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	<title>Superfície Reflexiva &#187; Astronomia</title>
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	<description>Ainda movido por uma contradição em termos</description>
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		<title>A anomalia Pioneer</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 11:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por volta de 1998 ou 1999, eu me lembro de ter ficado intrigado com um relatório sobre as missões Pioneer 10 e Pioneer 11 que indicava que as duas sondas estavam sofrendo ligeiros desvios de velocidade e trajetória em seus continuado caminho para fora do Sistema Solar. O relatório causou bastante especulação na época e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por volta de 1998 ou 1999, eu me lembro de ter ficado intrigado com um relatório sobre as missões <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pioneer_10">Pioneer 10</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pioneer_11">Pioneer 11</a> que indicava que as duas sondas estavam sofrendo ligeiros desvios de velocidade e trajetória em seus continuado caminho para fora do Sistema Solar.</p>

<p>O relatório causou bastante especulação na época e vários explicações foram dadas incluindo erros de interpretação de dados, vazamentos minúsculos de gás, e, é claro, influência alienígena. Vários testes foram feitos e várias explicações descartadas, mas não se chegou a nenhuma conclusão.</p>

<p>O que eu não tinha percebido na época, e só descobri recentemente, é que o efeito estava sendo observado também na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Galileo_spacecraft">Galileo</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ulysses_%28spacecraft%29">Ulysses</a>, lançadas bem depois e em vetores completamente diferentes. De lá para cá, o fenômeno, que ganhou o nome popular de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pioneer_anomaly">Pioneer Anomaly</a> já foi estudado exaustivamente e sua soluções continua a eludir a comunidade científica. Vários esforços estão sendo feitos para normalizar dados de várias missões e finalmente descartar artefatos nas leituras de dados, buscando então uma solução real se essa existir.</p>

<p>Enquanto isso não acontece, vários físicos estão propondo soluções principalmente considerando que várias das novas missões&#8211;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rosetta_%28spacecraft%29">Rosetta</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cassini–Huygens">Cassini-Huygens</a> incluídas&#8211;estão experimentando efeitos similares. É possível também que a sonda <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/New_Horizons">New Horizons</a>, que está a caminho de Plutão, possa ser usada para verificar algumas embora muito do que se pode fazer dependa de fatores quase que imprevisíveis.</p>

<p>Obviamente, eu estou muito curioso sobre futuros desenvolvimentos relacionados ao problema e achei incrível um novo trabalho publicado recentemente que sugere que as anomalias possam ser causadas por algo conhecido como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Unruh_effect">radiação Unruh</a>. Eu não pretendo dizer que entendo um décimo do que o artigo está falando, mas aparentemente, corpos sendo acelerados além de um certo limite experimentam mudanças inerciais causadas por essa radiação cujo <strong>comprimento de onda em baixas acelerações é maior que o diâmetro do Universo</strong>. As mudanças são consistentes com o que foi observado nas sondas, embora as conclusões ainda sejam completamente teóricas. </p>

<p>É nessas horas que eu sinto vontade de fazer um curso de física ou astronomia. O Universo é certamente um local extremamente fascinante.</p>
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		<title>O outro lado de Mercúrio</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 11:43:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ronaldo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de executar o seu primeiro fly-by em torno de Mercúrio, a sonda MESSENGER começa a retornar as primeiras fotos e elas são impressionantes. A MESSENGER é a primeira sonda a visitar Mercúrio em 30 anos e começou sua missão em 2004. O fly-by executado ontem é o primeiro de três ao redor do pequeno [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de executar o seu primeiro <span class="foreign-word" lang="en">fly-by</span> em torno de Mercúrio, a sonda <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/MESSENGER">MESSENGER</a> começa a retornar <a href="http://messenger.jhuapl.edu/gallery/sciencePhotos/view.php?gallery_id=2">as primeiras fotos</a> e elas são impressionantes. </p>

<p>A MESSENGER é a primeira sonda a visitar Mercúrio em 30 anos e começou sua missão em 2004. O <span class="foreign-word" lang="en">fly-by</span> executado ontem é o primeiro de três ao redor do pequeno planeta e a inserção orbital só acontecerá no começo de 2011. Mas, mesmo que o começo real da investigação de Mercúrio esteja distante, os resultados intermediários já estão valendo a pena.</p>

<p><a href="http://messenger.jhuapl.edu/gallery/sciencePhotos/image.php?page=1&#038;gallery_id=2&#038;image_id=117"><img src="http://logbr.reflectivesurface.com/wp-content/uploads/2008/01/mercury.jpg" align="right" hspace="10" /></a></p>

<p>A foto mostrada aqui (clique na mesma para versões maiores e mais informações) foi tomada de uma distância de 27 mil quilômetros e mostra um lado do planeta que ainda não havia sido visto nas outras vezes em que sondas visitaram o planeta por causa de suas trajetórias diferentes em relação ao modo como Mercúrio orbita o Sol. </p>

<p>Em preto e branco, Mercúrio se parece muito com a Lua, bombardeado e cheio de crateras, mas o site da missão está prometendo fotos coloridas que vão revelar em detalhe muito maior as características da superfície do menor planeta do Sistema Solar. </p>

<p>Eu confesso que fico completamente empolgado com essas missões. Eu passei o ano novo de 2000 acompanhando a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cassini–Huygens">Cassini</a> e torcendo para que tudo desse certo no <span class="foreign-word" lang="en">fly-by</span> de Júpiter. Mercúrio é um planeta basicamente desconhecido e acompanhar as explorações dos próximos anos vai ser algo fascinante.</p>
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