The Wise Man’s Fear

April 16th, 2011 § 0 comments

Essa madrugada–não consegui parar depois de chegar na metade do livro–terminei de ler The Wise Man’s Fear, o segundo volume na trilogia The Kingkiller Chronicle de Patrick Rothfuss.

Eu já tinha mencionado o primeiro livro aqui há algum tempo como uma leitura essencial dentro do que a fantasia tem para oferecer nos últimos anos, dando um gostinho do que o livro conta: a história de Kvothe, aventureiro, arcanista e músico.

I have stolen princesses back from sleeping barrow kings. I burned down the town of Trebon. I have spent the night with Felurian and left with both my sanity and my life. I was expelled from the University at a younger age than most people are allowed in. I tread paths by moonlight that others fear to speak of during day. I have talked to Gods, loved women, and written songs that make the minstrels weep.

You may have heard of me.

Pelo pequeno trecho acima já dá para ver que Rothfuss não quer saber dos heróis usualmente hesitantes que a fantasia geralmente apresenta. Quando o primeiro livro se abre, Kvothe é o dono de uma hospedaria em uma vila, sob um outro nome, seus atos vivendo quase como uma lenda embora estejam há apenas poucos anos no passado. Sob um outro nome, ele é procurado por um cronista a quem decide contar sua história em três dias–daí o nome e formato da trilogia.

Dentro da história que ele conta, o começo já é fatídico, espelhando a história exterior: Kvothe perde toda a família em uma idade em que a maioria das outras pessoas não saberia nem ao menos conseguir comida por conta própria e isso o lança em uma caminho trágico e espetacular.

Embora os livros se passem, na maior parte, com um Kvothe adolescente, os livros não são de forma alguma fantasia juvenil. Embora Kvothe às vezes seja maduro de mais para a sua idade, Rothfuss consegue tornar isso não só aceitável como parte integrante da história, mesclando sucesso e falhas com maestria, demonstrando a profunda inteligência e profunda ingenuidade do personagem ao mesmo tempo.

Como eu não quero contar mais da história para não atrapalhar quem não leu, basta dizer que os dois livros representam o que há de melhor sendo escrito do gênero hoje. Um dos grandes méritos do livro, na minha opinião, está no passo forte e consistente de Rothfuss que consegue construir uma mitologia resistente e completa que dá ao mundo uma profundidade enorme ao mesmo tempo que não caí nos erros de outros escritores, descrevendo em excesso partes da história que são desnecessárias para a construção maior dos livros. Um belo exemplo no segundo livro é o momento em que Kvothe faz uma viagem longa e isso é resumido em meras duas páginas enquanto uma outra cena em que ele bebe com os amigos é descrita em detalhes e se prova depois essencial para a compreensão de um mistério.

Tudo isso torna quase certo o fato de que Rothfuss será capaz de terminar bem e satisfatoriamente o seu conto no próximo livro não deixando que sua série se arraste por dez, doze livros como outros autores.

Desnecessário dizer, o primeiro livro foi um enorme sucesso no ano da sua publicação e os fãs ficaram conseqüentemente ansiosos pela continuação que estava prevista para dois anos depois. Foram necessários quatro anos para o segundo livro mas a espera valeu a pena. Agora é voltar a esperar pelo terceiro e último livro que provavelmente vai demorar o mesmo tanto. É o único problema com a trilogia. :)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

What's this?

You are currently reading The Wise Man’s Fear at Superfície Reflexiva.

meta