Mercenário

February 7th, 2007 § 6 comments § permalink

Você sabe que a situação financeira está crítica quando você precisa pegar dinheiro emprestado do cofrinho do seu filho para pegar ônibus e ele, que só tem dois anos e meio de idade, ainda lhe cobra juros de 100% sobre um dia de empréstimo.

Palavras esdrúxulas

February 4th, 2007 § 9 comments § permalink

Palavras que meu filho de dois anos e meio sabe falar perfeitamente mas que não tem a menor idéia do que significam, é claro:

  • Paralelepípedo
  • Paquiderme
  • Peristáltico
  • Constitucional
  • Singularidade

Balanço cultural de janeiro

February 1st, 2007 § 21 comments § permalink

Janeiro não ajudou muito minha meta em relação ao número de livros que pretendo ler esse ano. O resultado do mês foi o seguinte:

  • 4 livros
  • 20 filmes
  • 14 episódios de séries

Na verdade, eu não devia reclamar. Dos quatro livros lidos, dois tinham mais de 1000 páginas, um tinha mais de 500 e só o primeiro tinha menos do que isso. Considerando um livro médio de 350 páginas–o equivalente a 100 mil palavras, um parâmetro da indústria–eu teria lido o equivalente a 9 livros. Tudo bem, me engana que eu gosto. :-)

Kansas City Shuffle

January 29th, 2007 § 5 comments § permalink

It’s a blindfold kickback-type of a game
called the Kansas City Shuffle,
whereas you look left and they fall right
into the Kansas City Shuffle.
It’s a they think, you think, you don’t know,
type of Kansas City hustle
where you take your time,
wait your turn and hang them up, and out to dry.

Assisti esses dias o filme Lucky Number Slevin, que aqui no Brasil foi chamado de Xeque-Mate. É um desses filmes despretensiosos no bom sentido, preocupado com a história e não com efeitos especiais ou coisas desse tipo. O elenco excelente é usado com maestria pelo diretor, resultando em filme em que os piores momentos de atuação estão muito acima da média do que normalmente é visto nesse tipo de filme. A cena entre Morgan Freeman e Ben Kingsley é surreal de tão bem feita.

A história começa com um premissa simples: um caso de identidade trocada que coloca um jovem contra dois chefões do crime. Aí entra a título desta entrada, o Kansas City Shuffe, um suposto golpe em que o alvo olha para esquerda quando deveria estar olhando para direita. E nesse caso, o alvo é o público. O diretor e o escritor admitem livremente isso e o resultado é mais uma vez um filme muito bom para se assistir.

A trilha sonora, por J. Ralph, é excelente e a música que leva o nome do golpe é muito divertida (no site do compositor, como não é possível um link direto, vá em Music, depois no álbum que leva o nome do filme, e escolha a música #19.

Como é óbvio, gostei muito e recomendo.

SuperTux 0.3.0

January 24th, 2007 § 1 comment § permalink

Quanto mais eu jogo SuperTux, mais eu fico viciado. A nova versão, que está em beta, tem um monte de cenários e itens novos e não dá para resistir à tentação de passar mais uma fase entre uma tarefa e outra durante o dia. Tens alguns probleminhas aqui e ali, mas já é uma bela diversão para quem gosta de jogos simples também. Para quem usa Debian ou Ubuntu, o Mark Pilgrim fez uma entrada um tempo atrás sobre como compilar o beta.

Aliás, os jogos que já vem com qualquer distribuição Linux batem de dez a zero qualquer coisa oferecida pelos padrões do Windows. Minha mãe, como eu comentei aqui em outras ocasiões, é uma viciada nesses jogos. De vez em quando, eu acho que ela só usa o Linux por causa deles. :-)

Numb3rs

January 10th, 2007 § 0 comments § permalink

Se tem uma série verdadeiramente ridícula de TV é a tal da Numb3rs. A série tem um tema até interessante–a possibilidade de resolver crimes por meio de análise matemática–mas peca pelo excesso de nerdice (inventei agora) da trama.

As poucas vezes que eu consegui assistir um pedaço eu acabei trocando de canal por causa desse mesmo motivo. Provavelmente tem um público razoável porque está na terceira temporada, mas eu confesso que não agüento.

O irônico é que eu sou absolutamente fascinado por matemática, mas não consegui ver a série. Opinião minha, mas é realmente muito pretensiosa.

Eleusis

January 6th, 2007 § 7 comments § permalink

Eleusis é o meu jogo preferido de cartas, principalmente pelo fato de que não é baseado absolutamente em chance mas depende exclusivamente da inteligência e habilidade do jogador. Ao contrário da maioria dos jogos, é baseado em raciocínio indutivo e isso o torna extremamente satisfatório. De certa forma, poderia ser até considerado uma espécie de xadrez com cartas.

Se alguém estiver interessado, eu estou começando uma nova rodada por e-mail e tenho algumas posições abertas. Por sua própria natureza, o jogo se presta bem a ser jogado por e-mail e acho que seria bem tranqüilo mesmo para quem nunca jogou. Interessados podem usar os comentários para entrar em contato.

Atualização: Mais detalhes sobre as regras do jogo em um comentário abaixo.

Balanço cultural

January 1st, 2007 § 0 comments § permalink

Ainda no espírito da entrada anterior, 2006 também não foi um ano tão bom em termos culturais. Minhas leituras caíram bastante, e provavelmente foi um dos anos em que eu menos li. Em termos concretos, o ano ficou assim:

  • 38 livros lidos (aproximadamente um quarto do que eu leio normalmente), totalizando cerca de 18000 páginas graças ao fato de que basicamente eu prefiro calhamaços.
  • Míseros 10 contos, todos de ficção científica ou fantasia
  • 68 filmes vistos (compare com os cerca de 300 vistos em 2005)
  • 386 episódios de séries (nem quero pensar em quantas horas de sono perdi por causa disso)
Nenhuma peça de teatro, um único show e mais nada. Péssimo. Principalmente considerando as séries.

Nos livros, destaque para Iain M. Banks e Charles Stross. Do primeiro, li todos os sete livros ambientados no incrível milieu conhecido como The Culture. Do segundo, livros que provocam future shock da primeira até a última página.

No filmes, nenhum destaque. Acho que nem Syriana, do qual gostei bastante, dá para ser considerado alguma coisa frente ao resto.

Nas séries, destaque para House e Battlestar Galactica. Aguardo ansiosamente o recomeço das temporadas. Lost é interessante, mas não acho que sobrevive a outra temporada com a mesma intensidade.

Espero ler mais esse ano e assistir menos porcaria.

Defina diversão

November 15th, 2006 § 2 comments § permalink

Desde que eu mexo com Lisp, eu sempre li defun como deffun, o que sempre soou como define fun e nunca como define function. Será que é por isso que todo hacker de peso gosta de Lisp?

Histórias de Programação

October 10th, 2006 § 0 comments § permalink

Antes de entrar para o CEFET-MG, para o curso técnico de Informática Industrial, meu contato com computadores havia sido mínimo.

Eu me lembro da primeira vez em que vi um computador na vida, quando tinha uns dez anos de idade, e de como fiquei maravilhado com aquela máquina que podia fazer o que quer que eu quisesse. Eu não me lembro o modelo, já que não conhecia muito bem as diferenças na época, mas lembro da sensação de ter algo programável ao meu alcance.

O dono do computador, um amigo meu, queria simplesmente jogar, mas eu, que já conhecia o potencial do aparelho das poucas revistas e livros em que eu conseguira botar as mãos, me cansei rapidamente de bolinhas pulando para lá e para cá na tela.

Em um dos livros que eu tinha, uma história ilustrada da computação que eu conseguira com um amigo, apresentava um programa em BASIC como seu único exemplo de código–a listagem compara dois números e dizia qual era o maior. Depois de alguns dias, eu finalmente consegui convencer meu amigo a me deixar experimentar com o interpretador BASIC e digitei o programa, mudando-o para que ele comparasse três números. Funcionou de primeira. O único programa sem bugs em toda minha vida.

Uns dois anos mais tarde, eu já lera um livro de Pascal, mas ainda não tivera oportunidade de experimentar com a linguagem realmente. Eu não tinha condições de ter um computador e também não conhecia ninguém que tinha–aquele amigo há muito se mudara. Um outro amigo recebeu então um computador de presente do pai.

Mais uma vez eu consegui cooptar algum tempo do computador ao invés de jogar Enduro. Escrevei meu segundo programa completo baseado em um exercício presente no livro: ordenar uma lista de números inteiros. Muitos problemas depois, consegui fazer rodar o programa. Eu me senti o rei do mundo ao resolver um problema de ordenação e imaginar que o algoritmo era ultra-eficiente. Só quando comecei a programar realmente é que descobri que implementara o Bubble Sort.

Anos depois, já no CEFET-MG, no segundo ano que era realmente o primeiro ano em que aprendemos a programar, a tarefa final do último bimestre era implementar um programa equivalente ao Paint em Pascal, usando rotinas gráficas VGA rodando sobre o DOS. Curioso que eu era, eu tinha avançado além da classe e já estava mexendo com isso há alguns meses e até ajudei a maioria dos outros alunos com as rotinas básicas de desenho e uso do mouse.

É claro que as melhores rotinas eu reservei para mim:rotinas para alterar o cursor do mouse de acordo com a ferramenta, compactar os arquivos para uso mais eficiente do disco e outras coisinhas mais.

Minha perdição foi ter topado com a seção de orientação a objetos em um livro de Pascal avançado. Quando eu terminei o meu sistema de janelas gráfico, completo com herança, filas de mensagens e outras amenidades, eu tinha menos que dois dias para a entrega do programa em si, algo que nem as técnicas “avançadas” que eu estava usando resolveram. Meu programa levou a menor nota entre todos os trabalhos. Mas pelo menos ganhei dois pontos mais pelo uso de orientação a objetos e ponteiros.

Where Am I?

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