Balanço cultural de maio

June 26th, 2009 § 0 comments

Junho quase terminando e só agora deu tempo de fazer o balanço cultural de maio. O mês foi ainda mais corrido do que maio, mas deu tempo de ler um pouco mais às custas de algumas noites mal dormidas. O resultado do mês foi o seguinte:

  • 5 livros
  • 2 filmes

Começando o mês, li Leading Geeks, do Paul Glen. Para quem está começando a carreira gerencial, o livro é absolutamente imprescindível. Paul Glen é um geek escrevendo para geeks. Seu livro não é interessante somente para gerentes mas também para aqueles que tem gerentes na área pelo fato de focar não só nos detalhes do dia-a-dia gerencial mas também em procurar entender como funciona a mente geek. Dividido em dois temas, o contexto da liderança e o conteúdo da liderança, Leading Geeks fornece um bom framework para equipes que precisam trabalhar melhor em áreas de conhecimento e tecnologia.

Os dois próximos livros foram The Knight e The Wizard, os componentes da duologia The Wizard Knight de Gene Wolfe. Não preciso me estender aqui porque já fiz uma resenha bem detalhada do livro anteriormente. Basta dizer que recomendo muito, especialmente para quem gosta de literatura fantástica de natureza mais inusitada.

Seguindo o mês, li The Buried Pyramid, por Jane Lindskold. Esse é o primeiro livro da autora que eu leio e confesso que não gostei muito. O livro começa interessante, com uma estória envolvendo um faráo desaparecido nas areias do tempo e um soldado tornado arqueólogo que quer ser o primeiro a descobrir onde jaz o túmulo do mesmo. Em paralelo, um grupo misterioso pretende impedir a descoberta. Poderia ter sido um livro interessante mas descamba para uma enorme seqüência sem sentido no terço final culminando em um final deus ex machina que, embora responda as questões levantadas tira qualquer possibilidade de sentido do livro. Infelizmente, passo os próximos livros da autora a menos que alguém tenha uma recomendação muito boa.

Terminei o mês lendo Eternity’s End, por Jeffrey A. Carver. O livro, uma space opera, conta a estória de um rigger chamado Renwald Legroeder que se vê envolvido em uma conspiração para esconder o mistério que cerca uma nave espacial fantasmagórica perdida durante uma viagem espacial. Os riggers são pessoas com a habilidade de conduzir naves espaciais em segurança através de uma dimensão espaço-temporal chamada de Flux que permite viagens em velocidades acima da luz. Legroeder, que foi aprisionado por piratas durante uma viagem, tem que se aliar a uma advogada e uma raça alienígena quando é preso por ter supostamente ajudado a captura de sua nave. Em uma corrida para provar sua inocência e descobrir o mistério do Holandês Voador espacial, Legroeder precisa ir além de seus conhecimentos e formação para achar a verdade. O livro é interessante e embora não tenha tanta força literária, consegue sustentar bem a leitura até um final convincente.

Nos filmes, comecei o mês com Body of Lies, um thriller de espionagem com Leonardo DiCaprio e Russell Crowe, envolvendo conspirações e a caçada a um terrorista na Síria. Chega a ser interessante em alguns pontos, mas falha pelo final meia-boca.

Logo também no início do mês, fui ver a nova versão de Star Trek. Com fã absoluto de todas as manifestações da série, não preciso dizer que o filme marcou o fim de sete anos ansiosa de espera por algum material novo na franquia. Obviamente, como se tratava de um reboot da série, fiquei bem preocupado com a possibilidade de que o resultado final fosse completamente avesso ao que Star Trek representa.

Felizmente, embora o filme tenha suas falhas, para mim representou um boa retorno de Star Trek às telas–e pelo sucesso, possivelmente à televisão também. O filme já sofreu análises extensivas por partes dos milhões de fãs e não vou me estender nos detalhes do cânon. O filme é de ação, sim, algo que a série precisava, e, sim, peca em não forçar tanto os temas que tornaram a série icônica. Mas é um bom começo para uma exploração futura e revista desses temas. Não acho que essa bola vá cair com a competência que todos produtores sempre tiveram. Não é a Star Trek que nos acostumamos a ver em alguns aspectos e é em outros aspectos igualmente válidos. Vi três vezes o filme e vou comprar quando sair. Mas, fazer o quê, sou fã. :)

No próximo mês, mais livros e filmes.

Tagged

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

What's this?

You are currently reading Balanço cultural de maio at Superfície Reflexiva.

meta