Twitter: o teste de meia hora

January 20th, 2008 § 11 comments § permalink

Escolha randomicamente entre as pessoas que você segue, e assim por diante com cada pessoa escolhida. Repita por meia hora ou até que você saia do nerddom.

Interessante o resultado, não?

O saltador

January 14th, 2008 § 0 comments § permalink

Depois de ver o empolgante trailer de Jumper, decidi ler o livro de Steven Gould que deu origem ao mesmo. Aproveitei e li a seqüência também, Reflex. Os dois livros são muito bons e o filme promete.

Entretanto, não foi surpresa descobrir que, pelo mostrado no trailer, o livro e o filme não compartilham nada além do personagem principal. E quando eu digo nada, é nada mesmo. No livro há uma única pessoa capaz de se teleportar e a estória é centrada em sua jornada de descoberta. Nos filmes, há um guerra, inúmeras pessoas capazes de “saltar” e nem mesmo o modo como o personagem principal descobre sua habilidade é similar ao livro.

Mas eu estou me desviando de um assunto que me deixou curioso depois de pensar sobre o título do livro e do filme. Em inglês, Jumper, que significa “Saltador”. Eu não sei sobre vocês, mas eu teria uma dificuldade extrema em comprar um livro cujo título fosse esse. A despeito de “não julgue um livro pela capa”, um título desse me faria pensar duas vezes até mesmo em ler seu blurb.

O que me levou a pensar que, em ficção científica e fantasia, o uso de palavras comuns em contextos completamente diferentes, e o uso de neologismos é algo requerido para criar o sense of wonder do qual esses livros dependem para impressionar. Inglês é uma língua em que neologismos e combinações são bem acessíveis. Português, nem tanto. De cabeça, e sem nenhuma prova científica, me parece que a maioria dos nossos neologismos é baseada em adaptações de palavras em outros idiomas.

Considerando a quase ausência de livros de ficção científica e fantasia no Brasil, mesmo depois de levarmos em conta o certo preconceito contra o que é considerado literatura não muito séria, eu fico pensando se essa necessidade de criar uma terminologia específica não é um dos problemas em questão. Por outro lado, eu fico pensando se não é uma certa dificuldade em aceitar um termo perfeitamente comum, como mencionado acima.

Eu lembro de ter lido um livro em que os personagens magos lançavam de seus cajados algo chamado de Lordsfire. Imagine isso em português: “fogo dos senhores”. “Mauro lançou uma rajada de fogo dos senhores sobre os orques”. Carácoles!

É possível traduzir um livro e ainda acabar com algo bem razoável, como o sucesso d’O Senhor dos Anéis. Por outro lado, a discussão em cima de Valfenda como tradução de Rivendell foi sempre um ponto de forte discussão entre os fãs, justamente por causa da tentativa de mapeamento de algo que parece natural em inglês mas parece completamente forçado em português.

Eu desafio os leitores interessados para um experimento: pegar livros de ficção científica e fantasia e ver quais termos parecem naturais em uma tradução equivalente e quais parecem ridículos. Eu tentei aqui e pode ser preconceito, mas ainda estou para encontrar um que parece natural.

O resgate de um livro

January 13th, 2008 § 4 comments § permalink

Em 1995, no segundo ano do ensino médio, achei um livro na biblioteca–perdido entre as estantes mais ao fundo–que me prendeu imediatamente a atenção. De fato, mal consegui esperar para chegar em casa e continuar a leitura que eu começara no intervalo entre as aulas.

O livro contava, de uma maneira ficcionalizada, a história do programa espacial americano. Narrado em um estilo muito parecido com um documentário, o livro tinha um enredo enorme e cativante, envolvendo três famílias ao longo de várias décadas. Esse tipo de livro é um dos meus preferidos–Neal Stephenson, Ken Follet, Jeffrey Archer e Kim Stanley Robinson estão entre meus autores favoritos por conseguirem contar estórias assim com perfeição–e o drama contido nas páginas ladeadas por uma dura capa vermelha me empolgou do começo ao fim.

Esse ano, por acaso, ao assistir um pedaço do filme Os Eleitos, me lembrei da estória e quis revê-la. O problema é que eu não me lembrava de quase nada sobre o livro. O nome do autor e o título do livro estavam perdidos entre as memórias distantes daquela época e até mesmo da estória só restavam alguns detalhes: o primeiro nome do personagem principal era John, um nome comum demais para evocar qualquer outra lembrança; a idéia de que ele estudara em Annapolis; e o fato de que parte da história contada pelo filme era similar à do livro.

De fato, meu primeiro pensamento foi que o filme era a adaptação do livro. Mas logo descobri que Os Eleitos é a adaptação de um livro documentário por Tom Wolfe. Uma breve pesquisa sobre filme e livro não revelaram mais nada.

Entra em cena a Internet. Como eu não lembrava de nada além do citado acima, fiz a primeira tentativa com o Google, esperando que uma resenha talvez me levasse ao local certo. As combinações de palavras-chaves não levaram a lugar nenhum.

O que me ocorreu então é que a Wikipedia provavelmente teria algo sobre o assunto. O verbete Astronaut levou imediatamente à lista de astronautas fictícios. No meio da lista, o livro: Space, por James Michener. O personagem principal era John Pope e ele, de fato, estudou em Annapolis no livro.

Em português o livro se chama A Corrida para as Estrelas e está disponível na Estante Virtual. Já está na fila. Não se a estória será tão boa mais de quinze anos depois, mas não custa tentar.

Um pequeno guia para leituras eletrônicas

January 12th, 2008 § 4 comments § permalink

Como os leitores freqüentes desse blog podem atestar, a maior parte das minhas leituras é feita em dispositivos móveis. De fato, eu sou um fã incondicional da praticidade de carregar dezenas de livros em meu celular e poder escolher à vontade entre eles. No momento, tenho cerca de 110 títulos ocupando pouco mais do que 60MB no cartão de memória.

Existem assuntos, é claro, para os quais eu não dispenso um livro físico. A maioria dos livros que eu li que envolvem código eu adquiri fisicamente. Código corrido na tela de um celular ou PDA não fica bom, especialmente pelo fato de que a maioria dos leitores não consegue formatar texto fixo de maneira apropriada. Um outro ponto em que livros físicos ganham é quando o escritor tende a usar parágrafos muito compridos–textos muito longos tendem a se embolarem uma tela menor.

Para aqueles que estão interessados em usufruir dos benefícios de livros eletrônicos, o que segue abaixo é um pequeno guia de formatos, dispositivos e conversores que e uso. Sendo uma lista pessoal não é de longe um guia definitivo. Obviamente, eu não experimentei todos os produtos existentes no mercado mas acho que a lista abaixo pode ajudar um pouco na escolha e entendimento do que existe no mercado.

Formatos

Muito mais do que na indústria de música, os usuários de livros eletrônicos sofrem com DRM. É quase impossível encontrar livros eletrônicos de autores mais populares sem alguma forma de “proteção” contra cópias. Mesmo autores que são mais abertos quanto ao assunto acabam tendo seus produtos convertidos em formatos fechados quando os mesmos são disponibilizados eletronicamente por conta de suas editoras.

Os formatos mais comuns de distribuição hoje são:

eReader
Esse é o formato anteriormente conhecido com Palm Reader e representou a tentativa da Palm de lançar seu próprio negócio de livros eletrônicos. O formato recentemente sofreu uma mudança criptográfica que inutilizou os títulos comprados por muita gente, resultando em muitas perdas de livros já pagos que não foram migrados para o novo padrão. Possui um razoável suporte multi-plataforma.
Mobipocket
Esse é provavelmente o formato mais popular e usado tanto para livros com DRM como formato de livre troca. A empresa por trás do mesmo foi comprada pela Amazon há alguns meses e o futuro do mesmo permanece incerto–especialmente com o lançamento do Kindle. O site da empresa, que ainda tem o nome separado da Amazon, saiu do ar dois ou três meses atrás por alguns dias, deixando milhares de clientes sem qualquer acesso aos seus livros. Possui um bom suporte multi-plataforma, e um conversor bem útil.
Kindle
O novo formato da Amazon, feito especialmente para o seu leitor. Seu futuro está inteiramente condicionado ao futuro do dispositivo homônimo e não há leitores para outras plataformas.
Microsoft Reader
Esse é o formato da Microsoft, como seu próprio nome diz, e sua penetração no mercado é comparativamente pequena. O uso de formas pesadas de DRM o torna pouco interessante para os usuários. Desnecessário dizer, só funciona no Windows.
Adobe Reader
Não é o mesmo formato PDF, mas um formato com criptografia e funções pesadas de DRM. É um dos piores formatos para a leitura pelo fato de que o leitor é mal implementado e disponível em poucas plataformas.
Outros
Há uma série de formatos específicos para dispositivos específicos mas eu não tenho qualquer experiência com os mesmos

Pela lista de formatos acima, dá para ver que a situação não é das melhores. Virtualmente todos os formatos podem ser criptografados e geralmente o são quando envolvem livros com copyright mais atual.

Se eu tenho que escolher entre versões igualmente fechadas, eu tendo a escolher o formato Mobipocket pelo simples fato de que seu leitor é melhor do que os demais nos dispositivos que uso. O formato é tão fechado como os demais, mas a experiência de leitura é um pouco melhor.

Leitores

Até o momento, eu experimentei os seguintes leitores:

eReader
Funciona tranquilamente no Palm e Windows CE, mas eu nunca consegui fazê-lo funcionar no meu celular Symbiam, embora existam várias versões disponíveis para download. É um leitor bom, com as características básicas de navegação, mas não chega a impressionar. As atualizações são bem esparsas e com a Amazon como dona de sua loja primária, o futuro do mesmo é bem incerto.
Microsoft Reader
Comprei um único livro nesse formato já que o mesmo não estava disponível em qualquer outra. Li no PC e não achai a experiência ruim. A usabilidade deixa a desejar em alguns pontos mas quando você está simplesmente apertando um botão apra a próxima página, não há muito problema
Mobipocket
Como mencionado acima, é o meu leitor favorito. Além das funções básicas possui também a capacidade de consultar dicionários automaticamente, além de permitir anotações em qualquer parte do texto e de ter capacidade mais rápidas de busca. Como em qualquer leitor, as duas características mais usadas sempre os botões de navegação e bookmarking e isso o Mobipocket faz com perfeição, com uma interface bem mais intuitiva que os demais. O fato de que várias funções tem teclas de atalho simples é um outro bônus.

Dispositivos

Até o momento, eu usei os seguintes dispostivos:

Palm Zire e Palm E
O Palm possui uma tela boa e com leitores bem integrados. Inicialmente eu usei o Palm Reader que vem com ele mas em pouco tempo passei para o Mobipocket.
Nokia 6600
A tela é grande comparada a outros celulares, mas bem pequena para livros. Mesmo assim não tive quaisquer problemas em usar o Mobipocket para ele. Você acaba usando mais o scroll mas isso afeta muito o fluxo de leitura. Só são mais clicks.
Nokia E61
Além de ser um excelente celular, possui uma tela enorme que permite uma leitura confortável em basicamente qualquer configuração. O único defeito é a tendência de desligar a iluminação a todo momento para economizar energia, o que, na verdade, leva a um consumo maior já que a mesma está sendo continuamente ligada e desligada. Tirando isso, é um dispositivo muito agradável.

Conversores

Aqui eu basicamente uso uma única opção, que é o Mobipocket. O Mobipocket Creator, que agora é grátis para uso pessoal, pode converter qualquer projeto feito em HTML de maneira bem simples e prática.

O Mobipocket Reader para PC, citado acima, é melhor ainda, sendo capaz de converter uma série de formatos (PDF, HTML, RFT, DOC, TXT, entre outros) e sincronizar diretamente com o dispositivo móvel se o mesmo for suportado. Caso contrário, basta copiar para a memória do dispositivo o resultado final. Algumas conversões não ficam tão boas (arquivos PDF tendem a perder as quebras de linha, por exemplo) mas em geral a qualidade é muito boa. Arquivos HTML, sem surpresa, são os que dão o melhor resultado.

A diferença básica entre os dois produtos é que o Reader cria o que é chamado de Mobipocket eDoc enquanto o Creator produz livros eletrônicos normais. Na prática, a diferença técnica entre os dois é nula, mudando somente o local onde os mesmos aparecem na interface do leitor.

Lojas

Aqui também eu tenho uma única opção que á Fictionwise. Eu compro com eles há varios anos e os preços e suporte sempre foram muito bons. É claro que a maioria dos livros possui DRM, mas na falta de outras opções o jeito é tolerar por enquanto e esperar que a indústria de livros siga o mesmo rumo da indústria de música.

Para crédito da Fictionwise, eles possuem um enorme acervo de livros sem DRM e tentam acrescentar o máximo possível dos mesmos a cada semana. Infelizmente, editores populares tendem a forçar encriptação e há sempre o perigo de perder tudo o que está lá, como foi o caso dos usuários do site do Mobipocket que até hoje não restaurou certos títulos após os problemas com seus os servidores.

Existe também a loja do eReader e Mobipocket mas eu não as uso porque, respectivamente, não quero usar outro formato e não quero dividir minhas compras entre duas lojas.

Gratuitos

Existem muitos autores distribuindo livros gratuitamente e alguns deles estão listados abaixo:

E, é claro, o Projeto Gutenberg.

Conclusão

As informações acima são basicamente como eu uso livros eletrônicos. Não é um mundo ideal e acho mais difícil que o DRM de livros caia do que o de músicas por causa da própria natureza da indústria. Até lá, eu vou lendo os descartáveis com DRM e comprando os que quero preservar como livros físicos normais.

Espero ter ajudado com as informações e fiquem à vontade para perguntar mais ou acrescentar as próprias sugestões.

Twitter, um pequeno balanço

January 9th, 2008 § 7 comments § permalink

Twitter:
[1] talk in a light, high-pitched voice
[2] idle or ignorant talk

The Oxford Pocket Dictionary, 2007 edition

Com as definições acima, é difícil entender porque o nome Twitter foi escolhido para um serviço cuja intenção é ser popular. Por outro lado, talvez o nome seja uma grande piada.

Eu estava devendo ao Sérgio algumas considerações sobre o meu uso do Twitter, prometidas desde o BlogCamp MG, quando comecei a empregar a ferramenta. Nesse época fiz uma pequena cobertura do evento tanto pelo Twitter quanto pelo blog para experimentar as diferenças entre os dois modelos. Como eu nunca havia defendido o uso do Twitter, o Sérgio, que também não vai muito com a ferramenta, ficou curioso sobre a questão. Aliás, em meu primeiro uso do Twitter, fiz uma referência a essa dualidade na minha posição.

Eu não vou dizer que cheguei a uma grande revelação sobre o Twitter até pelo fato de que meu uso do mesmo é esporádico–para não dizer inconstante. Embora eu tenha continuado a postar comentários no mesmo em cima do moto de dizer o que eu estou fazendo no momento, não posso ser considerado um usuário pesado.

A única conclusão real que eu cheguei em relação ao mesmo foi que o Twitter reduziu as barreiras no uso de uma tecnologia próxima, o IRC. Esta última sempre foi muito popular mas é dependente de ferramentas específicas na forma de um cliente mais pesado e da escolha seletiva dos canais aos quais a pessoa quer se subscrever. O que o Twitter faz é mudar a equação criando uma nova forma de subscrição baseada em pessoas e não em canais. Obviamente, por ser baseado em pessoas, o foco é muito mais esparso, mas o surgimento de técnicas de tracking de assuntos específicos resolve isso em uma certa medida.

Esse efeito é visto principalmente na coordenação e acompanhamento de micro-eventos como encontros, conferências e desconferências. Basta criar um canal transiente para monitorar o assunto e a disseminação de informações é facilitada. Não há a necessidade de um cliente específico exceto o navegador e não há a dificuldade em manter uma conversa entre os participantes como aconteceria em uma ferramenta de instant messaging comum.

Por baixar essa barreira, a única vantagem do Twitter para mim é manter uma apanhado geral do zeitgeist das pessoas que estou seguindo e, com um pouco mais de distância, das pessoas que elas estão seguindo. O resultado é uma pequena consciência, se as pessoas certas forma escolhidas–certas no sentido de que são amigas pessoais ou transitam o seu mercado de interesse–daquilo que está acontecendo no momento. Tirando isso, minhas outras ressalvas permanecem.

O Twitter é uma ferramenta barulhenta, que tem um potencial enorme para atrapalhar a produtividade pessoal se mal utilizado. Mais do que IM, por causa da liberdade de não ter que pedir licença: se você segue alguém, a licença está implícita. O fluxo de consciência gerado pelo Twitter depende de um investimento de tempo que, para aqueles que tem dificuldade de segmentar sua atenção, pode ser muito problemático.

Da mesma forma, o zeitgeist acima citado pode ser duvidoso já que consiste em uma janela tão pequena como os blogs que você segue–ou talvez ainda menor. Se você segue pelas relações de mercado, não há muito problema já que o importante é manter essas relações. Se você segue em busca de insights, aqui há dragões.

Tudo isso dito, eu devo continuar a usar o Twitter com as mesmas restrições que aplico ao meu uso de IM. Eu procuro seguir à risca as convenções expressas nas mensagens de status e me dou o direito de ignorar mensagens quando meu status não está aberto. No caso do Twitter, isso implica em um uso liberal do comando off.

Se há uma ilustração útil para fechar este comentário é que o Twitter terceirizou (ou globalizou) a conversa de escritório. As mesmas restrições se aplicam. E aqueles que acham que o seu chefe não está lendo o que você escreve no Twiiter, cuidado: ele pode estar ouvindo sobre o seu ombro sem que você perceba.

Turbo

December 6th, 2007 § 6 comments § permalink

Minha primeira ferramenta de programação foi o Turbo Pascal 5.0, nos idos de 1994. Um disquete de 5 1/4 distribuído pelo professor era o meu acesso a um mundo que me interessara desde minhas primeiras leituras sobre computadores e a capacidade dos mesmos de serem programados para o que quer que fosse preciso. Da versão 5.0 pulei rapidamente para a 5.5, que oferecia um suporte incipiente a OOP, e para a 6.0, na qual era possível fazer coisas bem mais interessantes com objetos e gráficos. Cheguei até a programar um ambiente gráfico antes de descobrir, desapontado, que o trabalho era muito para competir com o Windows.

O interesse por produtos da Borland não morreu cedo. Depois de um breve trajeto com o Turbo C++ 3.0, eu programei em Delphi de 1997 a 2003, com retornos esporádicos até 2006. Com a mudança das firmas onde eu trabalhava para o mundo .NET e os freqüentes erros estratégicos da Borland, uma das ferramentas que mais me deu prazer em trabalhar foi ficando para trás. Ainda tenho uma cópia do Delphi 6 Professional que comprei com meu próprio e suado dinheiro e cujo CD provavelmente já está parando de funcionar.

Depois de tanto tempo longe da comunidade–eu era um piolho nos famosos grupos de discussão do Borland, respondendo tudo o que podia, principalmente na área de desenvolvimento Web–eu confesso que fiquei surpreso ao descobrir que a Borland voltou com sua linha Turbo, atualizada para os tempos modernos. Há o Turbo Delphi, uma versão moderna do Turbo C++ e, pasmem, Turbo Delphi for .NET e Turbo C#.

Obviamente, são versões reduzidas dos produtos maiores equivalente, que concorrem sem muito sucesso contra o Visual Studio, mas é interessante receber uma lufada no passado remodelada para o mundo moderno de programação. Como a versão básica do Turbo Delphi é grátis, meus dedos estão coçando para experimentar novamente o mundo Borland.

Melhor do que isso só uma versão nova do Turbo Pascal.

As bruxas estão à solta

November 20th, 2007 § 4 comments § permalink

Parece que as bruxas estão realmente à solta: o Ubuntu está fazendo updates de vários megabytes todos os dias; o Windows Update apresenta pelo menos uns cinco pacotes pequenos a cada vez que o computador é reiniciado; até o Mac, sacrossanto dos updates sem dor anda dando tela azul e morrendo ao acaso.

Meu Mac, que eu só atualizo alguns dias depois da liberação dos pacotes oficiais, se recusou a iniciar um dia desses. Ao invés de mostrar a maçã familiar, mostrou um sinal de pare. Depois de várias tentativas, voltou. Vai entender.

Pão de Cast

November 9th, 2007 § 12 comments § permalink

Quer ouvir três malucos totalmente comprometidos com o código livre e aberto discutindo os eventos mais recentes do mundo de tecnologia e aproveitando para falar mal de tudo quanto é empresa que existe? Então assine o Pão de Cast, o mais novo podcast de tecnologia do Brasil.

Luiz Rocha, Eustáquio Rangel e este que lhe escrevem discutem tudo que lhes dá na teia em um papo descontraído e fortemente geek. Só não diga depois que não foi avistado: o conteúdo é acido.

LaTeX

November 6th, 2007 § 4 comments § permalink

Resolvi tomar vergonha na cara e aprender LaTeX. Produzir textos técnicos (simples) no OpenOffice é algo razoavelmente tranqüilo mas requer um trabalho bem grande no que tange à manutenção periférica, isto é, imagens, listagens de código, estilos e tudo o mais. É aí que entra o LaTeX, me deixando livre desses detalhes para focalizar na estruturação do documento em si.

Desnecessário dizer, a curva de aprendizado é muito íngreme. Precisei de algumas horas para configurar tudo do jeito que eu precisava para começar. Ironicamente, embora no Linux a instalação seja mais completa foi no Mac onde as opções extras que eu precisava funcionaram mais tranqüilamente.

Para suportar Unicode e fontes mais agradáveis, estou usando o XeTeX. Funciona muito bem e, como sempre, o Emacs é um ambiente perfeito para suportar todos os detalhes de edição sem perder o resto das funcionalidades editoriais que eu prezo. A experiência está sendo, por falta de outra palavra, edificante.

Stephen Fry blogando

October 30th, 2007 § 3 comments § permalink

Eu me tornei um fã de Stephen Fry meio que por associação com o Hugh Laurie. Como os dois trabalharam muito em conjunto, na época em que estava procurando mais coisas do “Dr. House” para ver, conheci o trabalho de Fry e gostei. E é claro, sua impecável e tocante atuação em V for Vendetta não deixou de ajudar.

Hoje descobri que Fry não só está blogando como possui um conhecimento fantástico de tecnologia–pelo que ele próprio diz, inclusive, ele comprou o segundo Mac da Inglaterra, nos idos de 1984, só perdendo para Douglas Adams. Para quem é fã do trabalho de Fry, os textos certamente vão agradar.

Where Am I?

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