solucionados na matemática e sua relação com os números primos e os segredos que se escondem por trás dos mesmos, juntando vários ramos distintos dessa bela ciência. Du Satoy faz um belo trabalho em ilustrar a importância e os mistérios dos primeiros e discorrer eloqüentemente sobre a cadeia de descobertas que levou Riemann à sua hipótese. Finalmente, ele fornece os detalhes das tentativas de elucidar o mistério até os dias atuais, finalizando com os caminhos que poderão ser seguidos frente a uma solução para o problema.

Fechei o mês lendo Camouflage, do Joe Haldeman. Vencedor do Nebula de 2005, o livro conta a estória de dois seres imortais, presente na Terra a milhões de anos, cuja memória do próprio passado é quase inexistente e a busca dos mesmos para descobrir suas origens através de um misterioso artefato encontrado em uma fossa submarina. O livro é rápido e primoroso em seu desenvolvimento dos personagens e da apresentação de inteligências estranhas à Terra fazendo o seu caminho entre humanos insuspeitos rumos ao seu destino. Se passando em um futuro próximo, com breves incursões ao passado para explicar detalhes da trajetória dos dois seres, o livro conseguiu me manter preso do começo ao fim. Leitura bem recomendada.

Nos filmes, o mês começou com Outlander, uma mistura de ficção científica com lendas vikings que, surpreendentemente, consegue funcionar bem. Com exceção da atuação usualmente fraca de Jim Cavieziel, o filme consegue entreter e apresentar uma trama plausível na maior parte do tempo, refazendo o mito de Beowulf com toques alienígenas.

Um outro bom filme do mês foi Taken que apresenta Liam Neeson na pele de um ex-agente da CIA cuja filha é raptada em uma viagem para a Europa começando uma maratona de 96 horas para tentar recuperá-la antes que ela desapareça para sempre. Neeson faz um espião pragmático e inescrupuloso que me lembra muito Jason Bourne dos livros e não dos filmes. O filme vale muito a pena.

You Don’t Mess with the Zohan foi divertido como a maioria dos filmes de Adam Sandler mas sem maiores surpresas. Meet Dave, por sua vez, mostra um Eddie Murphy um pouco mais passável do que seus grotescos filmes dos últimos anos e rende algumas risadas. Swing Vote mostra um Kevin Costner divertido ao lado de igualmente engraçados Dennis Hopper e Kelsey Grammer e consegue passar bem o tempo. Fechei o mês com Death Race, o remake do filme de mesmo nome de 1973, estrelado agora por Jason Statham. Suficientemente divertido para valer o tempo gasto.

Em breve, volto com Abril que, pelo visto, vai render um resumo bem curto.

Tagged

§ 2 Responses to Balanço cultural de março"

  • Daniel FL says:

    Gostei muito da sua idéia de fazer um balanço cultural mensal.
    Importante pra saber se você está adquirindo novos
    conhecimentos e mais cultura ou está perdendo muito tempo
    com outras coisas.

    Abraços.
    Daniel

  • Ronaldo says:

    Opa Daniel! Obrigado pelo comentário. Eu tento postar sobre tudo, mas ultimamente estou ficando limitado a livros e correlatos. Estou precisando escutar minha esposa mais e deixar se ficar em casa nos fins de semana. :)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

What's this?

You are currently reading Balanço cultural de março at Superfície Reflexiva.

meta