Do fundo do baú: Blogs

July 20th, 2007 § 0 comments § permalink

Mais navegação a esmo, dessa vez sobre blogs:

Muitos links nos textos estão quebrados–o apodrecimento de conexões na Internet é inevitável–mas ainda dá para acompanhar quase tudo.

Da discussão

July 1st, 2007 § 3 comments § permalink

Há assuntos que despertam reações fortes–para dizer o mínimo.

Dez dias atrás, eu escrevi sobre a novela do traffic shaping por parte dos provedores de banda larga, comentando que eu prefiro essa limitação do que outra pior, a da franquia. Desnecessário dizer, sempre há alguém para interpretar mal o que você diz e partir para a apelação.

Dois dias atrás, escrevi sobre a ironia de que produtos tão conhecidos como Google Docs e Google Reader usem as boas a velhas tabelas para compor seu layout quando a técnica atualmente conhecida como tableless já está tendo uma aceitação suficiente no mercado para que mesmo clientes geralmente agnósticos quanto a tais assuntos a reconheçam a prefiram.

Eu não pretendo dizer porque o Google faz isso–imagino que tenha a ver com a eterna busca de velocidade da interface por parte da empresa–como evidenciada pelo código compacto e geralmente ilegível que ela usa, mas isso não é o importante.

O C. E. Lopes fez um comentário, na minha opinião bem válido, defendendo a posição do Google, citando alguns motivos para tais. O Diego, respondeu pelo Tableless, em uma réplica bem explicada com motivos e refutações para os argumentos do Lopes. Tanto o comentário quanto a resposta são um exemplo de como assuntos devem ser tratados por partes que discordam. Infelizmente, esse não foi o caso de outros comentaristas que preferem atacar sem ao menos ter lido e entendido o ponto original ou partem para um ad hominem desnecessário.

Eu acho que discussões podem ser conduzidas sem necessidade desse tipo de comentário, mesmo que as duas partes estejam fortemente convencidas de opiniões contrárias. Eu não acredito, como já disse anteriormente, em códigos de conduta fixos, mas sei que o meio escrito é um tanto ou quanto opacos a certos tipos de expressões e um grau de tolerância é necessário nas discussões. Não há como pesar tudo.

Isso tudo dito, não quero dizer que sou imune. Mas, qualquer hora em que eu me der ao luxo, caros leitores, fiquem à vontade para dar uma martelada. Prometo me retratar imediatamente.

Blogs que me fazem pensar

June 5th, 2007 § 4 comments § permalink

O Sérgio me marcou na meme de blogs que lhe fazem pensar e eu continuo aqui. Como ele, minha lista é incompleta, mas vou fazer um esforço:

Sérgio Lima
Não é puxação de saco, não. O Sérgio é professor de física e tem uma visão particularmente única da tecnologia e suas aplicações. Seus textos sempre me fazem refletir sobre as coisas que às vezes vemos ou lemos igualmente, mas que ele interpreta de uma maneira completamente diferente–enquanto eu muitas vezes penso em tecnologia por tecnologia, ele sempre vê o lado humano da coisa.
Luiz Rocha
Mesmo que ele não tivesse sido o meu guia em São Paulo, durante o BarCamp, indo ao ponto de me arrumar um hotel quando eu deixei para a última hora, eu o mencionaria. Não posta com tanta freqüência, mas quando escreve um texto novo sempre oferece uma visão experiente da questão (ou insana, dependendo de como ele acordar). :-)
Guaracy Monteiro
Meu guru programático espiritual, o Guaracy só aparece no blog dele quando certas configurações espaço-temporais estão presentes. Mesmo assim, nunca deixo de aprender uma coisa nova quando ele escreve.
George Dvorsky
O blog desse sujeito, Sentient Developments foi um desses raros achados na Web. Ele publica freqüentemente e, sendo budista, tem uma visão bem diferente de tudo, com um balanço fascinante entre tecnologia, humanismo e conhecimento. Vale a pena cada texto escrito.
Charles Stross
A mente que escreveu Accelerando (grátis!) e Glasshouse não poderia ficar de fora. Os ocasionais textos que ele escreve sobre política, filosofia, tecnologia e outros assuntos são ensaios completos e muito bem pensados.

Como o Sérgio disse, não dá para falar de todo mundo, mas eu raramente incluo uma pessoa em minhas leituras diárias se ela não escreve consistentemente bem, o que dá no mesmo dizer que todas me fazem pensar. Mesmo os malucos.

Fuga do Bloglines

April 20th, 2007 § 11 comments § permalink

Pelo visto, eu não sou o único que está saindo do Bloglines. Como todo bom blogueiro narcisista, eu acompanho os logs de acesso do meu servidor e o que tenho notado nos últimos meses é que o número de subscrições ao meu blog no Bloglines tem avançado bem lentamente, enquanto no Google Reader, Netvibes, Newshutch e outros cresce muito mais rápido.

Considerando que esses agregadores provavelmente continuam a registrar leitores inativos, parece que o Bloglines está sofrendo uma debandada. Em outros blogs que eu tenho–não atualizados no momento–o efeito é o mesmo, embora provocado mais por para-quedistas que não reparam que esses sites estão parados.

E vocês, o que estão notando em suas subscrições?

Código de Conduta para Blogueiros

April 9th, 2007 § 9 comments § permalink

O assunto de hoje na blogosfera foi sem dúvida o Código de Conduta para Blogueiros proposto por Tim O’Reilly. O código vem na esteira dos problemas que aconteceram com Kathy Sierra, do conhecido Creating Passionate Users, que parou de blogar depois de ter recebido ameaças pessoais tanto em seu blog quanto em blogs criados com o intuito de permitir uma expressão livre de opiniões controversas mas que, aparentemente, escaparam do controle de seus criadores.

A confusão continua rendendo até o momento, e Tim O’Reilly fez uma proposta bem intencionada de um código de conduta que seria assumido por blogueiros interessados como uma fora de coibir tais excessos (que em alguns casos realmente são ilegais) e, de uma maneira geral, favorecer um ambiente mais “civilizado” entre os blogs.

A proposta do código de conduta, desnecessário dizer, rendeu milhões (tudo bem, milhares) de comentários durante o dia, e, ironicamente, uniu a blogosfera de uma maneira que raramente se vê: praticamente ninguém concordou, e os poucos que concordaram, o fizeram com objeções. Uma análise bem interessante foi a de Tristan Louis, que dissecou o texto, apontando problemas e contradições.

O assunto de comportamento civilizado na Web, por assim dizer, é algo perene. Não começou com os blogs e seguramente não vai terminar com eles. A reação é interessante e, como não poderia deixar de ser, bem cunhada na cultura americana, que, para bem ou para mal, possui uma considerável influência no que os blogs em outros idiomas publicam. Antes que alguém me dê um tiro por causa dessa declaração, repito que isso não é algo bom ou ruim, apenas similar à produção americana de filmes: não é única, mas numericamente mais expressiva. Também, em termos concretos, o conceito de liberdade de expressão dificilmente tem uma representação jurídica como no sistema legal americano. Sendo assim, vai ser bem interessante ver como os outros ecossistemas reagem ao código.

Em termos gerais, eu acho que a proposta é realmente bem intencionada, mas como o velho ditado diz, o caminho para o inferno está pavimentado por boas intenções. O código reflete, mesmo que inconscientemente, uma indicação de igualdade na Web que, sinceramente, não existe. Um código não vai corrigir o problema enquanto a causa do mesmo não for corrigida. Junto com isso, há a outra questão de que as imagens mentais definidas pelo modo como a Web funciona não são tão tratáveis em termos de códigos comuns. O modo com a Web redefine os relacionamentos e composições sociais efetivamente impede que um código assim funciona mesmo com a máxima boa vontade dos envolvidos.

Com isso, é claro, eu não estou dizendo que comportamentos abusivos sejam tolerados. Nem que possuo alguma chave mágica para resolver a questão. Mas acho que o código representa uma espécie de choque futuro. A cena mudou, e as pessoas acreditam que as coisas podem ser resolvidas da maneira usual. Se isso fosse verdade, não teríamos spam.

O fato é que tecnologia define necessariamente um plano de resposta diferente. Esse plano de resposta jamais será coberto por um código que envolva a expressão “We ignore the trolls” como um conceito chave. Talvez a reposta negativa seja uma chave em si, uma possibilidade de refletir porque a resposta foi negativa–além do “limita a liberdade de expressão”–e realmente entender um pouco mais do que está na base das mudanças que vão redefinir os nossos relacionamentos.

Na mão

April 1st, 2007 § 6 comments § permalink

Só está acontecendo comigo, ou o Google Reader está dando erro desde ontem cedo? Depois de falar tão bem do dito cujo, de como ele otimiza a leitura de RSS, é meio tosco ficar na mão assim. Esse é mais um dos motivos pelos quais não gosto de depender de serviços alheios. Se quebrar algo que eu fiz, eu mesmo arrumo.

RSS interativo, II

March 30th, 2007 § 0 comments § permalink

Parece que o tema de RSS como uma plataforma está voltando lentamente à baila: Cory Doctorow, no BoingBoing, descreve em termos quase líricos a apresentação de Matt Webb sobre um conceito que este chama de RSS-I, nome curto de RSS interativo. Um agregador RSS-I seria capaz de apresentar conteúdo dinâmico e permitir que o usuário interagisse com esse conteúdo de um modo que os atuais agregadores não permitem–no exemplo dado por Matt em sua apresentação, seria possível subscrever-se a um feed com todas ações que você possui pendentes (moderação em listas de discussão, adicionar amigos em instant messengers, aprovar pessoas no Orkut, etc) e agir sobre esses elementos diretamente do agregador.

A idéia, sem sombra de dúvida, é interessante. Eu já escrevi sobre o assunto aqui em duas ocasiões. Ironicamente, um dos textos, datado de quase dois e anos meio atrás, tinha o título RSS interativo e descrevia um experimento baseado na possibilidade de distribuir um curso inteiramente via RSS. Embora seja um exemplo limitado, principalmente por questões de segurança inerentes aos agregadores atuais, o experimento demonstra essa seria uma excelente maneira de distribuir conteúdo dinâmico via RSS. O experimento ainda funciona e pode oferecer uma pequena idéia do que seria possível fazer.

Em um outro artigo mais recente, de cerca de um ano atrás, eu considerava mais uma vez o RSS como plataforma, pensando principalmente na questão de segurança anteriormente citada. A arena de RSS sempre esteve um pouco confinada a textos estáticos, principalmente pela dificuldade em lidar com essas questões, um medo que data desde o famoso stunt usado por Mark Pilgrim para ilustrar o tema. Atualmente, com a possibilidade de usar Ajax e algo como o Flex em um feed seria uma justificativa mais do que suficiente para repensar tais limitações. Aliás, Flex ou Flash puro hoje seria possivelmente uma alternativa mais viável, considerando não só a capacidade dinâmica de tais produtos como a facilidade maior em se controlar a segurança de distribuição de conteúdo nesse formato.

Infelizmente, hoje ainda é difícil experimentar com esse tipo de formato interativo por causa das limitações anteriormente descritas. Mesmo assim, seria interessante pensar em mais formas de explorar o conceito. Com mais pessoas pensando sobre o assunto, porém, a situação pode mudar rapidamente. Será bem legal acompanhar as vastas possibilidades que esse campo pode oferecer.

Quanto se deve atualizar um blog?

March 13th, 2007 § 12 comments § permalink

O André Valongueiro escreveu uma entrada interessante sobre a freqüência de atualização de um blog e se há a necessidade de atualizações diárias. Vá e leia o texto primeiro, vale a pena.

A questão do André está condensada nesse parágrago:

É realmente necessário atualizar nossos blogs diariamente? Entendo que para alguns blogueiros, mais especificamente os que ganham dinheiro com isso, não atualizar o blog por um dia sequer significa prejuízo. Mas e quanto aos blogueiros “livres”, que optaram por administrar um blog simplesmente pela vontade de blogar e que visam, antes de qualquer coisa, relevância de conteúdo, no melhor sentido da palavra? É mesmo necessário?

Como um blogueiro “livre”, a minha resposta é que não há nenhuma necessidade, é claro. A freqüência de atualização de um blog é algo inteiramente subjetivo, ou seja, não passível de parametrização. O interesse em uma possível quantificação do efeito que entradas diárias, mais do que diárias ou esporádicas podem ter sobre um blog está no eterno narcisismo blogueiro, na sempre existente vontade de receber mais leitores e mais comentários.

Recentemente, Darren Rowse publicou uma lista de razões que levam as pessoas a pararem de ler um blog. Não sem um bocado de ironia, as razões mais freqüentes são: primeiro, muitas atualizações, e, segundo, poucas atualizações. A dualidade das respostas mostra o fato óbvio de que, seja lá qual for a sua freqüência de atualização, há pessoas que vão continuar lendo depois de observarem sua freqüência e há pessoas que não vão.

Mais adiante em seu texto, o André coloca que pausas podem levar a conteúdo mais relevante, de maior qualidade. Qualidade, eu acredito, também não é muito relevante por causa das diferenças de interesse entre leitores e, principalmente, entre o leitor e o escritor do blog. É claro que entradas escritas apressadamente, sem qualquer cuidado por uma mínima conferência do texto provavelmente não serão tão satisfatórias como algo que claramente foi pensado e digerido. E, ainda assim, existem blogs extremamente bem sucedidos que não passam de pequenos textos escritos no impulso do momento pelo blogueiro e que nem por isso são menos interessantes e relevantes.

Pessoalmente, eu escolhi publicar em média uma vez por dia. Eu entendo que isso leva algumas pessoas a pularem alguns textos e eu procuro compensar fornecendo textos curtos que possam ser pulados. Estes textos me ajudam a continuar escrevendo e ao mesmo tempo me dão as pausas entre um texto reflexivo e outro. Não sei se está funcionando, por ter retornado ao blog há pouco tempo, mas me parece uma estratégia interessante. Os comentários realmente diminuem com um freqüência maior, mas isso acontece na média. Em termos de entradas “importantes”, a tendência é que permaneçam iguais até onde eu pude constatar.

No final das contas, o que eu quero dizer é que nenhum padrão externo serve como referência para essa questão. E como o próprio André diz em sua entrada, a menos que você seja um blogueiro profissional, provavelmente não faz a menor diferença a longo prazo. Se o seu blog está lhe satisfazendo, sempre haverão pessoas com o mesmo interesse. E isso é o mais importante.

Traduções e etiqueta

February 13th, 2007 § 4 comments § permalink

Freqüentemente, eu vejo entradas em blogs brasileiros que são traduções de artigos postados em blogs escritos em outros idiomas. Considerando o fato de que nem todo mundo pode ler um outro idioma, é bem óbvia a vantagem dessas traduções: disseminação de informação, mais visitas, praticidade, etc, etc.

Infelizmente, o que eu não estou vendo são duas coisas fundamentais nesse processo: atribuição e permissão. Raríssimas são as traduções que identificam a fonte de maneira apropriada e que mostram prova de que conseguiram permissão para a republicação do material. Blogs, por sua natureza dinâmica e velocidade de publicação, são os locais onde esses problemas mais se manifestam.

Por atribuição, eu não quero dizer um mero link para o texto original, perdido no meio da tradução. Tradução que muitas vezes começa com um comentário do tradutor, escondendo ainda mais a proveniência do texto–mesmo sem intenção. A atribuição deve ser extremamente clara, na minha opinião. Para o leitor da tradução, não deve haver dúvida alguma de que o texto não é originário daquele site e que ele está lendo algo que outra pessoa teve o trabalho de escrever.

O mesmo se aplica à permissão. Ainda que o texto original não exiba qualquer menção de copyright, as regras internacionais que se aplicam nesse caso garantem o mesmo automaticamente. Traduzir algum texto e postá-lo sem atribuição é uma violação clara do copyright detido pelo autor original e, quer haja intenção ou não, uma completa falta de ética. Não há necessidade de exibir um e-mail comprovando a permissão ou algo similar, mas a permissão tem que ser obtida e especificada. Mesmo nos casos em que o texto está sob uma licença que permite disseminação e tradução é necessário consultar as provisões feitas na licença para a situação. Pode ser necessário, por exemplo, atribuir e replicar toda a licença.

Eu sou um grande partidário do copyleft e essa crítica não é um repúdio ao mesmo, principalmente considerando que a maioria do material que tornei público na Web foi sob alguma licença embasada nesse princípio. Mas, como um autor e usuário, entendo que deve haver um respeito à originalidade e o trabalho envolvido na produção de um texto, vídeo, áudio ou qualquer outra obra qualquer. E sei que muitos dos que publicam essas traduções sem atribuição e permissão gritariam ao primeiro sinal de violação de seus próprios textos, como, inclusive, já vi acontecer.

Para não me sentir um hipócrita, decidi adotar uma atitude básica: sempre que vir algo que não estiver claro em nos termos acima, mandarei um e-mail discreto para a pessoa que fez a tradução. Se ela acatará ou não a sugestão, não é meu problema. Mas acho que com isso, terei feito a minha parte.

Atualização: Exemplo perfeito de como atribuir e mostrar que obteve permissão no blog do César Cardoso.

Otimizando a leitura de RSS

February 5th, 2007 § 9 comments § permalink

Há mais de dois anos atrás, eu me perguntei aqui como o Scoble fazia para acompanhar 1400 feeds por dia quando eu mal dava conta de 92. Ele respondeu, explicando rapidamente a metodologia que usava para processar a vasta quantidade de informação que aparecia em seu agregador.

Na época, eu confesso que, embora tenha entendido como ele fazia, não vi como aplicar o mesmo método para mim. Foi só agora, mudando do Bloglines para o Google Reader, que consigo entender porque isso aconteceu. O motivo, no meu caso, foi mais coincidência do que uma diferença real entre os dois produtos. Eu estava tão acostumado com o Bloglines, usando do jeito que eu aprendera alguns anos atrás, que não dei muita atenção às mudanças de interface feitas para maximizar o fluxo de leitura.

Como o Google Reader apresenta por padrão todas as entradas atualizadas desde a última visita, sem separação específica entre os blogs, e privilegia o uso de teclado, a tarefa de descartar informação, principalmente a redundante, ficou mais óbvia. E isso faz toda a diferença. Além disso, como é fácil marcar um item para leitura posterior, o processo inicial de leitura se torna, na verdade, um processo de seleção de informação. A leitura real é feita depois, com o que sobrou. Para feeds agregados ou de notícias isso é particularmente útil. Um outro detalhe é que entradas curtas podem ser lidas e rapidamente eliminadas ou marcadas para comentários posteriores.

O resultado final é um ciclo bem eficiente de leitura que me permitiu aumentar o número de feeds que eu acompanho sem gastar mais tempo. Eu devo ser o último usuário de RSS na face da Terra a perceber isso, mas fica aí a minha breve análise se esse não for o caso. :-)

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